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Rap Influências com Dino Cross

Rap Influências com Dino Cross (Podcast)

Rap influências com Dino Cross abre a segunda temporada do Podcast Mambos Hip Hop da Banda do site Bantumen, divulgado semanalmente nas principais plataformas digitais.

Seguindo uma ordem cronológica, a cada episódio um convidado contará histórias de cada uma das músicas que o influenciaram a identificar-se com o hip hop.

O podcast é dirigido por Dino Cross, porém, os convidados variam entre Rappers, Produtores, Bloggers, e figuras que tenham relação com a cultura hip hop.

Não é obrigatório que as músicas de referência do Rap Influências sejam dropadas em português, basta que sejam RAP, alias o nome da rubrica diz tudo.

Neste episódio, o podcast trás o anfitrião Dino Cross a fazer as honras da casa numa entrevista conduzida pela jornalista Maria Cassoma.

escute:

Clique Play para escutar

DINO CROSS – MIX HIP HOP (1º EDIÇÃO DO PROGRAMA NA RADIO)

Desde o dia 6 de Fevereiro, passei a estar a frente de um programa de rap na rádio o Mix Hip Hop, o conceito é fazer a ponte entre a venha e a nova escola do rap feito em Português.

Apresentar programa de rádio, é uma experiência nova para mim, mas aceitei o desafio sem receios, porque acredito que a vontade de levar a radio tudo que fazemos no blog e etc, poderá a partida resultar em bom trabalho.

Estarei no ar todos os sábados das 18 as 20 em FM 92.3 para Luanda e em radiosonline.sapo.ao/radio-unia para o resto do mundo via internet.

No último sábado, dia da estreia do programa, tive como convidados o Dj Ritchelly que deu o suporte musical, o reitor da Universidade Hip Hop Claudio Bantu e Kool Klever, que juntos fizeram uma introdução sobre a cultura hip hop, entre as rublicas do programa, foi ao ar o #RapInformação, que é um flash noticioso sobre os rappers da lusofonia, o #PerfildoArtista em que o grande entrevistado foi o CFKAPPA.

Nós acreditamos (minha equipa e eu), que estamos diante de um programa interessante e diferente, mas como a nossa opinião não é valida, aguardamos as vossas criticas e sugestões para melhorar o nosso trabalho.

Bem haja Mix Hip Hop
Escute ou faça download da primeira edição.

Dino Cross – compilação fases do Rap Moçambicano (Download)

Fases do Rap Moçambicano é a compilação que reúne músicas e freestyle que marcaram uma determinada época do hip hop nacional, a ideia é não deixar o tempo ofuscar aquela música que ja brilhou um dia. A selecção do Vol I agora apresentada, foi feita de forma equilibrada, gostaríamos ter conseguido incluir nesta primeira leva algumas músicas quase esquecida pelo tempo, mas alegra-nos dizer que vêm mais volumes por ai e que tarde ou cedo poderemos honrar este compromisso que agora assumimos. 

Participaram deste volume: Gpro (2caras, 100 Paus, 3h), Danny Og, Micro 2, Face Oculta, Dinastia Banthu (Escudo E Azagaia), Iveth, Dama Do Bling, Armadu – Magnezia, A-Small – Estaka Zero, Bala De Prata, Track Records (Kloro, Gina Pepa, A2, Beat Keepa), Suky, Chamil e Gustou, inclui alguns freestyles do tempo do txova, ao que chamamos atenção ao valor documental desta track.


DINO CROSS MIXTAPE FREE DOWNLOAD

Fases do Rap Angolano! FREE DOWNLOAD!!!!
Fases do Rap angolano é a proposta que Dino Cross apresenta em forma de mixtape para dar a entender o percurso que o rap angolano teve nos primeiros anos da sua afirmação. Este é o volume I de III ou IV, e nela constam nomes como SSP, Nelboy das Da Burdha, Simimi Ni Moyo, Coligação Forever, Donna Kelly, Bell B, Girinha, GP, Afrodity, Yong Squad, Esquadrão 8, Big Squad, Grito de Consciência, Hemoglobina, Phathar Mak, Kool Klever, Ikonoklasta, MC K, Gutto, Warrant B, Army Squad, Negro Bue, Heavy C, Man Killa, Kalibrados, Leonardo Wawuti, Jeff Brown, Lizha James, Mr Arssen, Vui Vui, Extremo Signo e The Magic MC.
Parte das músicas são antigas e conhecidas e as outras nem tanta pelo menos pela nova geração de consumidores do rap feito por angolanos, para alem do valor documental esta mixtape torna-se mais interessante pelos remixs e misturas feitas nas músicas.
O critério da selecção musical foi aleatória entre as músicas que marcaram uma época, baixem e divulguem, afinal isso é historia.

FINALMENTE GREEN REVOLUTION NO BLOG DINO CROSS


GREEN REVOLUTION já saiu a um mês e está disponível nos principais blogs de hip hop moçambicano, no perido do lançamento estava para extrear também neste blog, infelizmente compromissos que tiveram prioridade, atrasaram a divulgação da mixtape do Teknik.

