MUSICA PROMOCIONAL DO ALBUM DO KLEVA
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DAMA DO BLING, BANG, MARLENE E DUAS CARAS EM ANGOLANa foto Dama do Bling e Marlene
A Vina (promotora moçambicana em Luanda) conseguiu trazer para Angola, Duas Caras, Marlene e a Dama do Bling (+ Bailarinas) para show no Moxico e em Luanda. Fiquem atentos que a proxíma semana, vou publicar a reportagens sobre a visita a Angola da Bang Entretenimento e Duas Caras.
na foto DC e DC (Duas Caras e Dino Cross)
Faça aqui o DOWNLOAD de uma das músicas de Duas Caras
Certo dia o Joe disse-me “nunca mas escreveste sobre a Cotonete”, e respondi-lhe estou a pensar em entrevistar o Azagaia, “do que esperas pah?…” perguntou-me o amigo responsável pela Cotonete Records. cheguei a casa e resolvi ouvir o disco Babalaze do Azagaia, e admirado com tanto talento e tudo de bom que ouvi no cd, as 00:00 de Domingo, resolvi enviar ao Azagaia esta sms: Mano Azagaia estou a preparar uma entrevista pra ti, mas preciso alguns dados… podes me “e-mailar” ou marcamos um encontro na net? E assim combinamos para as 22 horas. Fui lançando já umas bocas sobre a entrevista na net e na rádio Luanda (big show cidade) enquanto esperava pela hora combinada e as 22h03 minutos, uma sms deixou-me preocupado: “Tó um pouco atrasado mas já to p chegar a casa” era o Azagaia comunicando o atraso. E quando eram 22h51 finalmente começamos a entrevista que resultou no trabalho abaixo:
Azagaia é o pseudónimo artístico do rapper moçambicano Edson da Luz, um jovem universitário, que ganhou popularidade internacional com a polémica em torno da música de sua autoria “as mentiras da verdade”, onde em sua analise faz uma denúncia sobre as mentiras tidas como verdade no seu pais.
O álbum saiu e tem como título Babalaze, lembrando assim o poeta José Craveirinha na obra “Babalaze das Hienas”. Um disco bom de se ouvir e que nos convida a fazer uma reflexão sobre tudo o que nós temos aprendido cá em África, vários dúvidas acabam ficando no ar e acabamo-nos perguntando será verdade tudo em relação a nossa história? Essas e muitas outras perguntas poderás fazer depois de ler a entrevista e ouvir o disco Babalaze.
Texto e fotos: Dino Cross
DINO CROSS – Como foi que começou a cantar? E porquê o nome Azagaia?
Azagaia: Comecei a cantar por influência de amigos, na brincadeira, estava na oitava classe acho e tinha um pequeno grupo chamado RapKids (hehe), era só rimar, mas eu já lia poesia de José Craveirinha e escrevia os meus poemas também..
bem depois de alguns anos na brincadeira, quando cheguei ao ensino pré-universitário, conheci um amigo que veria a tornar-se no Escudo do nosso grupo Dinastia Bantu, aí é que as coisas tornaram-se mais sérias em 1999 Quanto ao nome… Azagaia Surge porque nós (meu grupo) queriamos uma identidade mais africana do nosso rap, inspirávamo-nos nos Wu Tang Clan naquela altura e queriamos fazer uma Clan mas não inspirada na cultura chinesa como a Wu, mas sim na África nossa terra aí surge a Dinastia (tipo a clan hehe) Bantu, azagaia sendo um instrumento de guerra dos povos bantu, achei que tinha tudo a ver comigo pois espelhava a minha postura combativa no hip hop, e o Escudo vinha completar na defesa, uma dupla perfeita.
DC: Sobre as verdades, que verdades o seu povo desconhece?
Azagaia: A começar pela nossa história, ela foi escritas pelos vencedores, os que sobreviveram, os protagonistas da propria história é que a escreveram, daí muita coisa foi manipulada a favor destes.
A seguir, temos o nosso dia a dia que é marcado por uma governação não transparente, onde muitos governantes enriquecem no poder de forma não clara acompanhada de vários escandalos e suspeitas fortes de corrupção, depois, as grandes decisões muitas vezes do nosso governo relacionadas conosco povo, são tomadas sem nos consultarem, daí a revolta
DC: Sobre as mentiras, que mentiras te referes?
AZAGAIA: As mentiras são as aparências, o falso desejo dos muito ricos querem combater a pobreza no seio dos tão pobres, pobreza que eles não sentem portanto desconhecem, mentiras são os acordos que parecem benificiar o povo mas que na realidade beneficiam uma minoria, mentira é essa ilusão de sucesso dos africanos que consiste em pensarmos que desenvolvermos é termos um carro de luxo, joias e mulheres mesmo que estejamos a vender o nosso país e continuamos na realidade pobres.
