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Phathar Mak Depois dos 43

Phathar Mak homenageia Mamborrô

Phathar Mak homenageia Mamborrô na música Depois dos 43 uma das suas maiores influências musicais angolanas.

Lançada a chegada de 2022, Phathar Mak levou 43 anos para perceber o quão impactante foi a influência de Mamborro na sua formação como artista.

Este pioneiro do Hip Hop Angolano fez questão de referir que Mamborro foi um marco da sua geração nesta música que nos leva a viajar aos anos 80.

A música está disponível no Youtube e também nas plataformas digitais.

Para ouvir clique play 👇🏿

Quem foi Mamborrô

Mamborró de nome de registo José Manuel Jorge Machado, nasceu a 7 de Agosto de 1970 e faleceu de doença em Setembro de 2012. 

Foi uma grande influência da música angolana nos anos 80 num percurso que teve início no projecto “Piô Piô”, da RNA, tal como Lucas de Brito (hoje conhecido por Maya Cool), Yuri da Cunha, Ângelo Boss, As Gingas e outros. 

Autor de sucessos como “Mamborró das Garotas”, “Vovô Samba”, “Cajueiro” e “Guida”, conquistou o povo angolano na década de 80, quando aos 16 anos (em 1987) se tornou o cantor mais querido do país, vencendo o Top dos Mais Queridos.

ESCUTE AQUI

NOTICIA: PHATHAR MAK apresenta Ecos e Factos

Phathar Mak apresentou ao público o seu mais recente trabalho Ecos E Factos, no Miami Beach em Luanda, na noite de quarta feira do nono dia do mês de Junho. Cerimonia foi apresentada por Afonso Quintas, que fez questão de falar sobre o historial do artista, a sua participação no processo de afirmação do hip hop em Angola, bem como, salientou que os artistas precisam unir forçar para ultrapassar as barreiras que têm vindo a deparar-se actualmente.


Para garantir a qualidade do som, Phathar Mak recorreu os préstimos de vários amigos músicos e constituíram a Makunji Band que deram o seu melhor e conseguiram roubar do público muitas palmas, mas não foram só eles que abrilhantaram a noite, Anselmo Ralph, C4 Pedro, Donna KellY, Simimi ni Moyo, Paulo e Kool Klever este último que mais uma vez renovou os laços de amizade com Phathar MAK cantando Your pain is my pain “Tua dor é minha dor”. Som doutros tipos e inspiradores fizeram com que Action Nigga subisse ao palco e fizesse um freestyle, quando pensamos que o velho Phathar Mak iria parar por ai, não sentiu-se intimidado e mergulhou também na onda do improviso e como dizem os Brasileiros “mandou bem”.

Quem lá esteve conheceu um lado de Phathar Mak que só os amigos mais chegados conheciam, o de humorista, riu-se muito, mas nem isso conseguiu mascarar a dor que sente até hoje pela morte do seu pai, dedicou-lhe uma música e quase chorou, a mãe subiu ao palco deu-lhe aquele abraço que todos precisamos receber quando o coração aperta.

e Assim foi a festa, parabéns ao Phathar Mak, a Sank Eventos e ao Miami Beach pelo maravilhoso show que nos proporcionaram.

4 músicas de Phathar Mak para DOWNLOAD


Anselmo Ralph vence 6 categorias na primeira edição do Angola Music Awards.

Anselmo Ralph foi o grande vencedor da primeira edição do AMA – Angola Music Awards, levando a casa 6 prémios, Melhor musica do Ano, Melhor DVD, artista mais popular da internet, melhor voz masculina, melhor artista ou banda ao vivo e melhor artista R&B. A gala de premiação teve lugar na noite de 3 de Agosto do corrente ano, no Centro de Conferência de Bellas em Luanda, além do Anselmo Ralph muitos outros bons artistas foram premiados com destaque ao MCK representando assim a classe dos artistas do Hip hop, prémio entregue por um outro pilar da mesma cultura, o Phathar Mak que acompanhava-se pela sua esposa a rapper Donna Kelly.

