Hip Hop Angola | Hip Hop Moçambique

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RETROSPECTIVA 2010

Hip Hop Angolano 2010

2010 foi um ano bastante polémico para o hip hop angolano, mais baixos do que altos, a quantidade de álbuns lançados e cópias vendidas não ajudaram a superar a crise, rappers reagiram inconformados com as fusões do rap com o kuduro e demais estilos musicais em inúmeros debates e temas musicais.

A abordagem desse tema levou muitos a acreditar que o rap como tal estivesse morto, e para provar que o rap está vivo não foi preciso esforço, aconteceu naturalmente, afinal não só das fusões vive o rap em Angola, discos como Conjunto Ngonguenha, Raiva e Reptile, Kid Mc e Sandocan são provas evidentes de que não há fundamento tanta implicância com as fusões que o rap sofre. Entre os vários nomes de artistas que fizeram fusões os mais crucificados foram Big Nelo, Edy Tussa, Cage One, Gomez e JD.

Outra pedra no sapato em 2010 foi o PLAGIOMOTO, Miguel Neto o apresentar do programa radiofónico RC levou a analise várias músicas da nossa praça e acusou muitos artistas de plagiadores, nisso CJ Clue ganhou popularidade acusando Phathar Mak de roubar um dos seus instrumentais, enquanto que a Revista Platina ao publicar um artigo acusando Sandonan de plagio, gerou um clima desarmonioso entre SANDOKAN e a produção do programa 10-12 da TPA, que baseou-se na noticia para meter mais lenha na fogueira. Com isso muitos artistas caírem em descrédito estando certos ou errado, e o programa ridicularizou-se um pouco quando acusou uma mixtape como plagio.

Um capítulo especial foi sem dúvidas o regresso do Conjunto Ngonguenha que marcaram o ano com o seu segundo álbum, “Nós os do Conjunto”, outro nome que não se pode ignorar é o de Vui Vui dos Kalibrados, Máfia King foi uma das mixtapes mais baixadas da internet dentro do movimento hip hop angolano, mas a mixtape que reuniu os melhores mc’s de Angola e teve a maior aceitação, foi indiscutivelmente a Mixtape o último Samurai volume II, a música Aleluia matou a fome das ruas por rap batle, diz-se em bocas miúdas que o som terá incentivado troca de linhas entre NGA e Extremo Signo.

RAIVA agitou as ruas lançando todas as sexta-feira entre Outubro, Novembro e principio de Dezembro, uma mixtape para ajudar a promover o seu álbum com Reptile. KID MC com o incorrigível fechou o ano, não houve durante o ano de 2010 maior aderência na aquisição de um álbum com o de KID MC que no parque na Independência gerou a maioria confusão. Big Nelo apesar de ter sido o mais crucificado por ter feito Kuduro, fechou o ano como o primeiro no top de maior download neste blog, falando sobre este blog, é verdade que quase foi ao esquecimento no final de 2010, mas as relações entre Angola e Moçambique não decaíram, pelo contrário, nos dias de hoje e com a ajuda da internet a música anda com os próprios pés, sobretudo quando é boa. Mas não ficaria bem terminar este texto sem reconhecer o trabalho que os outros blog tiveram pra manter acesa a chama do hip hop, MADTAPES, CENAS QUE CURTO e Luso Hip hop, foram quem mais se destacaram neste sentido.

Entre as inúmeras coisas que aconteceram durante o ano, não podemos deixar de lamentar o facto de termos perdido o Karl Marxs, Riquinho sempre foi polémico, mas percebemos o seu grito quando na rádio reclamou o facto de terem vendido o cine Karl Markx para um projecto habitacional, é de facto preocupante sobretudo quando só resta o cine Atlântico para show de grande ponte.

Para fechar o ano Phathar Mak, um rapper com historia e fiel aos seus conceitos, realizou o seu primeiro grande show no cine Atlântico, comemorando assim 18 anos de carreira, mas infelizmente não tivemos casa cheia, os amigos do rap não prestigiaram o homem do “laranjas”, mas os amigos de todos os tempos lá estiveram para mostrar a todos que a amizade está acima de tudo, destaque para Kool Klever e Big Nelo.

HIP HOP MOÇAMBICANO 2010

2010 – mais um passo enfrente foi dado na história do moz hip hop, não só pela gprO, mas também por outras labels em Moçambique que fizeram com que pela segunda vez consecutiva fosse considerado ano do hip hop; mais discos foram lançados em relação a 2009 e desta vez com melhor qualidade, igualmente mais show e consequentemente mais artistas subiram aos palcos.

A GPRO começou o ano investindo em nova estratégia de acção, um casamento entre o marketing e o talento, gravaram 3 vídeos de alta qualidade, e lançaram dois álbuns, (gpro label e G2). O álbum da label foi lançado em simultâneo entre Moçambique e Angola, mas o resultado das vendas não cobriu o investimento, problemas surgiram, e o percurso da historia tomou outro rumo, Duas Caras voltou a sair de casa, já não usa a camisola 10 da Gpro, caminha sozinho e longe da Gpro. Ninguém gostou da noticia e foram pegas de surpresa quando no Big Brother África, anunciaram a performance da gprO, e só apareceu 3H e G2, fãs choraram e exigiram pronunciamento da Gpro que diz ter feito de tudo para manter o Kara Boss na equipa, mas motivos pessoais o mantêm indisponível para representar em nome da gprO.

