Hip Hop Angola | Hip Hop Moçambique

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MIX HIP HOP MES DE MAIO

Mix Hip Hop é o programa de rap que faz a ponte entre a velha e a nova escola do hip hop lusofono. Emitido todos os sábados das 18 as 20horas, pela Rádio UnIA para Luanda na frequência FM 92.3 e  em radios.sapo.ao/radio-unia para internet.

Nesta publicação estão disponíveis as edições do mês de Maio, escute e deixe o seu parecer nos comentários.

Equipa:
Dino Cross – Produção e Apresentação
Claudio Bantu – Rubrica Universidade Hip hop
Nelma Inglês – Rubrica RapInformação
DJ Mamen – Dj Residente

MIX HIP HOP – MES DE ABRIL

O Mix Hip Hop é o programa de rap que faz a ponte entre a velha e a nova escola do hip hop lusofono. Emitido todos os sábados das 18 as 20horas, pela Rádio UnIA para Luanda na frequência FM 92.3 e  em radios.sapo.ao/radio-unia para internet.

Nesta publicação estão disponíveis as edições do mês de Abril, escute e deixe o seu parecer nos comentários.

Equipa:
Dino Cross – Produção e Apresentação
Claudio Bantu – Rubrica Universidade Hip hop
Nelma Inglês – Rubrica RapInformação
DJ Mamen – Dj Residente

VALETE E AZAGAIA EM ENTREVISTA | JEFF BROWN PEDE QUE NÃO CANTEM TEMAS DE SUA AUTORIA SEM A SUA AUTORIZAÇÃO

Ouça o programa Mix Hip Hop, nas edições do dia 02 e 16 de Abril.

DIA 02 – No Rap Informação de 02 de Abril, Jeff Brown mandou recado a quem gosta interpretar os temas de sua autoria sem a devida autorização. ainda a conversa com os Bloggers, a estreia da nova musica de Paul G e Dj Ritchelly VS Dino Cross tocando Nova Escola Vs Velha Escola, grande cena ACOMPANHE

DIA 02 – ESCUTE


NO DIA 16, As entrevistas ao Francis, Mano Azagaia, e Valete, ainda Verbal e Damani Van-Dunem a queimarem os microfones numa live performance. Acompanhe

DIA 16  – ESCUTE

HIP HOP ANGOLANO CASA AO SOM DOS SSP


Edivaldo dos Santos, o blogger por trás do site Hip Hop Angolano, mudou de estado civil ao contrair matrimónio com Delma dos Santos, no hotel Luna Zombo (Vila Alice), na sexta-feira 15 de Maio do corrente ano.

O noivo Nigga Edi como é conhecido no movimento hip hop, não deixou de partilhar o momento de tamanha felicidade com os seus, foi dai que entre os convidados ao copo d’água no salão de festas da Rádio Vial, esteve o rapper Megga Skills e os bloggers da “premier league”, Avelino Kiala, Briguel Brizzo, Tully Mong, Dj Nkappa, Décio Faria e Jó Cognitivo, (os dois últimos acompanhados das respectivas esposas), respondendo pelos blogs Cenas Que Curto, Menos Fios e Lusohiphop, e Adérito José e Dino Cross, pelos seus respectivos sites.
Por se tratar de um momento importante para o Edivaldo dos Santos e como se tem dito ultimamente, quando um blogger casa, menos este contribui ao hip hop, os amigos e bloggers da premier league, chamaram o Megga Skills e juntos interpretaram alguns sucessos dos SSP, como um gesto de amizade e agradecimento por tudo que já fez pelo hip hop angolano.
Ao Edivaldo dos Santos os nossos votos de felicidade e que Deus abençoe o seu matrimónio.
Veja o vídeo da performance dos SSP (Cenas Que Curto, Kratos, Tully Mong,  Megga Skills, Dj Nkappa e Dino Cross).

EDITORIAL 2015 – O PRESTIGIO DE UM BLOGSPOT.COM

Cá estamos outra vez a começar um novo ano de actividade.

Uma verdade vista a olhos nus é o facto de que nos últimos 4 anos, não temos nos dedicado em 100% com publicações regulares aqui no blog, nem adianta justificar os porquês nem prometer o que pode não vir a acontecer, a nossa vontade é voltar a dar as cartas no circuito hip hop angolano e moçambicano já que com a nossa ausência as coisas tomaram um rumo indesejado, ao nosso passo e até porque já não há mas muito tempo como antes, vamos continuar a divulgar o melhor do rap feito nos 2 países deste projecto de intercâmbio.

Por outra, este blog é de opinião que não se deve publicar tudo que se grava, divulgar tudo que os rappers enviam, na nossa opinião é assassinar a dedicação de quem realmente se preocupa em apresentar um bom trabalho, se se criar barreiras ou estabelecer-se padrões para as músicas a serem postadas na internet tal como as rádios sempre o fizeram, estaríamos a dar um contributo para engrandecer o movimento que precisa levar a sua música aos mais prestigiados tops e pistas. As músicas que passarem a estar disponíveis para download neste blog, serão a luz destes critérios, o resultado de uma selecção de pente e fino.

Para os artistas que eventualmente pretenderem promoção da sua actividade neste blog, a título de publicidade estamos abertos para negociação, para isso temos disponivel os nossos contactos no rodapé, as contas no twitter @DinoCross, facebook: DinoCross Adriano e Instagram: @DinoCross.

Mais uma coisa… já que o visual é assim tão importante para os nossos leitores, este ano também vamos dar uma nova roupagem ao blog, pese embora acharmos ser irrelevante, já que mesmo tendo sido considerado durante uma década como um dos melhores designers em Angola, (perdoa a falta de modestia) nunca usamos esta capa para dinamizar o blog, pelo contrario, queriamos e vencemos as barreiras da internet com os conteúdos das publicações e o prestigio com um trabalho bem feito; Domínios .com, ou .net com conteúdos pobres são menos prestigiantes que .blogspot.com, rico em conteúdo de interesse público, sem procurar desrespeitar o trabalho de ninguém, essa é a nossa visão e ainda somos dos mais credíveis e imparciais nessa actividade.

