Hip Hop Angola | Hip Hop Moçambique

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Estaremos de volta Brevemente

O team Hipflickz agradece a todos que continuam tendo como referência do hip hop angolano o site http://www.hipflickz.com/ estando no fim a etapa de resolução de problemas que afectaram o site, anunciamos para breve o regresso em grande do funcionamento do site.

Entre os comentários em relação a não actualização do site, descartamos a possibilidade de vir a ser verdade o facto de que os seus fundadores deixaram de ser amigos, muito pelo contrario, estamos mais unidos que o simbolo da Audi. Mas no entanto a preocupação daqueles que perguntam sobre o nosso regresso, daqueles que pacientemente continuam a envia-nos música para publicar, enchem-nos de corajem a persistir nesta ardua tarefa de divulgar o hip hop, tendo que muitas das vezes deixar de ir ver a namorada, ou estudar até mais tarde, porque faltou-nos e falta-nos TEMPO.

É bem verdade que há quem só hoje está a ouvir falar do hipflickz, para este ai vai o nosso historial: O Hipflickz foi criado por três grandes amantes do hip hop angolano, nomeadamente Mico, Brother Ne e Nino, em dezembro de 2002 enquanto assistiam o espetaculo de lançamento do álbum Trincheira de Ideias de McK. Meses depois juntava-se ao colectivo o Dino Cross. A nossa missao tem sido: criar um grupo que exemplifique excelência no hip-hop, encorajando pessoas e comunidades globalmente. “O Hipflickz é uma abertura do hip hop de Cabinda ao Cunene para o resto do mundo”. o nosso slogan é “desenterrar o verdadeiro hip hop” e somos o primeiro site on-line da cultura hip hop angolana.

Sociedade angolana solidariza-se com Pirica

A Sociedade angolana solidariza-se com o guitarrista Pirica Duia que no dia 11 de Novembro sofreu grave acidente na avenida Brasil do qual resultou a amputação da perna esquerda. Pirica como é mais conhecido pertence a Banda Maravilha e nesta altura corre o risco de perder o braço esquerdo o que seria a desgraça total uma vez que deixaria de tocar guitarra que é o seu ganha pão.

Com o único objectivo de angariar fundos para fazer face a um tratamento mais serio fora do pais, realiza-se sexta feira dia 14 de Março o show Pirica no Cine Karl Marxs, um espectáculo que reúne grandes nomes da nossa praça, todos unidos numa causa nobre, Carlos Burity, Yuri da Cunha, Yola Semedo, Matias Damásio, Paul G, Army Squad, Phatar Mak, Big Nelo, Kool Klever, Mamukueno, Calabeto e Maya Cool são nomes que associam o seu dom a esta causa e prometem dar o seu melhor para que esta campanha tenha êxitos.

Familiares, amigos, jornalistas, artistas, etc., com a sua arte ajudam como podem, para este fim estas pessoas PEDEM A SUA AJUDA também, como a união faz a força, está todo mundo convidado a dar mais força a esta campanha COMPRANDO O INGRESSO AO SHOW PIRICA, no valor único de 1500 Kwanzas.

Para os mais generosos e se não for pedir demais, está aberta no Banco Bic uma conta para devolver o sorriso ao amigo Pirica, doe carinho e amor na conta nº 14135476, (em Nome do Francisco Santos, percussionista da Banda Maravilha) não há quantia estipulada e você pode depositar carinho em Kwanzas ou em dólares. Se não tens como ajudar de outra maneira repasse esta mensagem para todos os seus contactos e adiciona o seu nome na lista de apoios abaixo:

APOIOS: RNA, Lac, Rádio Luanda, Rádio Vial, Ministério da Cultura, Minstério dos Petróleos, LS PRODUÇÕES, Salú Gonçalves, Dino Cross, Carlos Burity, Yuri da Cunha, Yola Semedo, Matias Damásio, Paul G, Army Squad, Phatar Mak, Big Nelo, Kool Klever, Mamukueno, Calabeto, Maya Cool,