Parabéns ao Anselmo Ralph e ao Mc K

Os 20 anos de hip hop em Angola

Realizou-se no primeiro domingo do mês de Março, o show em homenagem aos 20 anos de hip hop em Angola, no pavilhão da cidadela em Luanda, e a organização esteve a cargo do Gansta, um dos activistas pioneiros deste movimento que regista as suas primeiras manifestações organizadas no ano de 1992, na champions school em Luanda, neste acto participaram alguns nomes que hoje são tidos como referência entre eles alguns constaram na lista dos homenageados, tais como os SSP, os artistas Kool Klever, NelBoy Das Daburda, Phathar Mak, Yannick, Ngadyama, Ganstar e Dj Samurai. 
O show de celebração aos 20 anos de hip hop em Angola teve um conceito bem diferente, os convidados internacionais foram os artistas de cartaz, Hallowin e Gpro ou melhor Duas Caras e G2 que já não fazem parte da gprO uniram-se a 3H (o unico membro do grupo) para esta grande homenagem, quanto aos artistas da casa, passaram pelo palco Dr. Pam, Abdiel, Reptile, Ready Neutro, Extremo Signo, Fly Skuad, Maiangazz e Verbal, quanto aos homenageados com excepção a Phathar Mak e Yannick todos estiveram presentes.

Já nem se pode falar de atrasos no inicio dos show realizados em Angola, é algo que se possa dizer ”é normal”, e desta vez essa não foi a única falha, entre elas a qualidade do som e a pouco divulgação, facto que resultou em fraca aderência. As falhas viam-se a olhos nus, infelizmente é um facto que não podemos esconder e sobre isso, Gansta declarou que houve muita promessa de apoios e de promessas não passaram, o espectáculos foi realizado quase com fundos próprios e graças a boa vontade de algumas pessoas que honram a sua palavra, ao qual muito agradece.

As fotos tem a assinatura do Kratos para o www.lusohiphop.net a quem agradecemos por disponibiliza-las a tempo de fazermos esta pequena reportagem.

REVISTA CARGA JÁ NAS RUAS

Finalmente!!!! Não é de hoje que se ouve falar da revista “CARGA – Magazine da Música”, finalmente está nas ruas de Luanda. A CARGA não é a primeira, nem a segunda revista dedicada ao Hip Hop Angolano, na verdade a CARGA é bem mais abrangente mas com especial atenção para o hip hop, a primeira edição demorou a sair mas cá está, nada que se compare a pequenos projectos, está ao nível das melhores revistas do pais, design limpo e suave, fotos bem tiradas, claro (SAMURAI).
Só um aspecto realça a minha preocupação, senti falta dos princípios básicos do jornalismo na Rública “BABÁDOS – comentários, rumores, destaque” quem o escreve parece que deixou escapar insatisfações e dúvidas, é bem verdade que o conceito deste espaço é livre e não obedece a um rigor maior, mas diz o jornalismo que emitir opiniões próprias é pecado, referindo-me ao que se escreveu sobre o Dji Tafinha e Phathar Mak, já agora rectificando o texto, Phathar Mak não foi nomeado o rapper do ano, mas sim a sua música “Amizade” foi considerada o rap do ano, quanto aos critérios, de acordo com o Salú Gonçalves, um dos responsáveis chefes do top Radio Luanda, termina-se música do ano a mais solicitado pelos ouvintes durante um determinado período. Mas quem sou eu para atirar pedra no telhado dos outros?
Esparamos que as fotos ilustrem bem a qualidade que a CARGA trás, como se diz nas ruas “Né por mali”, mas a REVISTA CARGA vai dar muita CARGA, apenas 600kz, leve pra casa o que de bom se faz na banda.

RETROSPECTIVA 2010

Hip Hop Angolano 2010

2010 foi um ano bastante polémico para o hip hop angolano, mais baixos do que altos, a quantidade de álbuns lançados e cópias vendidas não ajudaram a superar a crise, rappers reagiram inconformados com as fusões do rap com o kuduro e demais estilos musicais em inúmeros debates e temas musicais.

A abordagem desse tema levou muitos a acreditar que o rap como tal estivesse morto, e para provar que o rap está vivo não foi preciso esforço, aconteceu naturalmente, afinal não só das fusões vive o rap em Angola, discos como Conjunto Ngonguenha, Raiva e Reptile, Kid Mc e Sandocan são provas evidentes de que não há fundamento tanta implicância com as fusões que o rap sofre. Entre os vários nomes de artistas que fizeram fusões os mais crucificados foram Big Nelo, Edy Tussa, Cage One, Gomez e JD.