Bem haja hip hop angolano e moçambicano, bem-vindo 2015 

O Editor,
Dino Cross

A QUASE MORTE DO KAUS O MOZCOPATA, SAIBA O QUE REALMENTE ACONTECEU AO ARTISTA (ENTREVISTA E MUSICAS)


Com o lançamento da Mixtape de Volta as Raízes Vol. 1, Kaus o ex-integrante dos Trio Fam, levou a público um desabafo a que chamou “A quase morte do Kaus”, (para quem baixou as músicas promocionais, ou comprou a mixtape pode encontrar na pasta bacela), onde fala de forma resumida sobre a má fase que viveu.


Para percebermos melhor o que realmente se passou, já que aos nossos ouvidos e com certeza que no de muitos dos nossos leitores também as coisas não ficaram devidamente claras, nos baseamos no desabafo e entrevistamos o Kaus o Mozcopata para falarmos um pouco sobre este assunto e sobre um possível regresso a Trio Fam, uma coisa podemos adiantar-vos a resposta é animadora.

Para quem ainda não adquiriu a Mixtape de volta as raízes pode adquiri-la via #Whatsapp: +258872091982 ou #Email: [email protected], mas as musicais promocionais, podem ser baixadas gratuitamente no fim desta publicação.

DINO CROSS: Tu falas muito de uma certa verdade, que acabaste não falando, que verdade é essa? O que pretendes dizer afinal?
Kaus: Não pretendo dizer. Eu queria apenas chamar a atenção dos que eu sentia que me haviam abandonado. Mas não cabe a mim julgar as pessoas. Eu deixo isso nas mãos de Deus. Eu não sou perfeito.  Quem sou eu para apontar dedos? Mas sinto que houve muita injustiça na maneira que a minha má fase foi gerida pelos meus

DC: Quem tu sentiste que te abandonou, e em que altura da tua vida isso aconteceu?
Kaus: Alguns amigos, pessoas e familiares… Há muita coisa sobre a minha pessoa que muitos não conhecem sou figura pública sim. Mas antes disso sou apenas um ser humano

DC: Tua má fase traduzida para se compreender como foi exactamente?
Kaus: Sei que muitos relacionam a minha má fase, apenas com os meus ex colegas e para sempre amigos: Trio Fam, foi muito mais profunda que isso.

DC: Falaste em Trio Fam, a tua má fase tem alguma ligação com algum acto dos teus amigos?
Kaus:
A minha saída da #TrioFam e da #Mukheru foi apenas um terço do problema

DC: Escolheste ficar no lado dos bons, quem são os bons e os maus?
Kaus: Eu nunca vou mencionar nomes… Não faz o meu estilo. Como havia dito, era uma chamada de atenção apenas

DC: Arrependeste de a ter feito?
Kaus: Não quero construir uma nova carreira com base em problemas e decepções, sou rapper e aprendi que #rap é sinônimo de #verdade, eu apenas expresso a minha verdade nas minhas intervenções musicais.

DC: Perdeste tudo, o que perdeste na pratica?
Kaus: Amigos, emprego, dinheiro, afeto dos que eu era capaz de por a mão no fogo por eles e em alguns momentos, a minha saúde, também fui assaltado, sou informático, roubaram quase toda minha informação pessoal, projetos e etc, já deves imaginar como foi recuperar dessa perda enfim, duvido que um gatuno fosse querer roubar o meu bloco de notas Ou melhor Os meus blocos de notas

DC: Falando em roubo, numa das tuas musicas dropaste “Mukheru que não rouba nem aldraba” Porque usaste essa linha na musica, houve alguma situação de rouba na tua sociedade MUKHERU STUDIO?
Kaus: Que eu saiba, fomos roubados na sociedade que era constituída por três elementos, tecnicamente fomos roubados, do que eu sei e que é facto…  O que foi o Diretor Geral confessou que havia cometido várias irregularidades na gestão da empresa. Isso na presença do terceiro sócio e o mesmo não achou que isso fosse motivo suficiente para ele se retirar da empresa, visto que eram dois que dividiam da mesma opinião… Eu decidi sair.

DC: E uma das conseqüência disso foi a sua saída do grupo?
Kaus: Sim

DC: Abalou a amizade?
Kaus: Sem duvidas. Tenho dois filhos, eles são a minha vida, é com a música e a cultura que eu decidi alimentar lhes… Decidi viver a minha vida Longe de expectativas.

DC: Vamos falar um  pouco sobre maluquice: disseste que tu és o terceiro tipo de maluco. Em alguma altura foste dado como maluco?
Kaus: Quando não se faz o que a maioria faria numa dada situação a pessoa é geralmente dada por maluca, e foi o que aconteceu comigo,  Nb:Na minha opinião, muitos dão mais valor a bens materiais do que a valores humanos, Eu abri mão dos bens materiais e de viver de aparências…
Atenção: Gosto de bens materiais, e sei que terei isso novamente, mas não é fácil recuperar valores humanos perdidos, estou a trabalhar arduamente… Sei, é só uma questão de tempo para voltar a ter em dobro tudo que me roubaram. Agora… Lealdade e Confiança não tem preço.

DC: Em alguma altura te achaste estares maluco?
Kaus: nunca… Achei sim que me estivessem a fazer de maluco. Nb: eu cometi muitos erros na má fase da minha vida, erros esses que ainda estou a pagar por eles, mas nada que, na minha opinião justificasse a maneira com que fui tratado.