A satisfação do dever cumprido

DAMA DO BLING, BANG, MARLENE E DUAS CARAS EM ANGOLA
Na foto Dama do Bling e Marlene

A Vina (promotora moçambicana em Luanda) conseguiu trazer para Angola, Duas Caras, Marlene e a Dama do Bling (+ Bailarinas) para show no Moxico e em Luanda. Fiquem atentos que a proxíma semana, vou publicar a reportagens sobre a visita a Angola da Bang Entretenimento e Duas Caras.

na foto DC e DC (Duas Caras e Dino Cross)

Faça aqui o DOWNLOAD de uma das músicas de Duas Caras

As mentiras e as verdades de Azagaia

Certo dia o Joe disse-me “nunca mas escreveste sobre a Cotonete”, e respondi-lhe estou a pensar em entrevistar o Azagaia, “do que esperas pah?…” perguntou-me o amigo responsável pela Cotonete Records. cheguei a casa e resolvi ouvir o disco Babalaze do Azagaia, e admirado com tanto talento e tudo de bom que ouvi no cd, as 00:00 de Domingo, resolvi enviar ao Azagaia esta sms: Mano Azagaia estou a preparar uma entrevista pra ti, mas preciso alguns dados… podes me “e-mailar” ou marcamos um encontro na net? E assim combinamos para as 22 horas. Fui lançando já umas bocas sobre a entrevista na net e na rádio Luanda (big show cidade) enquanto esperava pela hora combinada e as 22h03 minutos, uma sms deixou-me preocupado: “Tó um pouco atrasado mas já to p chegar a casa” era o Azagaia comunicando o atraso. E quando eram 22h51 finalmente começamos a entrevista que resultou no trabalho abaixo:
Azagaia é o pseudónimo artístico do rapper moçambicano Edson da Luz, um jovem universitário, que ganhou popularidade internacional com a polémica em torno da música de sua autoria “as mentiras da verdade”, onde em sua analise faz uma denúncia sobre as mentiras tidas como verdade no seu pais.
O álbum saiu e tem como título Babalaze, lembrando assim o poeta José Craveirinha na obra “Babalaze das Hienas”. Um disco bom de se ouvir e que nos convida a fazer uma reflexão sobre tudo o que nós temos aprendido cá em África, vários dúvidas acabam ficando no ar e acabamo-nos perguntando será verdade tudo em relação a nossa história? Essas e muitas outras perguntas poderás fazer depois de ler a entrevista e ouvir o disco Babalaze.

Texto e fotos: Dino Cross

DINO CROSS – Como foi que começou a cantar? E porquê o nome Azagaia?
Azagaia:
Comecei a cantar por influência de amigos, na brincadeira, estava na oitava classe acho e tinha um pequeno grupo chamado RapKids (hehe), era só rimar, mas eu já lia poesia de José Craveirinha e escrevia os meus poemas também..
bem depois de alguns anos na brincadeira, quando cheguei ao ensino pré-universitário, conheci um amigo que veria a tornar-se no Escudo do nosso grupo Dinastia Bantu, aí é que as coisas tornaram-se mais sérias em 1999 Quanto ao nome… Azagaia Surge porque nós (meu grupo) queriamos uma identidade mais africana do nosso rap, inspirávamo-nos nos Wu Tang Clan naquela altura e queriamos fazer uma Clan mas não inspirada na cultura chinesa como a Wu, mas sim na África nossa terra aí surge a Dinastia (tipo a clan hehe) Bantu, azagaia sendo um instrumento de guerra dos povos bantu, achei que tinha tudo a ver comigo pois espelhava a minha postura combativa no hip hop, e o Escudo vinha completar na defesa, uma dupla perfeita.