DJ DABO e DABO BOYS acordaram para um rap mais abrangente, começaram com um grande show em Janeiro e até ao final do ano 500 barras surgiram em forma de disco, mas Moçambique não é uma rocha, perguntem ao DLON afinal ele levantou muita poeira não só em Maputo, mas igualmente em todo pais.

TRIO FAM como todos sabem já não pertencem a Track Records, deram em 2010 passos significativos para a sua carreira e contributo ao do hip hop moçambicano, lançaram um video clipe de alta qualidade que pode até concorrem como um dos melhores do ano, abriram o seu próprio estúdio “Mukeru” e recebem grandes nomes do musichall moçambicano.

A má descrição de Moçambique num ponto de vista de um jornalista angolano no facebook teve maior repercussão no facebook e ofendeu o orgulho moçambicano afectando a boa relação entre angolanos e moçambicanos, este facto incentivou a realização do show “só nós”, um espectáculo que reuniu os melhores do musichall moçambicano, foi segundo muitos uma das maiores festas da música do pais da marrabenta.

Mozambique Music Awards reconheceu os bons feitos do hip hop e chamou a Gpro para receber o premio pela música Punchline, Duas Caras para Karaboss e EllP como produtor.

Várias coisas boas aconteceram, mas nem tudo foi um mar de rosas para Moçambique, Lizha James, Big Nelo, Dama do Bling, Anselmo Ralph, Bang, Izidine, Dygo Boy, e ZAV uniram-se pela valorização da musica lusófona no Channel O Vídeo Awards, mas infelizmente 2010 nem Lizha nem Bling levaram prémios para Moçambique, o mesmo se diz a Big Nelo e Anselmo Ralph para Angola, os esforços foram menos comparando-se com os nigerianos e sul africanos que sensibilizados a votar o fizeram ao ponto de levaram todos os prémios, mais isso não foi de todo triste afinal ficamos todos orgulhosos quando a Dama do Bling subiu ao palco numa performance com Sasha P, foi bonito sim.

Ao terminar o ano ouvimos musicas que anunciaram o regresso de 100 Paus e do Dinomite a estrada da música, agora sabemos que quem provocava as polémicas na gprO era o 100 Paus, que resolveu voltar dando pauladas a todas as mulheres moçambicanas, boa música mais não foi bem recebida. Dinomite o criador de uma das linhas mais reproduzidas no rap game moçambicano “assim como moz, precisa do guebas para governar”, voltou com muita gana no principio da sua carreira a solo, outro destaque também, é o convite da Iveth o primeiro álbum da first lady da cotonete records que nos ofereceu muita boa música.

MOÇAMBIQUE-ANGOLA

Com a venda do disco da gprO e da Dama do Bling em Angola, estimulamos o comercio de disco entre os dois países, artistas moçambicanos hoje conseguem ver seus discos a serem comercializados em Luanda, discos como G2, Iveth e Dj Dabo já estão em vendidos em Luanda.

2010 foi um ano abençoado para a DAMA DO BLING em termos de expansão internacional, radialista da rádio Luanda apaixonou-se com a boa música da blindada e partilhou com o seu auditório, quando se diz que não passa música moçambicana nas rádios em Angola, não é verdade ou a Dama do Bling não é moçambicana, é dona de um sucesso e popularidade invejável, convidada especial do show da Pérola, dignificou o seu nome e faz jus ao titulo o seu disco, diferente interpretando um tema calmo e igual representando o que a caracteriza como cantora agitada, depois do show, a jovem cantora foi esperada por inúmeros fãs, que não se contentaram com fotografias e autógrafos, mas sim com objectos pessoais e abraços, uma jovem terá mesmo implorado e chorou para conseguir o brinco da Dama do Bling

“CRONIBLOGANDO”