DC: A má fase foi estares doente. O que originou esse teu mal estar?
Kaus: Lamento te informar que não é possível apontar apenas um aspecto como a causa dos meus problemas, foi um efeito dominó.

DC: Nada a ver com drogas?
Kaus: Hehehe, contra factos não há argumentos. Que eu saiba não me foi apresentado nenhum facto que sugerisse que eu estivesse envolvido em consumo de drogas, apenas boatos, não acho que me devo justificar de algo sem fundamento, só porque alguém achou que devesse apimentar a minha história.

DC: Não fases nem fizeste uso de drogas?
Kaus: Mas não vou responder a uma pergunta sem fundamento. Diga me algo, sem emprego, sem amigos e sem dinheiro… Qual é a primeira impressão? Eu trabalhei duro durante vários anos da minha vida, é para mim um insulto acharem que durante esses anos todos andei a juntar dinheiro para gastar com drogas.

DC: Passado alguns meses como está a sua amizade com os teus ex-sócios da Mukheru e teus amigos da Trio Fam?
Kaus: Cordial, desejo lhes muita sorte em suas novas associações e negócios..

DC: Tem alguma coisa que fizeste na vida que te tenhas arrependido?
Se tivesses que pedir desculpas a alguém a quem o fazias?
Kaus: Na vida, muitas coisas. Se tivesse que pedir desculpas pediria ao meu irmão… Ele não esteve diretamente ligado aos meus problemas mas acredito que que foi um dos que mais sofreu com tudo isto. Devo lhe muito… Ele viu a minha verdade nua e crua e como irmão mais velho acredito que não lhe passei os melhores exemplos na minha má fase, muito pelo contrário, foi ele quem me passou exemplos de vida, sou muito grato por lhe ter em minha vida, o amo bastante

DC: De quem esperas pedido de desculpas?
Kaus: Ninguém

DC: Complete a frase: minha a vida seria mais justa se…
Kaus: A minha vida é justa. Estou a colher o que plantei. Não como eu esperava mas estou a colher o que há 17 anos plantei no hip hop, #RapMoze em particular.

DC: Um possível regresso a Trio Fam é um assunto em aberto ou o que podes dizer acerca?
Kaus: Trio Fam faz parte do meu ADN

DC: Então sempre se pode sonhar com uma regresso do Kaus:?
Kaus: Só Deus é quem sabe. Eu só não quero mais nenhuma relação do negócio com nenhum deles.

DC: Há alguma coisa que gostarias de dizer que não foi dito no teu desabafo nem nesta entrevista?

Kaus: Apenas fazer lembrar a quem está a ler esta entrevista que o que não nos mata só nos torna mais forte. Aprendi muito, com esta experiência, e tenho muita fé que melhores dias virão.

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Músicas promocionais – LINK 2

KEITA MAYANDA, NKRUMA SANTOS E DJ NKAPPA: A INFLUÊNCIA NEGATIVA E POSITIVA DAS LETRAS (OPINIÃO)

Tem se afirmado que as músicas mais ouvidas e dos artistas populares influenciam positiva e negativamente no comportamento das pessoas, para  sustentar essa conversa, certa vez um programa da Rádio Luanda chamou atenção e responsabilizou os artistas que estão actualmente no top sobre o comportamento negativos dos seus fãs; Sendo verdade ou procurando analisar a questão, levamos o tema a consideração de alguns envolvidos directamente na cultura hip hop, é desta forma que Keita Mayanda, Dj Nkappa e NKruma Santos, pessoas que já têm considerados quilómetros de rap percorridos, deram a sua opinião.
Perguntamos o seguinte:
1 – Como caracteriza as letras das músicas mais populares no rap feito actualmente?
2 – Até que ponto o rap feito hoje influência NEGATIVAMENTEno comportamento das pessoas.
3 –  Até que ponto o rap feito hoje influência POSITIVAMENTE no comportamento das pessoas.
4 – Que comparação faz ao que se escrevia antes e hoje e como as pessoas reagiam ao que ouviam?
5 – A que conclusão chegou? a) o rap feito hoje, recomenda-se? B) Para melhorar qual seria a na sua opinião a solução?

KEITA MAYANDA:
Rap em Angola “existe uma limitação temática,”