DC: Sobre as verdades, que verdades o seu povo desconhece?
Azagaia:
A começar pela nossa história, ela foi escritas pelos vencedores, os que sobreviveram, os protagonistas da propria história é que a escreveram, daí muita coisa foi manipulada a favor destes.
A seguir, temos o nosso dia a dia que é marcado por uma governação não transparente, onde muitos governantes enriquecem no poder de forma não clara acompanhada de vários escandalos e suspeitas fortes de corrupção, depois, as grandes decisões muitas vezes do nosso governo relacionadas conosco povo, são tomadas sem nos consultarem, daí a revolta

DC: Sobre as mentiras, que mentiras te referes?
AZAGAIA:
As mentiras são as aparências, o falso desejo dos muito ricos querem combater a pobreza no seio dos tão pobres, pobreza que eles não sentem portanto desconhecem, mentiras são os acordos que parecem benificiar o povo mas que na realidade beneficiam uma minoria, mentira é essa ilusão de sucesso dos africanos que consiste em pensarmos que desenvolvermos é termos um carro de luxo, joias e mulheres mesmo que estejamos a vender o nosso país e continuamos na realidade pobres.

DC: A tua frontalidade ao cantar é fruto de um exercício efectivo de democracia? Até que ponto respeita-se a liberdade de expressão em Moçambique?
AZAGAIA:
é efectivamente democrático que todos tenham direito a palavra. A frontalidade é do que precisamos, atacar os problemas de frente, sem subterfúgios a liberdade de expressão em Moçambique só existe até começar a por em causa os interesses do poder, o grupo de mais ou menos 15 pessoas que governa os restantes 20 milhões, prova disso é a morte do jornalista Carlos Cardoso e o bancário Siba Siba, e o facto de estarem a proibir a passagem da minha música “Povo no Poder” na Rádio Moçambique como já tinham feito com as “Mentiras da Verdade”

DC: Já teve medo de alguma situação resultado da repercussão da sua música?
AZAGAIA: Não
DC:
E ameaças já teve?
AZAGAIA: Algumas mensagens cobardes deixadas no blog da cotonete, o que recebo mais são sugestões para fazer músicas mais leves

DC: Que Moçambique sonhas para os moçambicanos?
AZAGAIA:
Um Moçambique onde os moçambicanos não sintam medo nem receio de contribuirem com as suas opinões sob pena de perderem seus empregos ou regalias ou mesmo a sua vida ou dos seus, onde os moçambicanos possam contestar uma situação que lhes prejudique sem correrem o risco de serem violentados pela policia, um moçambique onde a justiça funcione para todos e não haja “intocáveis” à cima da lei contra os quais não vale a pena fazer nenhuma acusão pois nunca serão condenados, um moçambique onde os moçambicanos conheçam a sua verdadeira história um moçambique onde as crianças tenham cada vez mais oportunidades de educação, uma educação que lhes permita ter espaço de criar e escolherem as suas verdadeiras vocações um moçambique onde os jovens não tenham, que se aliar a nenhum partido político para conseguir um emprego ou posição confortável na sociedade um Moçambique com uma governção transparente e verdadeiramente democrática.

DC: Que argumentos justifica-se a proibição da música “povo no poder” na rádio Moçambique?
AZAGAIA:
Esta proibição parece não ter argumentos claros, pelo facto de ela não ser oficial, é uma ordem interna a ser cumprida e não questionada, dizem que a música insulta o presidente da república (hehe), os trabalhadores dizem que não querem problemas, receberam ordens superiores para não tocá-la (*)

DC: Babalaze quer dizer ressaca, o que o motivou a dar este título ao teu álbum?
AZAGAIA:
A gravação deste álbum aconteceu num momento de reflexão na minha vida sobre tudo que já tinha vivido até esse ponto, era um momento de ressaca sim e queria partilhar isso com as pessoas que de certeza partilham das mesmas opiniões e chamar os que não concordam comigo à reflexão também.