ESTAMOS DE VOLTA
Mais um ano passou e é chegada a hora de fazer um balanço entre o hip hop moçambicano e o angolano, dois títulos, de um lado o ano do hip hop e no outro o ano da independência. Este blog dedica-se até agora ao movimento hip hop entre ambos os países, e o propósito de um angolano reportar o hip hop moçambicano, já várias vezes aqui e noutros fóruns foi abordado, embora que nos dias de hoje, já não faz muito sentido. Porquê puxar pelo hip hop moçambicano quando este já respira bem? Satisfaz-nos dizer que o hip hop moçambicano rompeu barreiras e hoje apresenta-se com dignidade. Em Moçambique a Cotonete Records, e a GPro deixam bem claro que no braço de ferro ninguém os derruba, mas há mais batalhadores em colectivo e individual, só não vamos adiantar nomes em respeito ao esforço dos outros manos que também dão seu suor em prol desta causa que une todos nós.
ANGOLA, o hip hop conheceu um momento único na sua historia, o rap alternativo ou underground como muitos preferem chamar ganhou vida, e concorre ao mesmo nível com o chamado rap comercial e se calhar até ganha nos shows, como isso quero dizer que é possível um show de rap underground encher mais do que o comercial, e isso já aconteceu, esta vitoria preferimos chamar INDEPENDÊNCIA.
Mais não foi só alegria o ano de 2009 no rap angolano, um nome com bastante influencia buscou inovar o seu rap mwangolenizando-o com Kuduro, este facto dividiu opiniões e alguns surfaram nesta onda, muitos outros contestaram, até hoje há rappers que tem o orgulho ferido e a dor é tanta que não escondem nem por simpatia.
Dois programas radiofónicos por semana, de aproximadamente duas horas tem sido até hoje o meio de divulgação da música rap, naturalmente os mais atentos podem perceber que é impossível concorrer com outros estilos musicais sabendo que estes têm mais espaço nas rádios, dai que a internet aparece como a nossa bóia de salvação, os blogs tem feito muito por essa cultura e este amor que todos temos pelo hip hop hoje somos uma nação forte.
MOÇAMBIQUE, mc’s alimentaram o slogan “O ANO DO HIP HOP“, em 2009, sim concordo!!!, o rap voltou a sorrir por lá, mais sente-se um fraco movimento, um grande alicerce ruiu “TRACK RECORDS”, problemas internos levou A2 a abandonar o barco, isso para não falar da Trio Fam que deixou os f’ãs sem chão com a noticia, Kloro ao cantar “não é verdade que o hip hop is dead, sobrevive em maputo e claro dorme na track” deixou o pessoal com bastante entusiasmo, mas diante da realidade “sei não” se já estava a sobreviver, agora sem a Track hip hop não tem aonde dormir. Mas pra suavizar a questão vale recordar que Kloro declarou-nos que a saída deles na Track não é oficial.
Mas hip hop em moz não é só Track, afinal foi em 2009 que a Gpro lançou a sua mixtape, foi também em 2009 que a cotonete records fez o show da Iveth, a mCel o hip hop rules e foi uma sequência de show que permitiu afirmar-se 2009 como o ano do hip hop, tudo isso é secundado por André Manhiça que reafirma que o hip hop falou alto em 2009, houve mais vídeos, mais shows e mais música.
Seria um texto invalido se não mencionássemos o renascimento de Duas Caras Aka Kara Boss, mas quanto a isso não há argumentos, todos sentiram o poder e a influencia que a Gpro tem no hip hop moçambicano, só esperamos que não esperemos mais 3 anos para outro passo enfrente.
SANDOKAN, se fosse para qualificar a quantidade de downloads feitos na internet, este seria sem dúvidas o Rei do hip hop angolano, em três dias mais de 3 mil pessoas baixaram a sua música, mais ai teríamos outro problema AFROMEN reuniu aproximadamente 45 mil pessoas como o mesmo propósito, ouvir rap. Para quem não se lembra, não custa nada lembrar que AFROMEN encheu um estádio de futebol realizando o show de apresentação do seu disco, mas felizmente hip hop não tem nem precisa de um Rei, hip hop é cultura e a manifestação cultural é livre, arte também é inovar, por isso acho necessário um debate público sobre as tendências que o rap tem tido, o casamento com o Kuduro e o casamento com o Pandza, será inovação do rap? ou fugir da essência?
Assim foi 2009 e agora esta a começar 2010 vamos esperar grandes motivos para reportagem.

Duas Caras de volta a Gpro

A Gpro avisou que Duas Caras iria voltar mais pelos vistos muitos não escutaram, pois bem ai está o Duas Caras de volta a casa, e desta vez para ficar, empalhem a mensagem, Sábado no África Bar, Duas Caras o KARABOSS ao vivo com a banda Ndyango. Convidados: -3H; -G2; -Azagaia; -Iveth e -Trio Fam Bilhetes a venda na Garagem (Loja Cotonete) a 150MT e no Local a 200MT .

 

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dino cross
Muitas musicas de muitos projectos chegaram a nós para fazer podermos partilhar com todos os leitores do blog, e sem muitos blá blás, ai estão disponiveis para download.
Sorge Na Hood – DOWNLOAD

Ace Nells – Não presto – DOWNLOAD
ell P – hate on me – DOWNLOAD
IVETH – AMIGA REMIX – DOWNLOAD
DJ Dabo – Apresenta Pedegrees – respeitem os gordos final ( DJ Dabo Mixtape) (download)
DJ Dabo Ft Bilimbao & Christal & Law Low & k9 – Sou um Rap Star (Download)
DJ Dabo Ft k9,Dygo Boy,Dice,Hernani,RoldB,ImprO – Ninguem m abusa ( the video edition) (Download)
Pedgress Ft F-Cash and Regulo (DJ Dabo Mixtape) (Download)

Duas Caras ganha sondagem

O blog fez uma pesquisa durante 2 meses onde esteve em questão qual é o melhor som da gPro Mixtape e com uma victoria folgada foi eleito Presidência Aberta de Duas Caras.

53 votos de Duas Caras corresponderam a 35% contra 10% de 100 Paus e 8% da Capilana hip hop da Iveth.