1º eu não oiço música popular, mainstream ou comercial e não é por razões ideológicas, simplesmente não gosto, nunca gostei e não vou gostar. Quando digo não oiço é: não tenho sequer curiosidade em saber porquê certa música está tão popular, ou sobre o que fala ou falam os artistas mais populares hoje, suponho que seja sobre festas, rabos, jantes, noitadas, as bitches, a riqueza aparente.
2º Essa não é uma pergunta com resposta fácil. Eu não creio que uma música possa levar a um comportamento considerado negativo ou condenável, per se, creio que precisa haver uma disposição do ouvinte para agir de forma condenável, dizer que o rap de hoje em dia influencia negativamente o comportamento da juventude é colocar em cima do rapper a total responsabilidade pelo comportamento dos ouvintes e isso não é verdade. Vejo no facebook muita gente a usar o NGA como exemplo de má influência através da música e tenho dúvida de que alguém consiga provar que existe uma relação directa entre ouvir NGA e o aumento do consumo de álcool, tabaco ou liamba. É preciso perguntar porquê é que entre os fãs do NGA existem pessoas que não bebem, fumam ou sonham com a Pérola? porque cada um é responsável último pelo seu próprio comportamento, o NGA e a sua música não são um psicoactivo para alterar o julgamento dos ouvintes, tão importante quando os temas que ele trata é a maturidade e o bom senso de quem o escuta.
3º Tal como no caso da má influência creio que um rap influenciar positivamente depende também da disposição do ouvinte para agir pelo bem. O rap é antes de tudo entretenimento, pode ser usado para educar ou para elevar a consciência das pessoas, mas mesmo quando ouvimos uma música que nos exorta para o bem, somos nós a decidir se faremos o bem. O que eu percebo quando se usa o termo influenciar as pessoas querem dizer que vai necessariamente levar o ouvinte a agir de uma determinada maneira e isso não é verdade. Muitos ouvintes gostam de ouvir rap consciente, mas sobretudo porque lhes soa melhor ouvir uma mensagem positiva do que outra, portanto acabam por se entreter a ouvir alguma coisa inteligente, é comparável a ler um bom livro e desfrutar do prazer que a leitura proporciona.
4º A escrita do rap em Angola, fundamentalmente, não se alterou muito apenas se fragmentou, quero dizer surgiram indivíduos com habilidades mais variadas, mas de certa forma existe uma limitação temática, uma falta de domínio de temáticas mais complexas. Nos anos 90 por causa da escassez de novidades as pessoas reagiam às músicas com muito mais agrado, quase religiosamente, hoje é fácil lançar músicas em formato de cd, aos quais chamam álbum ou mixtape e o cuidado com as letras não é o mesmo, porque um indivíduo sem muito treino na escrita que se vê compelido a escrever 15 letras acaba por despachar uma boa parte delas, ou falar sobre assuntos que não domina, ou a orientar mal os temas.
5º Existe hoje bom e mau rap, sempre existiu e sempre existirá, mesmo durante o período conhecido como The Golden Era (da segunda metade dos anos 80 à primeira metade dos anos 90) havia mau rap, muita gente saudosista gosta de dizer que hoje em dia não se faz bom rap, muita gente incluindo rappers, que dessa forma estão a passar um atestado de incompetência a eles mesmos, é melhor desistirem talvez sejam vocês a impedir que o bom rap seja ouvido.
Nkruman Santos:
“O comportamento das pessoas hoje é que influência negativamente as músicas que ouvimos”
1- Normais. Representam muito daquilo que as pessoas que ouvem fazem no seu quotidiano.
2- Acho que é ao contrário.  O comportamento das pessoas hoje é que influencia negativamente as músicas que ouvimos
3 – Acho que influencia pouco. Acho que poderia ser mais positiva, trazendo outros pontos de vista, diferentes daqueles que a juventude vive – numa perspectiva evolutiva. Entendo que música pode trazer alternativa, uma visão de causa e efeito para que possa também contribuir positivamente.  Mas não é o que vemos hoje.
4- Acho que antes havia uma maior preocupação social nos temas. Mesmo o “amor” era cantado com mais densidade. Existem no presente artistas com qualidade musical igual ou superior aos de outrora. Mas a riqueza musical penso não ser a mesma.
5- A música reflecte exactamente o grosso da sociedade que temos. Para mudar a música teríamos que mudar a mentalidade das pessoas. Fazê-las desenvolver gostos alternativos. Por outro lado, os media (oficiais e sociais) poderiam desenvolver campanhas de publicitação de músicas diferentes mas não se lhes pode obrigar à nada. Só o tempo dirá.
Dj Nkappa:
O problema está naquilo que se promove e se consome
1ª – Penso que nunca devemos pensar que uma coisa esta mal, quando só vemos um lado da coisa. Eu penso que as letras das músicas feitas hoje, na maioria dos casos, só se adapta a realidade de hoje. Tal como ontem, hoje ouvimos muita música cuja letra retrata uma realidade absurdamente fictícia a realidade do artista, mas isso não é novo por cá, já vimos isso noutros tempos também. Na maior parte dos casos, isso vem de artistas que não são autênticos. Isso não vem dum Kennedy Ribeiro, dum Dabullz, não vem dum Das Primeiro, vem de artistas que andam nisso por ondas e porque podem também fazer isso, pois isso não contem contra indicação. Mas isso não tá mal como se advinha, afinal os artistas autênticos ainda estão ai e a fazer o que sempre fizeram, inovando sem sequer perder o foco da cena. Há ainda na cena, Artistas com uma notoriedade relativamente nova e a fazer muito boa coisa. Sanguinário e Mono Stereo são prova disso, Kallisto, Sombra etc. Eu penso que o problema está naquilo que se promove e se consome
2ª – Infelizmente, o Discurso da música que se promove chega aos ouvintes da forma menos esclarecida e cria essa confusão no pensamento dos mais Jovens. Eu acredito que essa música não influencia alguém na casa dos 30 anos, como diz o meu amigo Edivaldo Dos Santos. Os músicos, pelo menos por cá nunca ouvi, alguém dizer que fumar ou Beber é muito bom, oiço outro tipo de discurso baseado nessa conversa, mas nunca essa apologia de que é bom.
Cabe as pessoas saberem filtrar aquilo que ouvem. Cabe os Medias filtrarem aquilo que promovem aos mais Jovens, Cabe aos Activistas Sociais saberem se pronunciar com relação a essa música.
 