DC: Fala-me da experiência que foi a participação do Valete no teu álbum?
AZAGAIA:
Foi fenomenal, é sempre um prazer para um artista partilhar ideias com outro que admira, em termos de liricismo a música “Alternativos” levou o cd para outro nível, esta música é um exemplo de união de irmãos de África, e o tema não poderia ser melhor, uma afirmação de nós mesmos, enfim um exemplo a seguir nos PALOPS acredito.

DC: Em relação ao sucesso do teu álbum em Moçambique, estas satisfeito?
AZAGAIA:
Tou sim, é mais do que esperava confesso, ele foi feito num estúdio de qualidade básica, e está a ser ouvido em todo país, o que chateia é o facto de não conseguirmos fazer cds para todos.

DC: Sobre a Cotonete Records como é trabalhar nesta label?
AZAGAIA:
É uma segunda família para mim, ela me acolheu e acreditou em mim e sempre deu-me a liberdade de fazer a música que eu gosto, há muito dinamismo e liberdade de ideias, enfim é fixe

DC: Esta conversa de que o hip hop moçambicano morreu para o pandza(**) o que tens a dizer?
AZAGAIA:
Nada disso. O hip hop sempre teve vivo, o problema é que alguns nomes sonantes do nosso hip hop passaram a fazer pandza por escolha própria e isso criou esse boato, e sendo o pandza uma música mais comercializável tem naturalmente mais espaço, bem os manos do hip hop tiveram uma lição de agressividade no markting também bem acho que há espaço para todos e à cima de tudo o espaço conquista-se, não é dado de bandeja, e isso o pessoal do hip hop esta aprender para poder competir e se afirmar cada vez mais.

DC: Em relação aos mc’s que mudaram para o pandza?
AZAGAIA
: Epa é escolha própria, não os condeno, mas acredito que é sempre melhor quando as pessoas revelam-se e seguem o seu caminho, bom há alguns que talvez nem sabem ao certo o que querem mas o tempo dirá, acho que o pessoal do hip hop não deve dar muita importância a eles e seguir em frente, há muita estrada por caminhar

DC: Tens uma ideia de como estas popular fora de Moçambique?
AZAGAIA:
Uma vaga ideia, algumas pessoas dizem que a minha musica é muito escutada nalguns países da europa, tipo ai em Angola e mais, bem são relatos e eu não sei até que ponto são verdadeiros, mas acredito que há quem curte, não há fumaça sem fogo (hehe).

DC: Que ambições tens para Angola?
AZAGAIA:
Gostaria muito de fazer um show aí, sinto que temos realidades semelhantes e temos muito que partilhar, definitivamente quero conhecer Angola e os rappers daí. E quero que o meu cd seja vendido aí.

DC: Que opinião tens sobre o hip hop angolano? e que mensagem deixas para o povo de Angola e de Moçambique?
AZAGAIA:
Começar por dizer que a música angolana tem muita qualidade, e sobre o hip hop não sei muito, mas o que chega aqui é o mais comercial tipo para se curtir nas festas e tal, algum hip hop mais de consciencialização também chega mas muito pouco, acho que só conheço o MC K. Mas acredito que há muitos outros que talvez não tenham tanto espaço. E as meninas aqui curtem maningue o balanço da música dos Kalibrados e Army Squad (hehe) para Angola e Moçambique acho que deviam fortalecer os laços de irmandade, precisa haver mais intercâmbio de culturas e estratégias de governação, os artistas precisam encontrar-se mais e discutirem ideias, somos povos irmãos e vivemos os mesmos dilemas e partilhamos da mesma herança histórica, a luta pela liberdade, a luta contra a falsa democracia e falta de transparência penso que é igual sem colocar em causa a soberania de cada povo, devemos nos unir e lutar por uma África melhor.

(*)http://aminhavozz.blogspot.com/2008/02/cano-que-no-pode-ser-tocada-na-rdio.html
(**) Pandza é um novo estilo musical em Moçambique, bastante animado como é o Kuduro, e dança-se assemelhando o ragga.