Outra pedra no sapato em 2010 foi o PLAGIOMOTO, Miguel Neto o apresentar do programa radiofónico RC levou a analise várias músicas da nossa praça e acusou muitos artistas de plagiadores, nisso CJ Clue ganhou popularidade acusando Phathar Mak de roubar um dos seus instrumentais, enquanto que a Revista Platina ao publicar um artigo acusando Sandonan de plagio, gerou um clima desarmonioso entre SANDOKAN e a produção do programa 10-12 da TPA, que baseou-se na noticia para meter mais lenha na fogueira. Com isso muitos artistas caírem em descrédito estando certos ou errado, e o programa ridicularizou-se um pouco quando acusou uma mixtape como plagio.

Um capítulo especial foi sem dúvidas o regresso do Conjunto Ngonguenha que marcaram o ano com o seu segundo álbum, “Nós os do Conjunto”, outro nome que não se pode ignorar é o de Vui Vui dos Kalibrados, Máfia King foi uma das mixtapes mais baixadas da internet dentro do movimento hip hop angolano, mas a mixtape que reuniu os melhores mc’s de Angola e teve a maior aceitação, foi indiscutivelmente a Mixtape o último Samurai volume II, a música Aleluia matou a fome das ruas por rap batle, diz-se em bocas miúdas que o som terá incentivado troca de linhas entre NGA e Extremo Signo.

RAIVA agitou as ruas lançando todas as sexta-feira entre Outubro, Novembro e principio de Dezembro, uma mixtape para ajudar a promover o seu álbum com Reptile. KID MC com o incorrigível fechou o ano, não houve durante o ano de 2010 maior aderência na aquisição de um álbum com o de KID MC que no parque na Independência gerou a maioria confusão. Big Nelo apesar de ter sido o mais crucificado por ter feito Kuduro, fechou o ano como o primeiro no top de maior download neste blog, falando sobre este blog, é verdade que quase foi ao esquecimento no final de 2010, mas as relações entre Angola e Moçambique não decaíram, pelo contrário, nos dias de hoje e com a ajuda da internet a música anda com os próprios pés, sobretudo quando é boa. Mas não ficaria bem terminar este texto sem reconhecer o trabalho que os outros blog tiveram pra manter acesa a chama do hip hop, MADTAPES, CENAS QUE CURTO e Luso Hip hop, foram quem mais se destacaram neste sentido.

Entre as inúmeras coisas que aconteceram durante o ano, não podemos deixar de lamentar o facto de termos perdido o Karl Marxs, Riquinho sempre foi polémico, mas percebemos o seu grito quando na rádio reclamou o facto de terem vendido o cine Karl Markx para um projecto habitacional, é de facto preocupante sobretudo quando só resta o cine Atlântico para show de grande ponte.

Para fechar o ano Phathar Mak, um rapper com historia e fiel aos seus conceitos, realizou o seu primeiro grande show no cine Atlântico, comemorando assim 18 anos de carreira, mas infelizmente não tivemos casa cheia, os amigos do rap não prestigiaram o homem do “laranjas”, mas os amigos de todos os tempos lá estiveram para mostrar a todos que a amizade está acima de tudo, destaque para Kool Klever e Big Nelo.

HIP HOP MOÇAMBICANO 2010

2010 – mais um passo enfrente foi dado na história do moz hip hop, não só pela gprO, mas também por outras labels em Moçambique que fizeram com que pela segunda vez consecutiva fosse considerado ano do hip hop; mais discos foram lançados em relação a 2009 e desta vez com melhor qualidade, igualmente mais show e consequentemente mais artistas subiram aos palcos.

A GPRO começou o ano investindo em nova estratégia de acção, um casamento entre o marketing e o talento, gravaram 3 vídeos de alta qualidade, e lançaram dois álbuns, (gpro label e G2). O álbum da label foi lançado em simultâneo entre Moçambique e Angola, mas o resultado das vendas não cobriu o investimento, problemas surgiram, e o percurso da historia tomou outro rumo, Duas Caras voltou a sair de casa, já não usa a camisola 10 da Gpro, caminha sozinho e longe da Gpro. Ninguém gostou da noticia e foram pegas de surpresa quando no Big Brother África, anunciaram a performance da gprO, e só apareceu 3H e G2, fãs choraram e exigiram pronunciamento da Gpro que diz ter feito de tudo para manter o Kara Boss na equipa, mas motivos pessoais o mantêm indisponível para representar em nome da gprO.