3ª – O Rap toca as pessoas de uma maneira diferente com relação as outras músicas. Nós, desde muito cedo aprendemos que o Rap é música de intervenção social e que os Rappers são Professores, dai que ao ouvir um Rap, Um Leigo começa por prestar atenção ao discurso do Rapper e só depois viaja para os outros cantos dessa mesma música.
Logo, se o discurso for incentivador , ele também começa já a ganhar aquela consciência de que é preciso fazer, é preciso mudar e tal; se for o contrario, ele logo fica pela batida, ou começa a desdenhar a música no geral.
4ª – Continua se a escrever o que cada um quer que se oiça dele, tanto ontem, quanto hoje, eu penso que nada mudou como se diz e se pensa, mudou sim é o tipo de música que se propagou. O Rap alternativo perdeu espaço motivado por esse tal “Veto” por causa dos nomes sonantes do Rap aliados as manifestações e dai que hoje quase só se ouve o Rap do “Fictícismo”. Também penso que exageramos pedindo coisas a quem tem muito pouca experiência de vida. Nem todos são CFKappa, pra escrever maravilhosamente bem e convencer um adulto, até porque há ainda adultos nessa condição de péssimos Rappers. O problema esta mais pautado na autenticidade dos Artistas. O que o Kool Klever escrevia ontem, ainda é o que ele escreve hoje, só que hoje ele relata o hoje. O Phathar Mak, o Yannick Afroman etc.
5ª – O Rap esta bom e recomenda – se sim senhores. Só temos é que saber o que queremos ouvir. Já disse o Nga, que se não queres ouvir falar da rua, não ouves Nga. Diz o Reptile que se não gostas do meu som, é só não pôr Play.
Bem, gostaríamos que este inquérito fosse estendido a alguns rappers bem ouvidos nos dias de hoje, uma vez que está em analise a música feita actualmente, fizemos o convite a muitos artistas incluindo o Cfkappa, NGA e o Ready Neutro, infelizmente por alguma razão, as suas opiniões não chegaram a nós até ao momento em que clicamos “PUBLIQUE-SE”, no entanto, mais importante que uma conclusão deve ser a preocupação de debater-se essa questão despidos de quaisquer ideais e ideas pré-concebidas, o conceito de rap como música de intervenção social não cremos que esteja adulterado, baseada nesta visão o rap foi concebido para despertar a consciência de quem a escuta, logo se a mensagem for negativa não a como desassociar a música, mas é bem verdade também que nunca ninguém disse que fumar, beber e drogar-se é bom. Cabe a cada um de nós saber separar o certo do errado, o bom do mal e claro ter o ideal de que ser popular carrega uma responsabilidade social com os fãs.

DINO CROSS

Por trás da confusão na praça da independência

Sábado 8 de Março, as vendas dos álbuns da Tatiana Durão, DJ Soneca, B3 e Lil Jorge na Praça da Independência em Luanda, foi marcada por uma briga que dominou a atenção de toda comunidade hip hop. A origem da confusão é apontada ao facto do rapper Extremo Signo, ter ido tirar satisfações ao Lucássio, (rapper da MadTapes) por causa de uma linha que ele mandou uma semana antes no show do Kid MC no Cine Atlântico.

Nota:
Eu confesso que não queria escrever sobre este assunto, por falta de tempo, mas infelizmente a minha tranquilidade foi ameaçada com muitas mensagens, e algumas chamadas, e faço questão de deixar claro que o meu único compromisso é com a imparcialidade, não esperem que eu vá a favor do Y, irmão do X, ou H, não me procurem com essa finalidade, o resultado será outro.
       “wharidu Cross, Extremo espancou o Lucassio e você não escreve nada?”
       “Estou a espera do texto do DINO CROSS”
       “Estou a espera do texto do DINO CROSS 2”
        “o Dino Cross pra outras cenas não tem tempo, mas quando é beef…”
      “Desculpa lá kota Cross os teus colegas bloggers não são imparciais, as coisas aconteceram bem a frente deles e ninguém fez um texto fiel do que aconteceu, são cobardes, espero que tu não feches os olhos para a gravidade dos factos.”
O que aconteceu afinal?
O vídeo da briga entre Extremo Signo e Lucassio foi parar a internet e este facto deixou a maioria dos amantes dos RAP indignados, no vídeo vê-se Extremo Signo zangado a procurar chegar até ao Lucassio que encontrava-se sob protecção, encostado nas grades da tenda onde Lil Jorge estava a assinar autógrafos, procuramos o Lucassio para nós contar o que aconteceu de concreto e este respondeu:

Lucássio
“Ambos erramos”
Extremo Signo chegou até a mim e disse-me:
“me falaram que me mandaste algumas linhas no show, quero que você repita na minha cara o que disseste”, o que eu disse foi o que te disseram, depois de dito isso, Lucassio acredita que provavelmente ele não tenha gostado e passou a insistir, as pessoas começaram a encostar e o clima a esquentar “senti-me rodeado de pessoas que não conhecia, ele apareceu sozinho, mas depois apercebi-me que estavam os niggas dele em volta como se tivessem me cercado, tanto que viro-me pra bazar e os niggas dele começaram a agir como se estivessem a vir a minha frente” – disse, nessa altura Lil Jorge apercebeu-se que o clima não era harmonioso e o recolheu para a sua tenta dizendo “quero ver agora quem vem aqui faltar respeito” em resposta a isso, uma multidão reagiu, uns para acudir e outros a meterem mais lenha na fogueira, o facto é que a situação saiu do controle e culminou com a exaltação do Extremo Signo.
Perguntado se sentiu que havia intenção do Extremo Signo em fazer confusão, Lucassio nega, mas a dúvida começou a ganhar vida com o surgimento dos seus amigos, “epah bro, não te vou mentir, eles não são meus amigos, eu não sei, se calhar era essa a ideia” – argumentou
Sobre quem portou-se bem ou mal, Lucassio afirma que ambos erraram, “se por um lado o Extremo agiu como agiu, eu reagi chamando um grupo de amigos, que só não foram mais longe porque os ânimos apaziguaram graças a rápida intervenção do Dj Samurai, que ligou apelando o respeito sobretudo pelo local em que se encontravam que é a praça da independência.

Eva Rap Diva
“Extremo Signo deve pedir desculpas”

Entre as reacções à briga a que mais chamou atenção foi a da Eva Rapdiva, uma publicação da rapper na rede social instagram açucarou ainda mais o chá, a repercussão foi tanta que não há como a separar deste assunto, em entrevista em áudio a nossa reportagem, Eva adverte o Extremo Signo a pedir desculpas ao público por causa dos recentes acontecimentos, sobre os porquês do seu envolvimento neste assunto, RapDiva é da opinião que se faça alguma coisa de modos evitar situações bem mais alarmantes.