Army Squad vs Kalibrados

ANGOLA – O Show da Army Squad Vs Kalibrados

Army Squad Vs Kalibrados – Esteve em cartaz durante duas semanas a realização de um espectaculo para a última sexta-feira do ano de 2007, no cine Karl Marx, onde de um lado esteve a Army Squad e no outro Os Kalibrados.

Num simples olhar poderíamos entender que trata-se de uma batalha, já que todos sabemos que estes dois grupos têm um beef de se chamar nomes aos pais e tudo.

Os motivos e a forma de como o beef começou é um assunto que já leva inúmeras versões, e sem margem de discussões este foi o grande beef de 2007.

As expectativas para o show eram inúmeras, a cidade esteve agitada como se tratasse de uma partida de basquetebol entre o 1º Agosto vs Petro, após aquele prolongado atraso a que já estamos acostumado.

O Início do Show

Começou o show aproximadamente meia noite, cantando na primeira parte os convidados entre eles Gomez, Zona 5, Killa Hill, Beautifull e Dji Tafinha.

Depois de meia hora começa a grande batalha entre a Army Squad vs Kalibrados tendo como o júri o público.

Na realidade a promoção que se fez em prol do show levou o público a ver as coisas no lado compectitivo.

Assim sendo e neste campo os favoráveis foram a Army Squad transformado assim a sexta-feira 28 em sexta-feira 13 para Os Kalibrados.

Um facto a que todos os artistas presentes chegaram a concluir é que não é salutar para a carreira, a natureza deste género de espectáculos.

Pois esteve patente um enorme descontentamento do público em relação aos Kalibrados, público este que atirava para o palco dos Kalibrados tudo o que pudesse e clamava pela Army Squad.

Houve até cartazes com escritas a favor da Army e contra os Kalibras, com destaque ao que mais rodou o recinto e vendo-se escrito “Nós só queremos tubarão, não queremos caxuxos”.

A grande verdade é que afinal não era exactamente um show de batalha, mas sim um show de reconciliação entre estes grupos.

Um acto louvável até porque Angola vive um clima de paz e nada justifica os desentendimentos, se até o Sebem e o Rei Helder no kuduro já se entenderam, porquê não dar-se a oportunidade ao hip hop angolano?

Se calhar até, trazer de volta o rap doutrora, dos tempos em que todos eram irmãos e faziam as coisas por amor.

O fim do show

O show terminou selando a amizade entre a Army Squad vs Kalibrados e teve o Big Nelo como mediador que usou da palavra para apelar a paz, abraçando Vui Vui de um lado e Sandokan do outro.

Ficou um retrato para historia não antes visto no hip hop angolano.

Em jeito de conselho fica aqui uma palavra para todos os grupos de rap em Angola, vamos procurar criar uma identidade e rosto para o hip hop angolano, o que se faz na america e noutra parte do mundo não deve ser importado para a nossa cultura de modos a evitar contrastes.

Dino Cross – [email protected]

ANGOLA – SSP “Os quatro elementos” juntos outra vez

A amizade falou mais alto

Os bons filhos sempre voltam a casa, a pedido dos fãs Paul G e Kuddy voltam aos SSP para um espectaculo de encerramento de ano. Segundo Big Nelo o espectaculo está a ser programado entre os dias 27 e 28 de Dezembro de 2007.

Depois da experiência positiva que foi o último espectaculo do grupo em Luanda, em que o público foi surpriendido com a presença em palco do Kuddy, desta vez os fãs poderão recordar as coreográfias, os sucessos e as brincadeiras que caracterizaram a carreira dos SSP.

Ficou como promessa a gravação de mais um álbum do grupo SSP (Jeff Brown, Kuddy, Paul G e Big Nelo), logo após o promoção e venda do álbum a solo de Paul G, vamos esperar que isso aconteça de facto, e que a amizade que une os quatro elemento do grupo continue a falar mais alto, principalmente em nome dos 16 anos de hip hop dos SSP, e dai sairem mais e mais albuns.