DJ DABO e DABO BOYS acordaram para um rap mais abrangente, começaram com um grande show em Janeiro e até ao final do ano 500 barras surgiram em forma de disco, mas Moçambique não é uma rocha, perguntem ao DLON afinal ele levantou muita poeira não só em Maputo, mas igualmente em todo pais.

TRIO FAM como todos sabem já não pertencem a Track Records, deram em 2010 passos significativos para a sua carreira e contributo ao do hip hop moçambicano, lançaram um video clipe de alta qualidade que pode até concorrem como um dos melhores do ano, abriram o seu próprio estúdio “Mukeru” e recebem grandes nomes do musichall moçambicano.

A má descrição de Moçambique num ponto de vista de um jornalista angolano no facebook teve maior repercussão no facebook e ofendeu o orgulho moçambicano afectando a boa relação entre angolanos e moçambicanos, este facto incentivou a realização do show “só nós”, um espectáculo que reuniu os melhores do musichall moçambicano, foi segundo muitos uma das maiores festas da música do pais da marrabenta.

Mozambique Music Awards reconheceu os bons feitos do hip hop e chamou a Gpro para receber o premio pela música Punchline, Duas Caras para Karaboss e EllP como produtor.

Várias coisas boas aconteceram, mas nem tudo foi um mar de rosas para Moçambique, Lizha James, Big Nelo, Dama do Bling, Anselmo Ralph, Bang, Izidine, Dygo Boy, e ZAV uniram-se pela valorização da musica lusófona no Channel O Vídeo Awards, mas infelizmente 2010 nem Lizha nem Bling levaram prémios para Moçambique, o mesmo se diz a Big Nelo e Anselmo Ralph para Angola, os esforços foram menos comparando-se com os nigerianos e sul africanos que sensibilizados a votar o fizeram ao ponto de levaram todos os prémios, mais isso não foi de todo triste afinal ficamos todos orgulhosos quando a Dama do Bling subiu ao palco numa performance com Sasha P, foi bonito sim.

Ao terminar o ano ouvimos musicas que anunciaram o regresso de 100 Paus e do Dinomite a estrada da música, agora sabemos que quem provocava as polémicas na gprO era o 100 Paus, que resolveu voltar dando pauladas a todas as mulheres moçambicanas, boa música mais não foi bem recebida. Dinomite o criador de uma das linhas mais reproduzidas no rap game moçambicano “assim como moz, precisa do guebas para governar”, voltou com muita gana no principio da sua carreira a solo, outro destaque também, é o convite da Iveth o primeiro álbum da first lady da cotonete records que nos ofereceu muita boa música.

MOÇAMBIQUE-ANGOLA

Com a venda do disco da gprO e da Dama do Bling em Angola, estimulamos o comercio de disco entre os dois países, artistas moçambicanos hoje conseguem ver seus discos a serem comercializados em Luanda, discos como G2, Iveth e Dj Dabo já estão em vendidos em Luanda.

2010 foi um ano abençoado para a DAMA DO BLING em termos de expansão internacional, radialista da rádio Luanda apaixonou-se com a boa música da blindada e partilhou com o seu auditório, quando se diz que não passa música moçambicana nas rádios em Angola, não é verdade ou a Dama do Bling não é moçambicana, é dona de um sucesso e popularidade invejável, convidada especial do show da Pérola, dignificou o seu nome e faz jus ao titulo o seu disco, diferente interpretando um tema calmo e igual representando o que a caracteriza como cantora agitada, depois do show, a jovem cantora foi esperada por inúmeros fãs, que não se contentaram com fotografias e autógrafos, mas sim com objectos pessoais e abraços, uma jovem terá mesmo implorado e chorou para conseguir o brinco da Dama do Bling

DEZEMBRO O MÊS DO HIP HOP (ANGOLA)