Para quem curte Duas Caras ai vai um papo interessante Roubado da Revista “O tunel” que de certeza interessa ao pessoal aqui da net, boa leitura.

Pergunta: É obrigação de um Emcee educar e informar a sociedade, achas que teus versos são maduros e contém alguma informação?
Duas Caras:
Concordo que a música pode ser uma forma de educar e informar a sociedade mas se todos andássemos a educar e a informar uns aos outros acho que ficava sem graça. Alguns Emcee’s tem essa capacidade de serem pedagógicos mas a maioria opta pelo mais fácil, tipo “eu sou +, eu tenho +..” eu, modestamente falando, posso rimar sobre tudo, agora, se os meus versos são maduros? Hehehe recebo dezenas de mails todos os dias de gente do outro lado do oceano..há algum tempo estive em Johannesburg e umas pitas sul africanas que não pescam nada de português ouviram “o Primeiro freestyle do ano” e disseram: “this shit is too good, your flow is international”, e outra cena é que gramo de rimar com cenas que vivo. É mesmo verdade, eu não invento as “merdas”, digg.

Pergunta: Se Fosses o Presidente da República do Hip-Hop em Moçambique, que política implementarias para o rápido desenvolvimento da nossa cultura?
Duas Caras:
Epa, essa dica de Presidente é complicada, mas eu vou responder com um exemplo, repara o seguinte: como se justifica que num universo de milhares de Rappers apenas meia dúzia é que participa dos shows no coconuts e outras casas? Nomeadamente o Azagaia que agora dá concertos nas províncias, Trio Fam, GPro, Magnezia enfim. O que será que estes n*ggas tem que os outros grupos não têm? humm? A diferença é que a maioria são putos dos 18/20 anos e vêem isto como brincadeira e não como uma cena que pode meter alguns trocados no bolso. Eu não tenho mais idade para isso. Então, se fosse o Guebas do Rap metia algum senso de negócio nestes n*ggaz que agem como verdadeiros amadores.

Pergunta: Qual é o bairro que pertences e onde buscas tua inspiração?
Duas Caras:
Eu represento o bloco 4, B. Ferroviário das Mahotas e para ser sincero eu transpiro mais do que me inspiro, mas qualquer cena pode ser objecto de inspiração. Uma noite escura, um n*gga “bancado” no muro da esquina a fumar suruma, enfim, eu curto mais cenas desse género. As estórias do bairro são a minha praia.

Pergunta: A música “Cú Gordo” que fizeste para o Mega Júnior foi concebida intencionalmente. Diga qual foi o objectivo em fazer o mesmo “song” e porquê? ­
Duas Caras:
A cena do Mega é um assunto do passado. Ele cometeu um erro e corrigiu-se. Acho que não é “porreiro” eu estar a falar disso enquanto o n*gga já pediu desculpas pelo que fez. Para mim é um beefmorto!!!

Pergunta: És um Rapper muito respeitado nas “streets”, não achas que desiludiste os teus admiradores na altura em que fizeste o estilo Dzukuta?
Duas Caras:
Ya, esta é a gota de vinho numa “sheta” branca hehehe… admito que perdi algumas centenas de fãs por ter abanado o traseiro naquele clip de “xitxuketa” e existe um muro bem perto do meu “crib” escrito: “2 caras continua no pandza” hehehe. Facto curioso: no álbum Siavuma de Dinastia Bantu tem um som tipo Marrabenta Rap mas nunca ouvi ninguém apontar o dedo ao Escudo ou ao meu n*gga Aza!!! Eu fiz dzukuta!! isso é um facto. Até podia arranjar mil e um argumentos para me justificar mas cansei desse papo. Só se critica quem é importante, ninguém perde tempo criticando um gajo irrelevante. ATENÇÃO: O AZA É IMPORTANTE, se calhar o melhor Emcee PALOP da actualidade… Confesso que perdi uma boa ocasião de fazer algo que me colocasse no “top of the game” mas yo, em breve terão noticias do “kara kara bars”.

Algumas cenas de Duas Caras para Download
100 Paus e Duas Caras – Freestyle no TchovaDOWNLOAD
DUAS CARAS (GPRO MIXTAPE) – PRESIDENCIA ABERTA – DOWNLOAD
duas caras – primeiro freestyle do ano (2008) – DOWNLOAD
Duas Caras – Download – GIgoLO
Duas Caras – Download – mIXTApe

MAGNEZIA – Vo6 não estão preparados

Magnezia, They run Maputo

Em menos de 3 anos os Magnezia gravaram o seu nome como o maior grupo de street hip hop independente em Moçambique, a prova disso foram os grandes êxitos da primeira mixtape “Vo6 não estão preparados”, são muitos eventos organizados e o salário é o maior movimento de T-shirts nas ruas.
Actualmente considerado pela camada juvenil como um dos melhores grupos de rap nas ruas de Maputo, estatuto que lhes permite dizer “We run Maputo”, afirmação que dá título a mais nova e quase finalizada mixtape, a sair brevemente e conta com a participação dos heavyweight do hip hop moçambicano, tais como Duas Caras, Trio Fam, Young Sixties, Lizha James, 9mm e muitos outros não menos pesados.