Parabéns a esta amizade que se reflete em bastante cumplicidade e levará aos palcos a representação de uma parte significante da historia do hip hop angolano.

Por www.hipflickz.com (Dino Cross)

Dzukupandza (Gpro) – Eles foram mal interpretados

Dzukupandza o Beef.


Neste ritmo será normal classificar os artistas moçambicanos de polémicos, depois do “zum zum” do Azagaia, Dama do Bling agora é a vez da “Gpro”, que até ao momento que se publica este artigo estão a ser vitimas de inumeras criticas e ofensas morais públicas, tudo isso ainda em torno da música “Dzukupandza”, onde Duas Caras e Sem Paus, fazem uma critica para os dj’s e à midia no geral por apadrinharem o estilo regional panza, tratando desta forma o hip hop e outros estilos como enteados.

A intenção foi boa mas as reações foram salgadas, artistas do estilo panza responderam a música com beef, e outros foram até mais longe, programas radiofonicos e televisivos proferiram ao seu intender comentários nada saudaveis aos ouvidos da Gpro, houve um programa que preparou uma armadilha e Duas Caras caiu, alias qualquer um poderia ser vitima, quem é que vai duvidar da seriedade e profissionalismo de um programa televisivo? Faltou imparcialidade no programa e Duas Caras foi julgado como se fosse o responsável pela pobreza em África ou o Bin Landen para o Mundo.

Nisso o Mega Júnior aproveitou e diante das camaras ofendeu o “Tio Duas” (como é carinhosamente chamado), está actitude foi tão reprovada que Djo(Gpro) não teve argumentos suficiente para impedir o amigo e parceiro Duas Caras a responder em beef que contraria os principios do grupo, Djo argumentou ainda que “Tio Duas” teve uma actitude intelegente em não responder da mesma maneira na televisão, pois poderia haver crianças a assistir o programa, e a Gpro prima pela boa educação. Mas a resposta foi dada em forum apropriado para o efeito, um beef que hipflickz.com disponibiliza para download.

Entre as reações algumas não falam o nome da Gpro dai que não podemos classificar por falta de certeza, embora que dá para relacionar uma coisa a outra, por exemplo DJ Damost e Danny O.G (rapper agora do panza) usaram e distribuiram aos mais chegados no sábado, dia 27 de Outubro no Coconuts, T-shirts com escritas “estão com inveja”, e nesta mesma discoteca toca a música do N’star com Danny OG onde dizem “Estão a criticar porque se você gosta, a tua mãe gosta, teu pai gosta etc. Etc).

A verdade é só uma, Duas Caras tem se revelado defensor do hip hop moçambicano, que em tempos fora dado por morto por muitos mc’s que abandoram o movimento e converteram-se para o estilo regional panza. Persistem no hip hop Azagaia, Dama do Bling, Três Agah, DRP, 100 paus, Face Oculta, o pessoal da Cotonete Records, Trio Fam uma lista não muito curta, mas também não muito vasta.

Como disse Djo e nós hipflickz.com subscrevemos, a luta não é contra os músicos, é pela diversidade músical, em Angola ja vivemos este problema e de certa forma continuamos a sentir na pele o que é fazer hip hop no verdadeiro sentido da palavra e a maioria preferir ouvir e comprar kizomba ou kuduro, e nas rádios se não for no Big Show Cidade ou Canal Hip Hop não se ouve rap, nem mesmo nas festas.

Vamos fazer hip hop.

Por Dino Cross in Dzukupandza www.hipflickz.com

PRIMEIRA A SEMANA EM MAPUTO

BOM PRA ELES, MAL PARA NÓS

Fazendo uma comparação em relação ao ano passado, pude me aperceber que de lá pra cá os moçambicanos passaram a valorizar mais a sua música, agora toca-se muito “made in mozambique”.