Dezembro o mês do Hip Hop em Angola, QUEM DISSE? EU !!!
É em Dezembro que a comunidade hip hop em Angola concentra-se e mostra ao mundo que estão vivos, espero que este ano seja melhor ou igual em relação ao ano passado, que fechou em grande com a grande feira de hip hop da Masta K e o show de Kid MC.
Este mês teremos já nos primeiros dias o show da Cerebro Records, Label do CFKAPPA, X da Questão, Muralha (Kennedy e Da Bullz) e Kool Klever, um dos pioneiros do movimento hip hop em Angola e falando em velha escola, 15 anos depois de muito sangue, suor e lagrimas, Phathar Mak erguesse para o seu primeiro grande show em véspera e com sabor de natal.
Falou-se muito da morte do hip hop angolano em detrimento das fusões com outros estilos musicias, RAIVA E REPTILE apresentam um album 100% hip hop como prova da sua existência, há quem não vê pecado nas fusões e dão outro conceito a música, é desta liberdade que se revê o disco da New Crew. Tenho que reconhecer que mesmo com a cara trancada quase sempre, KID MC é um fenómeno do RAP em Angola, e neste mês os seus fãs terão uma boa prenda de natal, o seu seu segundo disco estará em breve nas ruas via MADTAPES, segundo bocas do Fly Squad no Big Show cidade, o album de KID MC é uma bomba, o pessoal não se vai decepcionar.
Esperamos conseguir ainda dentro deste mês publicar a segunda parte da entrevista do Azagaia e do Dygo Boy e um documentário sobre os 15 anos de hip hop de Phathar Mak, não é mentira que não temos tido muito tempo para actualizar o blog, que Deus nos dê forças para continuar a fazer aquilo que muitos chamam de bom trabalho, obrigado a todos que não desistiram de passar por cá e continuam a enviar a sua maquete para divulgação.
A nova capa do Blog está visível Raiva & Reptile, será destaque até ao dia da venda, dai toda essa promoção. As actividades não anunciadas aqui, não são menos importantes, simplesmente ainda não chegou ao nosso conhecimento, bem, feliz mês do hip hop para todos adeptos desta cultura.


TRACK PROMOCIONAIS

DOWNLOAD PROMOCIONAIS

Estado de Alerta Raiva ft Hernani da Silva, Bad News e Extremo Signo
I´m about My Bussiness – DOWNLOAD
DOWNLOAD PROMOCIONAL – BAIXAR

N O V I D A D E C M C
CMC – Minha Shorty – DOWNLOAD

PLAGIOMOTO

O processo de produção musical em Angola já gerou bastante contestações, este texto trás de volta a abordagem do tema Plagiomoto, termo extraído da palavra terramoto, assim sendo chama-se plagiomoto ao espaço radiofónico do programa RC que aborda as músicas compostas por sample confundindo-se com plágio.

Na verdade os artistas evitam falar sobre este assunto, porque não aceitam como ele é abordado na rádio, muitos chegam mesmo a dizer que Miguel Neto(o apresentador do programa), não procura só apelar a originalidade dos artistas no caso de confirmar-se plágio, mas também e com principal interesse manchar a sua imagem, sobretudo quando já tiveram situações de dissabores. E porquê estamos a tocar nesta ferida? porque depois de alguns anos parado, o plagiomoto volta a rádio e a criar indisposição aos artistas. Segundo Miguel Neto na altura em que criou o espaço, o plagiomoto é o espaço em que os artistas são chamados a investirem na originalidade. “Nível!!!” como é chamado pelos mais chegados, falando-nos oficiosamente reconhece que “Quanto ao sample ser arte lá isso é verdade, mas precisa o artista mencionar que fez”.


Essa situação em que alguns artistas são chamados de plagiadores na rádio, levou-nos a conversar com algumas referências no movimento hip hop lusofóno para entender melhor o que é sample e o que é plágio, muitos mostraram-se indisponíveis para falar sobre este assunto, temendo que as suas opiniões pudessem gerar mais desentendimento, situação não recomendada nem agora nem nunca. O blog percebe perfeitamente e agradece, maior agradecimento vás para Dj Beat Keepa e Gjo que diante nas nossas perguntas responderam:


Beat Keepa (TRACK RECORDS)

BLOG: No seu entender o que é sample?

BeatKeepa: Sample: não precisa ir muito longe, a própria tradução para português por sí diz tudo. “amostra”, fazer sample para mim é pegar uma amostra de uma musica e dar uma nova forma de estar. O mérito do “samplador” está na criatividade e visão.

BLOG: O plagiomoto apresentou algumas músicas como Plagio, que denominação das a estas músicas, plagio ou sample?

BeatKeepa: Na minha opinião é puro plágio. o plagio começa a partir do momento em que a pessoa não divulga a fonte em que extraiu a amostra e em alguns casos nem se trata de extraír amostra mas sim refazer a música. Na minha opinião é plágio sim porque rouba o mérito de quem compôs a música original.