O maior hit do grupo é a música “Já chegamos”, sucesso que levou Duas Caras a dropar no mesmo beat para a mixtape da Gpro, lembram-se do “Presidência aberta”? ya! vamos considera-lo o remix, e vem ai o “trimix”, muitos niggaz foram convidados a participar do comboio, destaque para mc’s de Portugal e Angola, já está confirmado que CFK, X da Questão e Reptile vão mwangolenizar o mambo.
Para download ai vai mais uma vez o sucesso dos Magnezias “Já chegamos”
JÁ CHEGAMOS – DOWNLOAD
VER VIDEOS NO YOUTUBE

O Sopro da vida (reacção ao último suspiro)

De acordo com a resolução da sexta reunião anual da track records, Beatkeepa deu a conhecer pondo a circular na internet o e-mail “O último suspiro”, apontando assim o encerramento da label Track Records, constituida : BeatKeepa, Trio Fam, Elex, Nelson Nhachungue, First Class, The Dream, A2, Johnny, Amélia Conceição e Dj Junior. 
Atendendo a gravidade que é o assunto, tive a liberdade de escrever uma carta aberta para a Track Records e para toda a comunidade hip hop, e a publico mais abaixo e na primeira pessoa. Por favor a vossa atenção.
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VAMOS TCHOVAR ESSA CENA 


carta aberta para a TRACK RECORDS e a toda comunidade hip hop

Luanda, 04 de Novembro de 2008

Assunto: O sopro da vida (reacção ao “último suspiro”).

Deixa dizer que não recebi com agrado, o e-mail que anunciava o fim da Track Records, embora que todas as razões tenham fundamento lógico, é importante salientar e elucidar-vos que da mesma maneira que o graffite, o dj, o b-boy e o rap são elementos da cultura hip hop, a Track Records é um elemento fundamental para o hip hop moçambicano.
É bem verdade que precisamos todos de oxigénio para respirar, mas também não se decreta o último suspiro, quando se pode apelar por socorro. Normalmente como humanos, somos muitos teóricos e que podemos achar solução para tudo ignorando por completo a constatação da realidade.
E a realidade nesta altura é um monopólio versus falta de patrocínio, ao falar-se em patrocínio não é afirmar directamente que a “TRACK” só pode andar com muletas de quem pode ajudar, mas é necessário ou melhor é indispensável uma estrada quando se pretende caminhar, ninguém consegue andar durante muito tempo na lama, ninguém consegue nadar ou remar contra a maré, para ser mais prático, sustentar uma label e alimentar o mercado com video clipes com qualidade não só para fazer face a concorrência, mas também para poder melhor mostrar o seu trabalho colocando-o ao nível exigido pelo mercado, requer um certo investimento que possibilitará gerar frutos com os grandes espectáculos realizados a nível nacional.
Deveria te-lo feito no princípio, mas apresento-me dando o meu testemunho, sou um jornalista e activista hip hop, angolano, varias vezes desloquei-me a maputo para fazer reportagens sobre o hip hop moçambicano, para publicar na internet, com o objectivo de dar-se a conhecer o hip hop moz em Angola, como se sabe ninguem paga para entrar nos sites e nos blogs, um grupo de 4 elementos que são o team www.hipflickz.net por amor ao hip hop não viu caro estas despesas, para hoje como salário moral termos conseguido espalhar o hip hop moz dentro da comunidade hip hop angolano. Reconhecemos o nível que tem o hip hop moçambicano e incansavelmente temos feito esforço para partilhar com todos. Graças a Internet hoje expandimos o nosso trabalho alem fronteiras. 
É em nome do amor que temos ao hip hop que pergunto a todos: A vida anda como um carro e quando um carro não pega diz-me o quê que fazes? Tchova, Tchova xita duma!!!, então meus manos mc´s, B-boy, DJ´s, graffiwriters, patrocínadores, donos das molas, dos tacos, radialistas, público de um modo geral, VAMOS TCHOVAR ESSA CENA. Vamos dar as mão e não vamos deixar o hip hop morrer, vamos fazer do último suspiro a estratégia para 2009, há quem pense que isso é uma jogada de marketing, se fosse isso, ainda assim estaria estampada uma realidade que não é só desta label, mas também de todas outras dedicadas ao hip hop, perguntem ao pessoal da cotonete records, perguntem a Gpro, perguntem ao… deixem não perguntem mais a ninguém, porque de antemão todos sabemos a resposta.
Com o Kool Klever (pai do hip hop angolano) aprendi, a felicidade do poeta não se encontra na carteira, alias não se trata de prostituir a arte com diz o Duas Caras, NÓS PRECISAMOS ESPAÇO, nós precisamos de fazer aquilo que melhor sabemos fazer e isso não é brincar é ser profissional, temos a missão de afastar os jovens das drogas, temos a missão de passar mensagens cívicas e o nosso apelo ao patrocínio é para poder cumprir com a nossa missão dentro do hip hop. Rendo continência a todas labels que não estejam a passar por esses problemas sendo hip hop ou não, tenho a dizer que não se trata de inveja ou algum outro tipo de sentimento, mas a verdade é que podemos todos em nome da música, em nome da cultura partilhar o mesmo palco, podemos todos ser tratados por filhos e não como enteados, se assim for não estamos em particular a tchovar pra frente a Track Records, estamos cada vez mais a dar qualidade e identidade a música moz.
Por não ser moçambicano ao escrever esta carta alguém me disse, “não mete a colher na pánela do vizinho”, música não tem nacionalidade, viaja pelo mundo sem precisar de visto e sem restrições. Mas no fim a mensagem é a seguinte, tens como ajudar? então dê o sopro de vida a Track Records, VAMOS TCHOVAR ESSA CENA
Dino Cross
Se concordas comigo, escreva o seu nome em baixo e passe a todos os teus amigos, ou melhor envie para quem possa ajudar o hip hop moz a seguir em frente, (empresas, ong, boss, patrões, etc, etc)
01 – Dino Cross