Pela minha analise eles “desmwangolénizaram-se” como prometeram no ano passado se caso em Angola não derem o mesmo tratamento que se dá a música angolana em Moçambique. Em conversa com alguns músicos moçambicanos, fiquei a saber que a midia, os dj’s e os próprios mc’s regionais lutam pela valorização da sua música em Moçambique e no exterior, dai que nas discotecas e nas radios agora consome-se mais o moçambicano.

Isso não quer dizer que está em curso um boicote a música angolana de modo algum, só estão a fazer o mesmo que em Angola têm vindo a fazer a uns três anos pra cá, “Desamericanizar-se”.

O situação começou a ficar complicada sobretudo nesta altura que mc’s angolanos projectam conquistar o mercado moçambicano, mas o mal não é de todo, Os Kalibrados embora que pouco mais ainda toca nas rádio e por conseguinte nas discotecas, agora, quem sobrevive de verdade a crise são os SSP que em todas as estações radiofonicas se ouve diariamente, em testemunho a isso surpreendentemente dia 22 de Outubro a rádio FM 101.4 tocou 5 músicas seguidas, um caso raro e se eles souberem gerir bem a situação poderão continuar a ser os reis da noite como são tratados cá em Moçambique.

Qual deverá então ser a estrategia para voltarmos a ser os donos das pistas?

Por Dino Cross

Gprofam (Mocambique) VS Kalibrados (Angola)

Duas Caras e Sem Paus são mc’s de Moçambique que dispensam apresentações no hip hop game, membros da Gpro Fam, o primeiro grupo de Rap moçambicano a lançar disco e responsáveis pela polemica música pais da marrabenta.

 

Depois de muito tempo separados, os amigos Duas Caras e Sem Paus estão de volta a carga com uma super bomba, a música com o título Dzukupanza, uma critica dirigida aos Dj’s e radialistas que tocam músicas com mais ritimos do que mensagens. A música faz referência a muitos casos moçambicanos e um dos exemplos é a música “Patrão é Patrão” de Mc Roger onde ironicamente Duas Caras afirma que os putos conhecem melhor a letra do que hino da república.

E o quê que os Kalibrados têm haver com isso? A base instrumental da música não parece sample, parece mesmo um plágio da Música “Kalibrados” dos Kalibrados e o coro é qualquer coisa como “Oh oh, oh oh oh o mambo ta muito estranho “, uma evidência clara de uma indirecta, mas pra quem? Será para os Kalibrados?. Se for o caso que motivos teriam para o fazer? Uma vez que existe uma certa “amizade” entre Vui Vui e Duas Caras.

A música esta disponivel para download e todos temos capacidades para interpretar da melhor maneira. Mais uma verdade é que Duas Caras e Sem Paus bifaram, quem não sabemos até porque eles enrolaram no coro, acto que faz da música uma indirecta.Boa escuta.

Duas Caras & Sem Paus – Dzukupanza

By dino Cross in www.hipflickz.com

Hip Hop Angolano e Moçambicano – bem-vindos.

A partir de agora e até onde Deus permitir vou periodicamente publicar, o meu ponto de vista em relação ao hip hop angolano e moçambicano, vou divulgar notícias sobre os dois movimentos  num exercício profissional que a cultura merece.

Por outro lado vou disponíbilizar as minhas mais recentes criações de design gráfico e para finalizar vou recomendar músicas para download gratuitos com autorização ou links para compra.

Já agora, permitam que me apresente, sou o angolano Dino Cross, designer gráfico e jornalista emprestado ao hip hop, faço parte do time http://www.hipflickz.com onde tal como aqui publico cenas sobre o movimento.

As notícias sobre hip hop angolano e moçambicano escritas por mim com certeza estarão em primeira mão publicadas no hipflickz em respeito ao compromisso com a comunidade hip hop, só depois estarão aqui. Como disse no príncipio, aqui é o espaço para o meu ponto de vista.