DC: A tua frontalidade ao cantar é fruto de um exercício efectivo de democracia? Até que ponto respeita-se a liberdade de expressão em Moçambique?
AZAGAIA: é efectivamente democrático que todos tenham direito a palavra. A frontalidade é do que precisamos, atacar os problemas de frente, sem subterfúgios a liberdade de expressão em Moçambique só existe até começar a por em causa os interesses do poder, o grupo de mais ou menos 15 pessoas que governa os restantes 20 milhões, prova disso é a morte do jornalista Carlos Cardoso e o bancário Siba Siba, e o facto de estarem a proibir a passagem da minha música “Povo no Poder” na Rádio Moçambique como já tinham feito com as “Mentiras da Verdade”
DC: Já teve medo de alguma situação resultado da repercussão da sua música?
AZAGAIA: Não
DC: E ameaças já teve?
AZAGAIA: Algumas mensagens cobardes deixadas no blog da cotonete, o que recebo mais são sugestões para fazer músicas mais leves
DC: Que Moçambique sonhas para os moçambicanos?
AZAGAIA: Um Moçambique onde os moçambicanos não sintam medo nem receio de contribuirem com as suas opinões sob pena de perderem seus empregos ou regalias ou mesmo a sua vida ou dos seus, onde os moçambicanos possam contestar uma situação que lhes prejudique sem correrem o risco de serem violentados pela policia, um moçambique onde a justiça funcione para todos e não haja “intocáveis” à cima da lei contra os quais não vale a pena fazer nenhuma acusão pois nunca serão condenados, um moçambique onde os moçambicanos conheçam a sua verdadeira história um moçambique onde as crianças tenham cada vez mais oportunidades de educação, uma educação que lhes permita ter espaço de criar e escolherem as suas verdadeiras vocações um moçambique onde os jovens não tenham, que se aliar a nenhum partido político para conseguir um emprego ou posição confortável na sociedade um Moçambique com uma governção transparente e verdadeiramente democrática.
DC: Que argumentos justifica-se a proibição da música “povo no poder” na rádio Moçambique?
AZAGAIA: Esta proibição parece não ter argumentos claros, pelo facto de ela não ser oficial, é uma ordem interna a ser cumprida e não questionada, dizem que a música insulta o presidente da república (hehe), os trabalhadores dizem que não querem problemas, receberam ordens superiores para não tocá-la (*)
DC: Babalaze quer dizer ressaca, o que o motivou a dar este título ao teu álbum?
AZAGAIA: A gravação deste álbum aconteceu num momento de reflexão na minha vida sobre tudo que já tinha vivido até esse ponto, era um momento de ressaca sim e queria partilhar isso com as pessoas que de certeza partilham das mesmas opiniões e chamar os que não concordam comigo à reflexão também.
DC: Fala-me da experiência que foi a participação do Valete no teu álbum?
AZAGAIA: Foi fenomenal, é sempre um prazer para um artista partilhar ideias com outro que admira, em termos de liricismo a música “Alternativos” levou o cd para outro nível, esta música é um exemplo de união de irmãos de África, e o tema não poderia ser melhor, uma afirmação de nós mesmos, enfim um exemplo a seguir nos PALOPS acredito.
DC: Em relação ao sucesso do teu álbum em Moçambique, estas satisfeito?
AZAGAIA: Tou sim, é mais do que esperava confesso, ele foi feito num estúdio de qualidade básica, e está a ser ouvido em todo país, o que chateia é o facto de não conseguirmos fazer cds para todos.
DC: Sobre a Cotonete Records como é trabalhar nesta label?
AZAGAIA: É uma segunda família para mim, ela me acolheu e acreditou em mim e sempre deu-me a liberdade de fazer a música que eu gosto, há muito dinamismo e liberdade de ideias, enfim é fixe
DC: Esta conversa de que o hip hop moçambicano morreu para o pandza(**) o que tens a dizer?
AZAGAIA: Nada disso. O hip hop sempre teve vivo, o problema é que alguns nomes sonantes do nosso hip hop passaram a fazer pandza por escolha própria e isso criou esse boato, e sendo o pandza uma música mais comercializável tem naturalmente mais espaço, bem os manos do hip hop tiveram uma lição de agressividade no markting também bem acho que há espaço para todos e à cima de tudo o espaço conquista-se, não é dado de bandeja, e isso o pessoal do hip hop esta aprender para poder competir e se afirmar cada vez mais.