02 – CFkapa

03 – Celia Macamo

REPORTAGEM SOBRE O HIP HOP MOÇAMBICANO

“Rap is back” em Maputo

Lembrem-se do que foi a polémica Dzukupanza? onde Duas Caras e 100 Paus numa música fizeram uma chamada de atenção pelo facto de que em Moçambique as rádios só davam oportunidade ao novo estilo musical que nascera, o Panza. Na altura este estilo musical roubou vários soldados do hip hop, uns motivados pelo sucesso que era o Panza, outros por ser um estilo com identidade nacional que se evidenciava, mas o que é verdade mesmo é que Panza foi uma febre, só se ouvia panza, desde os chapas (Candongueiros) as discotecas e não havia mas espaço para o rap, e muitas vezes se ouviu falar hip hop está morto.
Sete meses depois voltamos a Moçambique e descobrimos que o hip hop nunca morreu, e se fosse o caso teríamos constatado que tem 7 vidas, deparamo-nos com uma realidade bastante diferente, “RAP is back” o rap está de volta, já há maior diversidade musical em quase tudo, embora que entre as opiniões colhidas, algumas sustentam que o rap não ganhou espaço, está na mesma, aumentou um programa de rap na rádio e fechou-se outro, justificam o facto de que o rap está de volta, porque o panzo está a morreu, quer dizer está por si mesmo a perder espaço, a prova disso é que mesmo na fase mais alta do panza, não faltavam convites para Azagaia, Track Record e Gpro, alias segundo a nossa pesquisa, o rap que mais as pessoas gostam de cantar é “tell me who is the best” da Track Records, isso não significa que não existam outras musicas ou artistas que possam a ser referência actualmente.
O hip hop esta tão vivo que visitamos os estúdios da TRACK RECORDS e da GPRO e ouvimos muitos dos trabalhos em curso e sem duvidas boa coisa ainda esta por vir as ruas, num constante de sobe e desce, descobrimos que na realidade a fase não foi critica, apenas lamentava-se em forma de música o facto de que alguns mcs terem se transferido para o panza, “a questão aqui não é implicância com o panza ou quem faz panza, só lamentamos a perda de soldados do rap que antes fizeram juramento de bandeira ao hip hop” – argumentou um dos nossos entrevistados.
TRACK RECORDS 

É uma das label com referência em Maputo, fazem parte deste team a Trio Fam, ELEX, Gina Pepa Ace Nells, A2 e 1st Class, tem já alguns trabalhos nas ruas e vídeos que chamam tanta atenção que é quase impossível os artistas desta label passarem despercebido pelas ruas.
DIA FELIZ – Gostaríamos ter tido oportunidade para conviver com outra label para poder comparar o grau de amizade entre os artistas, na “track” há cumplicidade, e bastante amizade as terça-feira é de facto um DIA FELIZ, não só para ELEX mas sim para a toda Track Record, no final do dia reúnem-se na casa do Sagaz (1st class) e põem os assuntos em dia (claro que com uma mesa bastante recheada).
GPRO
É a label que reúne Duas Caras, 3H, 100 paus, Djo e a como novos produtores SARANGA e G2 este último também cantor. O impacto que o hip hop moçambicano tem internacionalmente reflecte-se um pouco no percurso histórico da Gpro. Duas Caras e 100 Paus ainda são os rappers moçambicanos mais conhecidos e respeitados na lusofonia, rectificação pelo menos em Angola, já que desconhecemos a realidade dos outros países.