BLOG: e quando se menciona a fonte e não se pede autorização para usar o samble?

BeatKeepa: Aí deixa de ser plágio e passa a se chamar roubo. A actitude de qualquer das maneiras é errada


Blog: Mesmo citando a fonte?
BeatKeepa: Sim porque passa a ser uma questão de dinheiro, estarás a ganhar dinheiro as custas de uma pessoa que não ganha nada e nem te autorizou. É menos grave que o plágio mas também é incorrecto. Principalmente quando a musica tem objectivos comerciais.


BLOG: E o correcto o que é? pedir autorização a Michael Jackson (exemplificando) por uma música sua

BeatKeepa: O correcto seria fazer a musica, entrar em contacto com o autor e/ou Editora que detém os direitos da obra e pedir autorização, negociar os termos de uso e dividir os lucros se autor assim o exigir. Temos que respeitar sempre o dono da obra. Eu particularmente já fiz muitas “boas” músicas mas não cheguei a lançar por não encontrar acordo com o autor.


BLOG: E em relação os softwares de produção musical estes trazem samples, que quase todos os produtores usam, usar estes samples nao é plagio? se sim afinal a que se deve a existência destes sons no software

BeatKeepa: falando de softwares de renome não vejo como correr esse risco porque eles não colocam trechos de musicas registadas nos software, falando do reason, protools, cubase, etc. Os trechos que eles colocam nos programas foram feitos por eles mesmos e as vezes colocam alguns loops de beat simplesmente o que não é plágio.


BLOG: E quando há coincidências de trechos usadas em duas músicas? este Facto aconteceu com Phathar Mak(Angola) e os DRP(Moçambique) nas músicas “Coisas da Vida” faixa nº 4 do álbum sangue, suor e lágrimas e faixa nº 4 do álbum “Era uma Vez” respectivamente. (Phathar Mak Vs DRP – MIX – DOWNLOAD) (*)

BeatKeepa: Eu acredito que essa questão seja muito complexa e merece um estudo mais profundo e ser julgado por profissionais de direito mais competentes. mas na minha modesta opinião o produtor que se preze tem que evitar melodias já compostas. Os fazedores dos programas o fazem para vender pois sabem que os programas além de serem utilizados por profissionais muitos amadores também “brincam” de fazer musica. Eu não aconselho a usar melodias compostas porque corres o risco de desprestigiar o teu trabalho.


BLOG: Neste caso as mixtapes editadas e comercializadas? que comentários tens a fazer?

BeatKeepa: Honestamente eu não concordo com essa “nova” tendência de usar as mixtapes para desrespeitar as obras dos músicos. Pegar instrumental americana sem autorização e gravar uma nova musica na minha opinião é uma palhaçada e um retrocesso as conquistas conseguidas com com muito suor por vários artistas que trabalharam para fazer o hip hop lusófono ser respeitado.


BLOG: Mas estes americanos deixam seus instrumentais na internet com que propósito afinal? não será para usarem nas mixtapes?

BeatKeepa: O propósito é exactamente esse. vocês ainda não se aperceberam da estratégia dos americanos. Nós estamos a ser mentalmente escravizados. Quanto mais nós os emitarmos mais longe estamos de os alcançar.


BLOG: Então concordas que o plagiomoto deve continuar?

BeatKeepa: ya, concordo e gostaria de implementar aqui em Moçambique se tivesse disponibilidade de tempo. É importante para mostrar quem trabalha e quem é abutre. O abutre aproveita-se do esforço dos outros, não vai a caça fica a espera dos caçadores acertarem e depois fica a comer nos restos sem autorização.


BLOG: últimas considerações
BeatKeepa: Precisamos criar, eu não sou contra sample mas aconselho duas coisas.

1. evitar fazer dinheiro com as obras dos outros.

2. sempre que possível buscar samples cá em África (devidamente autorizado, claro) não sou nenhum santo mas se tiver que fazer um sample pelo menos revelarei a fonte.

DjO (GprO)
BLOG: No seu entender o que é sample?

Djo: Wikipedia = In music, sampling is the act of taking a portion, or sample, of one sound recording and reusing it as an instrument or a different sound recording of a song.


Traduzido pelo google = Na música, a amostragem é o ato de tomar uma parte, ou amostra, de uma gravação de som e reutilizá-la como um instrumento ou uma gravação de som diferente de uma canção.