“Não posso admitir ser comparada a uma cadela, isso é uma autentica falta de respeito, e ainda por cima ele diz em entrevista que essa linha é pra uma diva do facebook que se lhe perguntarem nem ele próprio sabe dizer quem é”
 “Lamento que na nossa comunidade hip hop a hipocrisia reine”
“aé? Hip hop street, hip hop gansta, quero ver quando te aparecer um gajo grande de 1’90 a pedir-te safisfação de uma linha pra ver se não mudas de opinião”
Estas e mais citações da Eva RapDiva você poderá ouvir baixando a entrevista em audio (completa sem cortes e sem edição), no final desta reportagem.
EXTREMO SIGNO
Culpa os agitadores pela confusão!
A agitação do povo deu origem a toda confusão, na nossa entrevista (em áudio que poderás fazer o download no fim desta reportagem) Extremo Signo afirma que não pretendia recorrer a violência, deixou ser levado pela pressão dos agitadores e as coisas tomaram uma proporção fora do controle.
“O mesmo povo que te dá sangue é o que te suga”
“Gostaria de pedir desculpas, a Tatiana Durão, ao Dj Soneca e ao Lil Jorge, pela situação”
“Não conheço nehuma Eva RapDiva, a única que conheço é a que a bíblia se refere”

NAICE ZULU ensaia golpes de jujitsu a rapper
Naice Zulu não nega o seu envolvimento físico ao rapper Raf Tag, mas justifica-se dizendo “fui ofendido e reagi”, o artista explica na primeira pessoa tudo que aconteceu até experimentar os golpes.
“Enquanto uns estão prontos a apaziguar, outros estão a agitar”
“Todos Sabem que o Bob da Rage Sense é um…”

ATT: Infelizmente não conseguimos falar com o RagTag, para completar a reportagem, mais fica  aqui o compromisso de publicarmos o que tem a dizer sobre este processo que envolve o seu nome.

Isso deverá acontecer se este estiver interessado e disponível a comentar.

BLOGGERS SÃO ACUSADOS DE OMISSÃO E IMPARCIALIDADE
Muito pouco falou-se sobre o ocorrido na Praça da Independência, e os bloggers são culpados de tomar partido ou omitir os factos.
Os acusadores preferem não dar o rosto porque temem sair prejudicados, a maior acusação é feita ao nosso parceiro Kratos do Lusohiphop.net, outra fatia para Edivaldo dos Santos (www.hiphopangolano.net) e Cenasquecurto.net.
A acusação esperava uma chamada de atenção ao Extremo Signo por parte do luso hip hop team, uma vez que encontravam-se lá em posição privilegiada, e isso não aconteceu.
Afim de ouvir ambas as partes, perguntamos ao Kratos, Edivaldo dos Santos e ao Cenas que Curto sobre o assunto em questão “O que é imparcialidade?” “és imparcial na tua actividade como blogger?” e estes assim responderam:
Kratos: Para mim, de uma forma resumida e clara imparcialidade é informar sem tomar partido de nenhuma das partes envolvidas, Se sou imparcial, sim sou. Se soubesses a quantidade músicas que posto com indirectas e directas ao meu irmão…”
Edivaldo dos Santos: Acho que sou imparcial, partindo do princípio que cerca de 80% das postagens são pessoas que eu não conheço e 15% são pessoas que passei a conhecer depois de ser blogger, e fruto das actividades ligadas ao rap fui conhecendo… Por outro lado, eu obedeço as minhas regras, não tem como eu poder priorizar todas as postagens que enviam no mesmo dia, porque normalmente recebo mais do que posto por dia… Priorizo os organizadores… Tenho pecado sim no item qualidade das músicas, coisa que já comecei a rever desde Janeiro de forma paulatina, há artistas e músicas que já não postarei pelo absurdo que cantam e pela precária qualidade sonora, temática e até excesso de obscenidade e como já existem vários blogs podem recorrer a outros ou fazer promo nas suas páginas e grupos…”
Cenas que Curto: Ser imparcial, de forma bem resumida, é tratar todos da mesma forma, sem distinção de qualquer natureza…, A minha ideia com a criação do site/blog www.cenasquecurto.net não passou por ser imparcial, e acho que prestando um pouco de atenção ao nome do site/blog conseguimos perceber bem isto
REMATE FINAL:
Todas as entrevistas foram feitas ao telefone e não houve edição, isso para não direccionar os leitores, a uma conclusão intencional, depois de conversar com os envolventes, e sem procurar minimizar a culpa de ninguém, pelas palavras do Extremo e do Lucássio foi fácil (pra mim) perceber que as coisas teriam sido diferentes se as pessoas não agitassem, se não se envolvessem tanto, por exemplo essa publicação foi feita em resultado dos agitadores, que esperavam beefs, as pessoas QUEREM BEEF, o pessoal gosta ver o circulo a pegar fogo, a maioria fomenta até zangarem-se quando forem as vitimas.
Umas das citações do Extremo Signo na conversa que tivemos antes da entrevista, ele diz não perceber os povo, os que apagam o fogo, são os mesmos que compraram a lenha, meteram petróleo e acenderam, Naice Zulu acrescenta dizendo que esta situação ocorre em resultado das intrigas, ele acredita que haja quem se beneficie com tudo isso, uns querem popularidade outros aproveitam a boleia para promover o seu trabalho.
Nada justifica a violência e o que aconteceu na Praça da Independência, poderá levar-nos a conhecer alguns dissabores, basta lembrarem quais foram as consequências da situação no show do Bob da Rage Sense no Cine atlântico em que um rapper livremente falou tudo que pensa sobre o nosso governo.
A conclusão não é minha, por isso fiz questão de divulgar os áudios das entrevistas (autorizadas), para que quem ouvir possa chegar a sua própria conclusão.
Dino Cross: Twitter/Instagram: @dinocross
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01 – Extremo Signo – Download
02 – Eva RapDiva – Download parte 1 
03 – Eva RapDiva – download parte 2
04 – Naice Zulu – DOWNLOAD