DC: Em relação aos mc’s que mudaram para o pandza?
AZAGAIA: Epa é escolha própria, não os condeno, mas acredito que é sempre melhor quando as pessoas revelam-se e seguem o seu caminho, bom há alguns que talvez nem sabem ao certo o que querem mas o tempo dirá, acho que o pessoal do hip hop não deve dar muita importância a eles e seguir em frente, há muita estrada por caminhar
DC: Tens uma ideia de como estas popular fora de Moçambique?
AZAGAIA: Uma vaga ideia, algumas pessoas dizem que a minha musica é muito escutada nalguns países da europa, tipo ai em Angola e mais, bem são relatos e eu não sei até que ponto são verdadeiros, mas acredito que há quem curte, não há fumaça sem fogo (hehe).
DC: Que ambições tens para Angola?
AZAGAIA: Gostaria muito de fazer um show aí, sinto que temos realidades semelhantes e temos muito que partilhar, definitivamente quero conhecer Angola e os rappers daí. E quero que o meu cd seja vendido aí.
DC: Que opinião tens sobre o hip hop angolano? e que mensagem deixas para o povo de Angola e de Moçambique?
AZAGAIA: Começar por dizer que a música angolana tem muita qualidade, e sobre o hip hop não sei muito, mas o que chega aqui é o mais comercial tipo para se curtir nas festas e tal, algum hip hop mais de consciencialização também chega mas muito pouco, acho que só conheço o MC K. Mas acredito que há muitos outros que talvez não tenham tanto espaço. E as meninas aqui curtem maningue o balanço da música dos Kalibrados e Army Squad (hehe) para Angola e Moçambique acho que deviam fortalecer os laços de irmandade, precisa haver mais intercâmbio de culturas e estratégias de governação, os artistas precisam encontrar-se mais e discutirem ideias, somos povos irmãos e vivemos os mesmos dilemas e partilhamos da mesma herança histórica, a luta pela liberdade, a luta contra a falsa democracia e falta de transparência penso que é igual sem colocar em causa a soberania de cada povo, devemos nos unir e lutar por uma África melhor.
(*)http://aminhavozz.blogspot.com/2008/02/cano-que-no-pode-ser-tocada-na-rdio.html
(**) Pandza é um novo estilo musical em Moçambique, bastante animado como é o Kuduro, e dança-se assemelhando o ragga.

A entrevista está ser cozinhada, mas não percam a próxima semana a conversa com Cage One.
Faça o download aqui da musica de Cage One feat Big Nelo Tal puto tal Kota
Quarta-Feira dia 27 de Fevereiro, as 23h:59, leia aqui a entrevista do Azagaia
P: Quem é o Azagaia?
R: É um rapper lusofono que sem problemas, fala tudo o que pensa em relação ao sistema politico do seu pais e por conseguinte em seu disco fez uma analise sobre vários aspectos sociais que se refletem no dia-a-dia do povo não só moçambicano, mas sim Africano.
Uma conversa madura que vale apena ler apartir de quarta-feira dia 27 as 23h:59 neste blog.

No princípio deste ano fomos surpreendidos no revista musical (TPA), na rádio Iclesia e no jornal de angola, com video, musicas e entrevista respectivamente, da Dama do Bling, a moçambicana que dispensa apresentações, (pelo menos neste blog).
Segundo a Vina, a promotora encarregue da carreira artista da Dama do Bling em Angola, o público angolano poderá contar com a participação da artista num show de grande envergadura em meados ou finais de Fevereiro do corrente.
Vamos torcer que isso aconteça de modos a abrir portas para mais artistas moçambicanos brilharem nos palcos de Angola e por conseguinte suavizar a relação cultural entre estes dois países.

Em tempos fui abordado por um amigo e mc da banda que perguntou-me se eu não estaria a exagerar com essa historia de moçambicar o hip hop em Angola e sem resposta convincente na altura e por ser uma questão que também suscita dúvidas a muitos, resolvi em jeito de artigo por em pratos limpos esse assunto que de certa forma já passou a encomodar-me pela forma que sou encarado, até já há mc’s na banda que não me esticam a mão.
Em 2006 o site www.hipflickz.com enviou-me a Moçambique para fazer uma reportagem sobre a cultura hip hop naquelas terras, na altura levava vários discos em mp3 de rap angolano sobretudo aquelas músicas que não passavam na rádio ou aquelas que não eram promovidas o suficiente para chegar ao sucesso, com o objectivo de expandir a nossa cultura além fronteiras de modos a alterar a visão errada que têm em relação a cultura hip hop angolana.