Não serei eu a inventar a roda, achava que já tínhamos passado o tempo de supormos ou cada um ter a sua opinião sobre algo que já está definido…Mas já que insistem : Sample para mim é um trecho, geralmente curto, de uma música existente que é reutilizada de variadissimas formas podendo-se assim criar e tocar uma nova música.


BLOG: O plagiomoto apresentou algumas músicas como Plagio, que denominação das a estas músicas, plagio ou sample?

Djo: Das que ouvi, apenas deram exemplo concreto com a música da Pérola por isso só posso comentar. Será plágio se não compraram os direitos de autor da música para produzir uma versão em português. Se isso foi feito, não se trata de plágio, trata-se de fazer uma versão autorizada de uma música já existe. Se não foi feito…bem…


BLOG: De acordo com o seu conceito de sample quando é que essa pratica é considerada plagio?

Djo: Há países com isso estipulado é bem regrado. Se a tua musica é semelhante a de outro, passa a ser plágio se tiver um numero X de “tempos” ou compassos em que as notas e as progressões ou outras características da musica for idêntica torna-se plágio. Não há nada a inventar, outros já o estudaram.


Mas isso se aplica mais quando se cria musicas semelhantes. Quanto ao sample, poderemos facilmente ser chamados de plagiadores se cortarmos 4 a 8 tempos de uma música e colocarmos em baixo os drums e tá a andar…Eu chamaria de MAU SAMPLING mais que outra coisa, mas essa é a minha opinião.


BLOG: há muitos plágios em Moçambique?

Djo: Em Moçambique existe e há varios anos e continua. Várias pessoas pegam em hit´s internacionais, recriam o beat igualzinho, claro que a sonoridade é diferente pelos meios de produção e mistura, e depois cantam em português ou outra língua. Mesma melodia, outra língua… Existem vários a fazer isso, mas há um que se destaca porque faz muito sucesso e poucos percebem pois esse não copia hits internacionais modernos, mas alguns menos populares e mais antigos, então faz-se passar por grande produtor.


BLOG: Que incentivos tu deixas para quem pratica o samble?

Djo: Não preciso incentivar…quem está a criar realmente sabe que o faz e por isso nunca se deixará abater pela ignorância ou inveja de outros . . . O sampling é uma arte, o sampler é o instrumento moderno. É só andar para a frente…


BLOG: Última pergunta, do rap feito em Angola maioritariamente o que já ouviu é sample ou produção? ja identificou algum plagio?

Djo: O sample é produção… mas percebo a pergunta. Não sei dizer porque não acompanho com tanta intensidade. Identifico muito estilo americano em alguns casos (mais que em Moçambique), noutros a parte angolana bem patente nos sons…plagio, o último que me lembro foi um sucesso RnB vosso de há uns 5 anos atrás…Mas como disse, não acompanho o suficiente para opinar com segurança.


NOTA:

Esta reportagem não é um beef nem incentivo para criar-se desarmonia com o Programa RC ou o seu apresentador Miguel Neto, quando se pensou em fazer isso, solicitamos e nos foi enviado alguns trechos passado no espaço plagiomoto para a analise e apreciação da comunidade hip hop espalhada na diaspora.


Façam download do plagiomoto e não deixem de comentar se é plagio ou sample

(*) – musica completa de Phathar Mak e os DRP usada neste texto – DOWNLOAD
PLAGIOMOTO – DOWNLOAD

KID MC enterra difinitivamente 2009.


Minutos antes de entrar em palco, uma pequena oração

2009 a festa do hip hop (underground) em Angola foi bastante animada, depois da proclamação da indepência no show do Kool Klever em Outubro, a Madtapes enterrou com pés firmes todo tipo de dependência, está bem provado que o underground está vivo e bem vivo.

Focando para o show que uniu Portugal, Angola e Moçambique, todos puderam presenciar a um verdadeiro show de rap, um rap sem bla bla blas e timidez, várias foram as fases do show e não convém destacar só o Azagaia ou o San the Kid, é inevitável reportar o show de Kid MC sem falar da “fervorosidade” de Extremo Signo, Lil Jorge, e MC K este mano que com o seu estilo inconfundível provou que não precisa que Casa Blanca o chame, para o seu som bater no Bié, já agora PAI GRANDE escreve-se com letras maiúsculas até agora não parei de bater as palmas, a nossa Eva é mais zangada não comeu a maça pitou o mic, muitos filhos já não respeitam os pais, andam rebeldes por isso Phathar Mak dropou o “meu rap” e ensinou bons princípios com o tema “A amizade”.