O beef do CONTROL – CFKAPPA VS TRX

 

 

 

Faça DOWNLOAD das duas tracks depois conheça a historia do beef do momento
 
CFKAPPA e Hernani da Silva  – CONTROL – DOWNLOAD
TRX – CONTROL – DOWNLOAD
 
Antes de mais, quero deixar claro que este texto não tem como propósito fomentar ainda mais o BEEF, por isso evite usar este recurso como veiculo para divulgar o teu trabalho. Apesar de ser hip hop e fazer parte desta mesma cultura que nos une, NÃO VAMOS DIVULGAR BEEFS.
COMO COMEÇOU O BEEF?
Era uma vez um artista da Cérebro Records chamado CFKAPPA que gostava de partilhar as suas ideias nas redes sociais. Certa vez CFKAPPA usufruindo da liberdade de expressão que o confere, actualizou a sua pagina no facebook um assunto que não soou bem ao grupo TRX,  de acordo com a nossa fonte, entre outras coisas, o rapper criticava a qualidade de muitas musicas da new school onde os rapper descrevem um nível de vida de ostentação incompatível com a sonoridade da sua música “os rappers da new school cantam que têm cash, mas não conseguem comprar um mic em condições” – revelou-nos a fonte.
Nossas fontes ainda revelaram-nos que a TRX procurou saber do CFKAPPA se algumas das citações no facebook eram para eles, o rapper negou. O facto é que a partir desta altura começaram a haver linhas entre ambos só que eram linhas indirectas, ninguém as assumia como beefs até que um dia algo saiu fora do CONTROL, esta semana CFKAPPA anunciou que iria disponibilizar nos BLOGS a musica CONTROL com a participação do artista moçambicano Hernâni da Silva, como sempre algumas pessoas tiveram acesso a demo da música antecipadamente para opiniões e etc, neste seio alguém traiu CFKAPPA e enviou a demo para a TRX , diante dos antecedentes não foi difícil concluir que CONTROL é uma DISS track, foi dai que o beef se oficializou, aquilo que era indirecta passou a ser mesmo direccionado, a TRX já tinha a resposta antes mesmo da track do CFKAPPA ser lançada.
O QUE A TRX diz sobre o BEEF
Motivos:– As pessoas sempre disseram que o CFK mandava bocas que não sente o nosso rap enquanto a nós mostrava love e dava props, então nós ficávamos naquela dúvida, depois ele teve um problema qualquer com o Addy e ai nas musicas dele ele mandava indirectas para crew, postava estados mas ele negava com cinismo sempre que era para nós e as indirectas dele eram cada vez mais óbvias, ele dizia que sem os cantores americanos não teríamos flows, dependíamos dos flows do Ace Hood e que éramos rappers de mediafire e isso chegava sempre aos nossos ouvidos até que o Edson dos Anjos decide mandar uma linha pra ele na música do Rony Bravo “Não sei qual é” e o Emana Cheezy na música do LFS escusado.
O QUE O CFKAPPA diz sobre o BEEF
Perguntei qual é a sua versão da historia, CFKAPPA economizou palavras dizendo apenas “o exercício da democracia é um factor muito importante num país em crescimento como Angola”.
Como achei que a minha pergunta não teve a devida resposta, fiz outras perguntas como:
Blog DC: Qual é a sua opinião sobre o trabalho musical da TRX?
Blog DC: Como começou o beef?
Blog DC: Diz-se que os teus post no facebook terão originado o problema, confere?
Blog DC: Terás escrito alguma coisa direccionada a TRX?
CFKAPPA: A democracia, como disse, é importante, e o respeito mútuo também. Se alguma vez o fiz, chamar-se-à difamação, e tribunais resolvem esse tipo de ataques. Sendo assim, de consciência limpa me despeço com votos de boa continuação.
Fiquem atentos aos cartoons Kumona. Encontro-me aberto para falar sobre o Kumona em futuras edições.
Outra vez não vi respondidas as minhas perguntas e resolvi perguntar em português miúdo:
Blog DC: Entre sim e o não, direccionaste ou não alguns dos teus comentários no facebook para eles? Mandas-te linhas ou não?
CFKAPPA: já respondi acima
Blog DC: Qual é a tua opinião sobre a musica dos TRX?
CFKAPPA: Não tenho opinião.
Na verdade, CFKAPPA não queria pronunciar-se sobre este assunto, as respostas dadas até aqui é resultado da nossa insistência, e é natural esta actitude.
 
 
SOBRE A MÚSICA CONTROL
KELSON (TRX): Seria muita hipocrisia da parte dele dizer que aquelas linhas não eram para nós, ouvimos a cena e a crew decidiu logo responder, não deixar ele cantar vitória nem por um dia e dai saiu o nosso Control para honrar o nome da TRX Music e mostrar que o nosso conteúdo lírico por vezes é muito substimado por causa do nosso estilo de música, mas acho que cada um canta o que quiser e cada ouve se quiser.
BLOG DC: vocês tiveram acesso a música do CFKAPPA antes?
KELSON (TRX): Sim, no dia em que a música iria sair mandaram-nos um áudio, umas horas antes com uma parte do verso dele depois a tarde a música saiu e depois respondemos
Blog DC: Então houve fuga de informação?
KELSON (TRX): Sim houve uma fuga de informação que fez algumas barras do som dele chegarem até nos
BLOG DC: e qual foi a origem do beef, é as dicas do facebook?
KELSON (TRX): Sim, no facebook, nas musicas dele é as coisas que dizia nas pessoas que chegavam sempre até nós. Nós nunca tivemos nada contra ele sempre respeitamos o trabalho dele e ele aparentou sempre respeitar o nosso até começar com essa cena.
 