nas fotos: Saranga (novo produtor da Gpro, ) G2 (novo produtor e Mc) e  Djo
MIXTAPE – Está a ser gravado nos estúdios da Gpro a mixtape com beats moçambicanos e com a participação de vários rappers do hip hop game, promete-se agitar as ruas. O que já saiu só podemos classifica-los positivo pela quantidade de downloads feitas através do blog da Gpro e por todos outros que também “postaram”.
ACORDO – As actualizações em termos musicais feitas no blog da Gpro, passarão a ser em simultâneo com blog www.dinocross.blogspot.com, e www.hipflickz.net, este acordo visa definir distribuidores dos produtos Gpro para Angola, a exemplo do acordo que têm com um site português com o mesmo fim, isso quer dizer que depois de se cumprir o ritual tradicional que é passar a musica em primeira mão no hip hop time, as musicas entrarão para os respectivos sites e blogs ao mesmo tempo.
COTONETE RECORDS
Esta label tem vários artistas entre eles AZAGAIA, artista que nesta altura dispensa todo tipo de apresentação, mas importa realçar que Azagaia tem um historial que se traduz em muita polémica, uma vez que este artista de assume defensor dos direitos do povo e activista para uma boa governação. Recentemente um locutor de rádio comentou que Azagaia foi o único artista que o levou a ficar muito tempo numa fila para comprar disco.
Cheio de convites para actuar dentro e fora do pais, Azagaia é sem dúvidas um testemunho de que o rap moçambicano pode ir para alem fronteiras.
HIP ANGOLANO EM MOÇAMBIQUE 
Essa parte é complicada, ou seja quase que já não há espaço para o rap angolano em Moçambique, durante o período das reportagens em Maputo, ouvimos apenas um rap angolano, do Jeff Brown, artista que mereceu uma coreografia de um grupo de dança no Basquete show.
Os rappers que acedem a internet passaram a conhecer Reptile pela mixtape ficheiros secretos, disponível em muitos blogs e ficaram todos felizes por adquirirem o álbum, e não perdem a fé na aquisição do álbum de Kid Mc, espera-se claro que a Madtapes pense nisso.
Hip hop time “Lusófono” – Hélder Leonel o nosso amigo e parceiro neste projecto de divulgação de rap moz em Angola e vice-versa, vai dedicar algumas edições do seu programa hip hop time, ao rap lusófono, ainda não foi adiantada nenhuma track list dos artistas angolanos a desfilar neste programa, mas o importante mesmo é a divulgação do rap angolano em Moçambique.
REPRESENTAÇÃO DO BLOG EM MAPUTO – Apartir de Setembro estaremos a contar com uma representação oficial do blog em Maputo, isso para facilitar os interesses do blog no referido pais, os intessados em divulgar as suas musicas no blog deverão nos enviar um e-mail e em seguida estaremos a enviar o número de quem nos representa em Moçambique.
Até a próxima reportagem.
MUSICAS PARA DOWNLOAD:

TRACK RECORDS:
ELEX –  DIA FELIZDOWNLOAD
1st Class –  DENTRO DO PRAZO – DOWNLOAD
Track Records – WHO IS THE BEST – DOWNLOAD

GprO
G2 – BOUNCE THAT ASS – DOWNLOAD
Trez Agah – Meu Estilo (featuring Julie) – DOWNLOAD
gXtudio mixtape queens – estas pra ser dropado – DOWNLOAD 

VARIOS
Magnezia – Ja chegamos – DOWNLOAD
hip hop nao morreu –  DOWNLOAD
Magnezia – holla at yr boy REMIX feat Kloro – DOWNLOAD

Noite Mágica homenageia

Old School do hip hop Moçambicano



Foi na última Sexta-feira do mês de Julho, em que todas as atenções estiveram para o África Bar, em Maputo, local escolhido para se fazer o reconhecimento merecido a todos os alicerces do hip hop moçambicano, segundo a organização, a actividade seria uma noite de “open mic” para homenagear mcs e grupos que solidificaram o “moz hip hop”, mas no entanto a nota publicada na imprensa anunciava a actuação de todos os homenageados, facto que levou Rap Unity, zito dog style, family G, banda podre e muitos outros artistas a prepararem-se para uma actuação depois de terem aposentado o mic por mais de 8 anos.
A noite Magíca homenageou Zito Dog Style, DJ Eduardo, Family G, Banda Podre, Rap Unity, Helder Leonel, Xitiku ni Mbaúla, Asmall, Gina Pepa e muitos outros, entre os homenageados presentes foi possível voltar a ver a cantar elementos dos Rap Unity, entre eles Helder Leonel e Gina Pepa, o grupo Family G que não se reuniam em palco volta de 10 anos, e ainda os Queens (o colectivo) que interagiram com o público cantando o hit “Estas pra ser dropado” track que deverá entrar na mixtape da Gpro.
Sem dúvidas foi uma noite que ficará na memória de todos aqueles que acompanharam e acompanham o percurso do hip hop moçambicano, pois numa só noite estavam reunidos a velha e a nova escola, uns no palco outros como espectadores de renome tais como Track Record (trio fam, 1st class e Elx), Gpro (Duas Caras e 100 paus), Cotonete Records (Joe), etc, e ainda mais Dj Eduardo PM, Helder Leonel e DJ beat Keepa animaram a noite tocando apenas RAP até as primeiras horas de sábado, não houve poster que resistiu a um pé de dança de músicas como Snoop Doggy Dogg (álbum Dog Style), naughty by nature e outros sucessos que o tempo não apagou. Helder Leonel, bastante emocionado lembrou-nos que naquela noite o hip hop moçambicano vivia um marco histórico já que a mais de 15 anos que não se vê uma actividade que se prolonga até altas horas apenas de rap.