Vamos lá divulgar este blog/site e enviar músicas e notícias para [email protected] não terei preguiça em disponibiliza-la.

Especial Hip Hop Angola 50 Anos — Kalibrados vs Army

Especial Hip Hop Angola 50 Anos — Kalibrados vs Army Squad Vs Kalibrados

🎧 Mambos Hip Hop da Banda, com DinoCross

Nesta edição especial do podcast Mambos Hip Hop da Banda, celebramos os 50 anos da Independência de Angola com um episódio dedicado à história, à memória e ao impacto do hip hop angolano e lusófono.

Este episódio traz a batalha épica entre Army Squad Vs Kalibrados, destacando suas influências e contribuições para o hip hop angolano.

Ao longo deste especial, abordamos:

• Artistas condecorados com a Medalha dos 50 Anos da Independência

• Factos marcantes do mês de Dezembro na história do hip hop em Angola e Portugal

• O confronto simbólico e cultural Kalibrados vs Army, dois nomes incontornáveis do rap angolano

Este episódio é um registo sonoro essencial para quem acompanha a evolução do hip hop como movimento cultural, social e político.

👉 Clique aqui para ouvir:

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ESPECIAL Hip Hop Angola 50 Anos – Kalibrados vs Army (Áudio)

🎶 Onde ouvir o podcast

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Sem Paus lança «Notas por Notas», o seu primeiro álbum a solo

Sem Paus lança «Notas por Notas», o seu primeiro álbum a solo

O rapper moçambicano Sem Paus lançou oficialmente o álbum «Notas por Notas» no dia 29 de Novembro, em Maputo. O projecto marca uma nova etapa na sua carreira e reforça o seu papel no hip hop nacional.

A apresentação pública decorreu no restaurante Mar à Vista. O lançamento teve também um valor simbólico. «Notas por Notas» é o 100.º álbum editado pela GM Record & Services.

Um álbum que marca uma nova fase

Apesar de ser uma figura conhecida do público há vários anos, este é o primeiro álbum oficial de Sem Paus como artista a solo. Até aqui, o rapper destacou-se sobretudo em projectos colectivos e colaborações.

O disco resulta de um processo longo e exigente. Parte do material inicial perdeu-se devido a um problema técnico. O artista foi obrigado a recomeçar o trabalho quase do zero.

Esse contratempo acabou por influenciar o resultado final. O álbum apresenta uma abordagem mais madura, introspectiva e consciente.

Resiliência e percurso pessoal

Em declarações públicas, Sem Paus descreve «Notas por Notas» como um reflexo das suas vivências pessoais e artísticas. O projecto aborda temas como persistência, recomeço e afirmação individual.

O álbum surge num contexto em que muitos artistas acabam por abandonar trabalhos de longa duração. Neste caso, a conclusão do projecto assume um significado especial.

Ligação ao legado do hip hop moçambicano

Embora seja um trabalho a solo, o álbum mantém uma ligação clara ao percurso colectivo do rapper. Sem Paus integrou a GPro Fam, um dos colectivos mais influentes do rap moçambicano.

Com «Notas por Notas», o artista reforça esse legado. Fá-lo agora com uma linguagem mais pessoal e autónoma.

Onde ouvir e descarregar o álbum

O álbum «Notas por Notas» já se encontra disponível para escuta e download nas principais plataformas digitais. O acesso pode ser feito através do link oficial:

👉 https://ampl.ink/NotasPorNotas

Um lançamento com peso simbólico

Para além do valor artístico, o álbum encerra o ciclo dos 100 lançamentos da GM Record & Services. O marco sublinha o papel da editora no desenvolvimento da música urbana em Moçambique.

Até ao momento, não foram divulgados dados oficiais sobre concertos, vendas ou desempenho em plataformas digitais. Ainda assim, «Notas por Notas» destaca-se como um dos lançamentos mais relevantes do rap moçambicano em 2025.


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