 
QUEREMOS QUE RESPEITEM O NOSSO ESTILO DE MÚSICA
Blog DC: Há alguma possibilidade de vocês voltarem a ser amigos ou conviver harmoniosamente? Este beef envolve relação pessoal ou é apenas na música?
KELSON (TRX): Isso é rap, nós queremos apenas que respeitem o nosso estilo de música, porque quem vive no Sambizanga e canta sobre armas e drogas, street life, o seu dia-a-dia é real e nós se cantarmos o nosso dia-a-dia, que estamos num bom carro a vestir algo de marca, o nosso rap não tem conteúdo, mas isso não faz sentido.. Cada um canta o que vive, eu cantando o que eu vivo se agrada alguns e a outros não, não faz de mim fake. O CFK tenta vulgarizar o nosso rap e nós não aceitamos isso, ele as vezes recebe mais credito do que ele merecia e ele tem que aceitar que a new school é nossa, isso não envolve nenhuma relação pessoal isso é rap, vamos provar quem é o melhor no mic
Blog DC: Fora este problema qual é a vossa opinião sobre o trabalho do CFK?
KELSON (TRX):  O CFK é um bom rapper, é inteligente, ele canta muito bem tem ideias sólidas e etc, mas tal como ele é bom existem também outros rappers bons e até melhor do que ele, o fanatismo de certos fãs e o apoio incondicional de certos rappers por ele é que vão fazer ele afundar, estão sempre a defendê-lo e estão a tapar o sol com a peneira dizendo que ele ta a ganhar o beef.
CONCLUSÃO
Pese embora já ter tido alguns beefs públicos, aliais é inevitável, quem vive a cultura hip hop não está imune, este blog não incentiva esta pratica porque beneficia uns e acaba com a carreira de outros e na verdade não é isso que se pretende sobretudo quando quem perde é um bom mc ou um bom grupo.
Ficou claro que a TRX quer ser respeitado por aquilo que fazem, independentemente de agradar ou desagradar uns e outros, na mesma conformidade CFKAPPA é livre de expressar a sua opinião, ai está e poderá ser sempre o problema, há quem se identifica com as criticas e não as aceita e uma resposta é sinal de actitude, e hip hop é exactamente isso, na chamada da Carapuça responde que a serve.
CFKAPPA ao recusar-se a responder as nossas perguntas, deu sinal que pretende abster-se de problemas, e a TRX ou pelo menos o Kelson ao não esconder que reconhece o CFKAPPA como um bom e inteligente MC, igualmente deu sinal que não pretendem levar adiante este beef.
PAREM COM ISSO, espero que CONTROL seja a última musica de beefs entre TRX e CFKAPPA, façam o vosso rap como quiserem, ninguém escreveu um manual a explicar como abortar um tema no rap, nem toda a carapuça é para vestir, as jeans e os calçados variam os tamanhos como as pessoas, a uns serve e a outros não, não é porque 34 te serve que vais vestir todas, nem todas são para mim ou para ti.
Peace e mais uma vez PAREM COM ISSO.
DINO CROSS (@dinocross)
 
CFKAPPA
twitter: @cfkappa
facebook: Claudio Fernando Kiala
instagram: @cfkappa
TRX
facebook: https://www.facebook.com/pages/TRX-Music/
soundcloud: trxmusic-1
blog: www.trxmusicrocks.blogspot.com

Célio Py Faz Música Agradecendo Os “Bloggers”… [Baixe Agora]

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Célio Py aka D’Outros Tipos, como ele se intitula… Hoje nos traz a sua mais recente faixa com o tema “Eu Agradeço“. 

Célio Py nessa faixa agradece à todo mundo que lhe tem apoiado focando directamente aos bloggers como: Adérito José, Luther Py, Cenas, Nigga Edi, Tuly Mong, Kratos, Dino Cross & Cognitivo.

Música produzida e masterizada pelo próprio Célio Py na Dirty Swagg Boyz e com uma mensagem que vale à pena ouvir.



Célio Py – Eu Agradeço (Prod. Célio Py)

Gutto apresentou-se no Bellas

O artista angolano Gutto, apresentou-se em concerto quinta-feira 20 de Fevereiro do corrente ano, na Sala 1 do CinePlace do Bellas Shopping em Luanda. Gutto que veio a tornar-se popular na década 1990, na altura em que vivia em Portugal e participou de vários projectos musicais como o clássico RAPublica, Black Company, TPC e outros, para esta apresentação para além da Edmazia, o autor de Debaixo dos lençóis e ser negro, reuniu os seus contemporâneos Boss AC e Big Nelo para consigo partilharem o palco nesta sua nova fase que também é a promocional para o seu novo trabalho. Segundo o que declarou Gutto ao programa BeatBox da Radio Luanda, o público da sua geração a muito que pede o seu regresso aos palcos e a nova geração pouco o conhece, então ha a necessidade de atingir as duas gerações, quanto aos porquês dos convidados por ele escolhido, referindo-se ao Boss Ac e ao Big Nelo, Gutto disse que associado a amizade, talento e admiração, a historia em comum e musicas conjuntas foi o grande motivo, já a Edmazia foi para manter o auto nível de qualidade.
O show aconteceu como a Home Family programou e quem lá esteve gostou, prova evidente de sucesso foi uma casa cheia, dos quais 100 convidados e 400 ingressos comercializados.

Fotos: BeatBox Angola
Texto: Dino Cross