Entrevistei vários grupos em Maputo, que manifestaram o seu descontentamento pelo facto de que a música angolana é bastante consumida em Moçambique e a moçambicana não é em Angola, e que os artistas angolanos são mais bem pagos em Moçambique e não vai nem sequer um artista de Moçambique para Angola.
Pensando baixinho, como angolanos diriamos problemas deles, só que na realidade o problema é bem nosso, porque entrou em curso uma campanha de valorização da música nacional moçambicana, e cada vez mais a angolana vai indo para o espaço, tirando os SSP, Anselmo Ralph, Matias Damasio e Totó o resto simplesmente não existe, e isso só aconteceu porque nós angolanos não estamos preocupados em retribuir quem enriquece a nossa cultura e os nossos bolsos.
Agora quanto a questão inicial a resposta é simples, esta batalha de divulgar o hip hop moçambicano em Angola não é apenas uma actividade minha, mas sim do site www.hipflickz.com ao qual sou membro, inserido num projecto de relações de partilha de cultura.
O engraçado nisso é o facto de que quase todos os mwangolês procura-me para fazer chegar as músicas e videos a Bang Entretenimento, não lembrando-se que a Bang tem vários artistas que gostariam ver as suas músicas divulgadas em Angola e ninguem faz nada para insentivar o “riquinho moçambicano” a voltar a contratar artistas angolanos.
Estes cartazes foram produzidos em 2007, tenciono este ano publicar aqui os mais interessantes e criativos cartazes produzidos em 2008, não apenas com o intuito de mostrar as habilidades criativas, mas sim para publicitar as respectivas actividades, claro que não serão todas, algumas que acredito que merecem a minha divulgação. De uma olhada ai e ja agora convido-te a comentar.
Army Squad Vs Kalibrados – Esteve em cartaz durante duas semanas a realização de um espectaculo para a última sexta-feira do ano de 2007, no cine Karl Marx, onde de um lado esteve a Army Squad e no outro Os Kalibrados.
Num simples olhar poderíamos entender que trata-se de uma batalha, já que todos sabemos que estes dois grupos têm um beef de se chamar nomes aos pais e tudo.
Os motivos e a forma de como o beef começou é um assunto que já leva inúmeras versões, e sem margem de discussões este foi o grande beef de 2007.
As expectativas para o show eram inúmeras, a cidade esteve agitada como se tratasse de uma partida de basquetebol entre o 1º Agosto vs Petro, após aquele prolongado atraso a que já estamos acostumado.
Começou o show aproximadamente meia noite, cantando na primeira parte os convidados entre eles Gomez, Zona 5, Killa Hill, Beautifull e Dji Tafinha.
Depois de meia hora começa a grande batalha entre a Army Squad vs Kalibrados tendo como o júri o público.
Na realidade a promoção que se fez em prol do show levou o público a ver as coisas no lado compectitivo.
Assim sendo e neste campo os favoráveis foram a Army Squad transformado assim a sexta-feira 28 em sexta-feira 13 para Os Kalibrados.
Um facto a que todos os artistas presentes chegaram a concluir é que não é salutar para a carreira, a natureza deste género de espectáculos.
Pois esteve patente um enorme descontentamento do público em relação aos Kalibrados, público este que atirava para o palco dos Kalibrados tudo o que pudesse e clamava pela Army Squad.
Houve até cartazes com escritas a favor da Army e contra os Kalibras, com destaque ao que mais rodou o recinto e vendo-se escrito “Nós só queremos tubarão, não queremos caxuxos”.
A grande verdade é que afinal não era exactamente um show de batalha, mas sim um show de reconciliação entre estes grupos.
Um acto louvável até porque Angola vive um clima de paz e nada justifica os desentendimentos, se até o Sebem e o Rei Helder no kuduro já se entenderam, porquê não dar-se a oportunidade ao hip hop angolano?
Se calhar até, trazer de volta o rap doutrora, dos tempos em que todos eram irmãos e faziam as coisas por amor.
O show terminou selando a amizade entre a Army Squad vs Kalibrados e teve o Big Nelo como mediador que usou da palavra para apelar a paz, abraçando Vui Vui de um lado e Sandokan do outro.
Ficou um retrato para historia não antes visto no hip hop angolano.
Em jeito de conselho fica aqui uma palavra para todos os grupos de rap em Angola, vamos procurar criar uma identidade e rosto para o hip hop angolano, o que se faz na america e noutra parte do mundo não deve ser importado para a nossa cultura de modos a evitar contrastes.
Dino Cross – [email protected]