NOSSO REPÓRTER DE VOLTA A MAPUTO

Este ano todas as actualizações deste blog foram feitas apartir de Luanda, as informações que normalmente temos publicado sobre o hip hop Moz, é fruto de árduo trabalho daqueles que por amor ao hip hop têm sido nossos correspondentes.
A partir de 24 de Julho (se Deus permitir), estaremos a reportar as actividades hip hop em Moçambique, a partir de Maputo, é a terceira vez que o nosso repórter se desloca a Maputo afim de descobrir hip hop. 
Apelamos aos Mcs, grupos, b-boyz, grafiteiros e todos que de certa forma representam o hip hop nas suas mais variadas formas e claro interessados em divulgar neste blog, devem a partir de 25 de Julho ligar para 826 421 244 para o efeito.
E para Luanda, os amigos deste espaço estão todos convidados a ouvir sexta-feira dia 18 o programa “Eclectico FM”, emitido a partir das 19h, na Rádio Escola, frequência 88.5. Vamos passar muita música deste projecto de intercâmbio. Duas Caras, Trio Fam, Asmall, Reptile, Kool Klever e muitos outros artistas de ambos os países são os convidados a selar a união.
Fiquem atentos 

REQUESTED MUSIC


O pessoal pediu musicas de Duas Caras para Download, solicitamos e inicialmente disponibilizamos duas tracks, acredito que ainda esta semana entram mais duas.

Download – GIgoLO
Download – mIXTApe

TRIO FAM
Inicialmente recebemos duas musicas, temos fé que a proxima semana mais duas estarão disponivel para DOWNLOAD
DOWNLOAD – i luv ur smile – kloro (trio fam) & sagaz (1st class)
DOWNLOAD TRIO FAM Continencia Remix feat Gina Pepa, Dama do Bling, Amelia, Dice, Hernani, Turaz e Dygo

Dzukupandza (Gpro) – Eles foram mal interpretados

Dzukupandza o Beef.


Neste ritmo será normal classificar os artistas moçambicanos de polémicos, depois do “zum zum” do Azagaia, Dama do Bling agora é a vez da “Gpro”, que até ao momento que se publica este artigo estão a ser vitimas de inumeras criticas e ofensas morais públicas, tudo isso ainda em torno da música “Dzukupandza”, onde Duas Caras e Sem Paus, fazem uma critica para os dj’s e à midia no geral por apadrinharem o estilo regional panza, tratando desta forma o hip hop e outros estilos como enteados.

A intenção foi boa mas as reações foram salgadas, artistas do estilo panza responderam a música com beef, e outros foram até mais longe, programas radiofonicos e televisivos proferiram ao seu intender comentários nada saudaveis aos ouvidos da Gpro, houve um programa que preparou uma armadilha e Duas Caras caiu, alias qualquer um poderia ser vitima, quem é que vai duvidar da seriedade e profissionalismo de um programa televisivo? Faltou imparcialidade no programa e Duas Caras foi julgado como se fosse o responsável pela pobreza em África ou o Bin Landen para o Mundo.

Nisso o Mega Júnior aproveitou e diante das camaras ofendeu o “Tio Duas” (como é carinhosamente chamado), está actitude foi tão reprovada que Djo(Gpro) não teve argumentos suficiente para impedir o amigo e parceiro Duas Caras a responder em beef que contraria os principios do grupo, Djo argumentou ainda que “Tio Duas” teve uma actitude intelegente em não responder da mesma maneira na televisão, pois poderia haver crianças a assistir o programa, e a Gpro prima pela boa educação. Mas a resposta foi dada em forum apropriado para o efeito, um beef que hipflickz.com disponibiliza para download.

Entre as reações algumas não falam o nome da Gpro dai que não podemos classificar por falta de certeza, embora que dá para relacionar uma coisa a outra, por exemplo DJ Damost e Danny O.G (rapper agora do panza) usaram e distribuiram aos mais chegados no sábado, dia 27 de Outubro no Coconuts, T-shirts com escritas “estão com inveja”, e nesta mesma discoteca toca a música do N’star com Danny OG onde dizem “Estão a criticar porque se você gosta, a tua mãe gosta, teu pai gosta etc. Etc).

A verdade é só uma, Duas Caras tem se revelado defensor do hip hop moçambicano, que em tempos fora dado por morto por muitos mc’s que abandoram o movimento e converteram-se para o estilo regional panza. Persistem no hip hop Azagaia, Dama do Bling, Três Agah, DRP, 100 paus, Face Oculta, o pessoal da Cotonete Records, Trio Fam uma lista não muito curta, mas também não muito vasta.

Como disse Djo e nós hipflickz.com subscrevemos, a luta não é contra os músicos, é pela diversidade músical, em Angola ja vivemos este problema e de certa forma continuamos a sentir na pele o que é fazer hip hop no verdadeiro sentido da palavra e a maioria preferir ouvir e comprar kizomba ou kuduro, e nas rádios se não for no Big Show Cidade ou Canal Hip Hop não se ouve rap, nem mesmo nas festas.

Vamos fazer hip hop.

Por Dino Cross in Dzukupandza www.hipflickz.com