Quando eu dizer AZA vocês dizem GAIA, AZA – GAIA, depois de um intro com “barras” serias, assim entrou em palco AZAGAIA o homem que tem os testículos no lugar e metade destes politicos deveriam emprestar, este mano atropelou o Karl Marxs, confesso que imaginei-o a cantar músicas calmas e tal, nada disso, vestido a militar como um bom combatente, disparou a queima roupa sem medo, até os mais “unders” tremeram, o povo estava excitado e mostraram que Azagaia é popular em Angola. Azagaia convenceu, atirou-se ao público, e com eles fez a festa, mais não foi este o maior momento da performance de Azagaia, vedou os olhos para um momento de bastante concentração e com todo o profissionalismo fruto de uma longa estrada dropou bem. Enquanto cantava muitos manos ficavam preocupados com a sua frontalidade ao abordar assuntos socio-politicos, tema este que muitos assumem-se como surdos e mudos, “Ou me matam ou que…” foi o que faltou ser dito. Propositadamente esqueci-me de falar do braço direito do Azagaia, em palco mano CFK, este nosso jovem que completa este ano 18 anos, e que tem vindo a fazer transpirar muitos “kotas”, com o seu rap de alto nivel, seu merito tem vindo a ser reconhecido por nomes bem pronunciados do rap lusofono, tais como Valete que também teve o prazer de partilhar o palco com este jovem no Show do Kool Klever e mais recentemente o mano Azagaia.

Muitos dias passaram depois do show e já estamos todos calmos e com toda a honestidade não havia motivos para tanto medo, afinal é o exercicio da democracia, embora que Angola não esta ainda preparada para um outro conceito de democracia, AZAGAIA virou heroi do povo, mas na verdade ele não falou mal de ninguem, quer dizer não pronunciou nomes de dirigentes e de partidos como deu-se a entender e fala-se nas ruas de Luanda, o povo sim exteriorizou o que o vinha no intimo, ainda sim preocauções devidas foram tomadas visando a segurança do nosso irmão moçambicano, que como um toque de magia, sumiu, alguem desapareceu com o mano “Gaia”, qual hotel qual que? enganou-se quem o procurou lá.

Pelo relato até parece que o show terminou ai, mais não, San the Kid não fez rimas de um, dois, três, quatro, cinco, seis, a sua majestade não foi posta em dúvidas, alias Rei que é Rei não “maia”. San the Kid continua o rei das rimas, embora ter sentido-se que a sua actuação não foi bem entendida, pois o recinto estava maioritariamente preenchido pelos fãs de um rap underground ao português falado em África, linguagem esta que carrega um pouco na nossa realidade africana. Mas isso não matou o show em nenhum momento, afinal o movimento hip hop em Angola é bem diversificado, la estavam os fãs de San the Kid a cantar e a vibrar com ele.

Falamos dos convidados no princípio, é chegado o momento de KID MC o homem da noite, poderiamos fazer uma frase bonita assim como no título “Kid Mc enterra difinitivamente 2009”, mais não estariamos a ser sinceros, o show foi encerrado com o famoso beef “Velório” e quem já viu um velório sem uma “pá” pra enterrar difinitivamente o difunto? Assim Kid Mc enterrou DJI TAFINHA no fim do seu show, um e-mail chegou-nos com o seguinte comentário “DJI TAFINHA é da Army, e na Army se ressuscita”, não tarda tal como o renascimento do tubarão, DJI TAFINHA vai aparecer com o “renascimento do relatório”. Parece-nos engraçado, mas hip hop é isso, esta tendência de uns bifarem os outros é bem normal, apesar de que neste momento gostaria de lembrar que o beef em Angola ficou provado que não é saudavel, se calhar seria melhor se nos dedicassemos a escrever coisas com outro conteúdos.

Assim ficou para trás mais um ano na historia do hip hop angolano, bem vindo hip hop moçambicano ao nosso convivio, MADTAPES parabéns pelo êxito desde show e esperamos que este ano juntos a malta consiga levar o hip hop a outro nivel.

Joe e Azagaia no avião, regressando a casa depois de um grande show

Azagaia e Joe saindo do avião, já em Maputo