Só podemos incentivar a quem ainda não fez download para o fazer já, ouvi e gostei, as linhas e punchlines estão na boca do pessoal que acompanha a cena hip hop em maputo, certamente quem gosta de rap vai gostar da mixtape e para finalizar este texto resta-me dizer que é com orgulho que a divulgo aqui. Dino Cross

Dino Cross – Big Fiesta(música)

Big Fiesta foi um projecto de festas de hip hop coordenada pela Familia Cross, nomeadamente Dino Cross(eu), Esmael Cross, Hugo Cross, e ZIão Cross, entre os anos de 2000-03, na altura era uma das actividades que impulsionavam o rap vulgo comercial, em Angola


Em 2001 fizemos esta música para promover a actividade, fiz loop de uma música de Jeremin Dupri feat Snoop Dogg e convidei Donna Kelly, Simimi Ny Moyo, Phathar Mak, Bob John e Papetchulo para cantar, foi multiplay da semana duas semanas consecutivas no programa FM Expresso de Moises Luis e Kiesse Kelly.


Nunca antes divulgada na internet, (também não existia blogs nem sites de hip hop na altura) hoje resolvi ressuscitar essa música porque acredito ser também um contributo para a constituição de um documentário sobre o hip hop angolano na década 2000.


BIG FIESTA – DINO CROSS feat Simimi, Donna Kelly, Phathar Mak, Bob John, Papetchulo

Duas Caras: Ainda dou carolos nos miúdos quando estou disposto (entrevista)

O verdadeiro Tio Duas is back

Alguns anos depois volto a entrevistar Duas Caras, uma referência obrigatória quando se fala de rap moz, desta vez a pedido de um admirador seu, o jovem Nicolau Gabriel, residente na cidade de Maputo, fã confesso que na sequência de uma publicação que viu do Tio Duas anunciando o lançamento para breve do seu maxi single, teve a surpreendente ideia de fazer uma chamada internacional para mim Dino Cross (que encontro-me em Luanda), para pedir que entrevistasse Duas Caras de formas a conseguir ter mais informações sobre o álbum deste rapper a quem considera inacessível aos fãs.

“- Alô, Dino Cross, cumê tudo nice?

– ya nice e ai, firme?

– deste lado tudo bem, epah viste a publicação de Duas Caras?

– Não. Qual é a cena?

– O mano vai lançar um maxi-single, e como sei que já o entrevistaste uma vez, peço que o faças outra vez, queremos ter mais informações, Duas é maning inacessível, e eu sei que você vai conseguir”

O Nicolau tinha razão, eu consegui entrevistar o Herminio Vicente Chissano, de trinta e tal anos, de nome artístico Duas Caras, e com alguns aka (leia no plural por favor) como Tio Duas, Kara Boss, Mellow, Kara Mellow e alguns outros. Duas Caras é um pseudónimo que advém do facto de que na sua infância era um menino assanhado ou mal comportado na escola e em casa um santinho, é por unanimidade considerado um dos melhores rappers nascido em solo moçambicano, fazendo parte do top 3 na avaliação geral.

Entrevista conduzida por @DinoCross com participação especial de @CenasqueCurto

Blog Dino Cross: – Como te sentes com a atitude deste fã, que ligou para mim a pedir que te entrevistasse?

Duas Caras: Yo é sempre bom saber que há gente do outro lado, atenta ao meus moves, significa que ainda tenho alguma relevância, acho Eu; Agradeço ao pessoal que ligou.

BDC – As faixas que foram saindo depois do álbum Foreva, sentimos que a sua musicalidade foi afectada com a necessidade de estares fresh, quais foram as reações dos teus fãs que se identificam com um duas menos trap mais boom bap?

DC: Depois do Foreva fiquei um pouco vulnerável, confesso, foi uma fase de pouca inspiração, o estúdio da gprO fechara as portas e cada um seguiu o seu rumo.

Nesse meio tempo dediquei me a outras cenas fora da música e só gravei um jam em 2015 que foi “Dinda” e porque sempre choviam chamadas de rappers para fazer uma collabo acabei fazendo algumas das quais até me arrependo.

Foi um time maning estranho pra mim muitas inseguranças, mas passou! em relação a sonoridade eu sempre gramei de experimentar cenas novas mesmo que isso ponha em causa o meu status de legendary rapper, mesmo que perca uma dezena de seguidores, eu não sigo dogmas nem padrões apenas o meu coração e o meu histórico não deixa duvidas, já até fiz pandza (gargalhadas) e os meus fãs infelizmente terão de conviver com isso, é simplesmente como eu sou não ligo para criticas de redes sociais, nem as leio porque só te afectam quando o fazes. Geralmente faço um post e bazo.

BDC: Duas Caras a solo outra vez, quando diz Gpro fechou as portas é a morte da label? 

DC: Gpro ficou para historia nos manuais de uma geração distante, Duas Caras is back com um projecto solo chama-se “o homem que chegava tarde” É um maxi de cinco faixas, é um regresso as origens, o verdadeiro Tio duas.

Cenas Que Curto: Sentes que a GPRO podia ter ido bem mais longe que foi chegar ao status que alguns grupos que alcançaram na Lusofonia? 

DC: Sem duvida bro, a gprO tinha qualidade pra se estabelecer a nível lusófono temos consciência de que a nossa musica chegou muito mais longe do que esperávamos e isso é óptimo, alias  naquela altura era tudo o que importava pra nós, éramos putos mas naturalmente as coisas mudaram a medida que fomos crescendo as necessidades pessoais, os egos, influências de terceiros são quase sempre o motivo da extinção de grandes grupos mas sem drama, colocamos Moçambique no mapa e pavimentamos a estrada pra outras gerações, isso é mais importante.

CQC: Em algum momento não sentiste que o teu talento era muito pequeno para um mercado como o Moçambicano? Achas que a falta de estratégia para alcançar outros mercados (Angola, Portugal…) não levou com que tivesses o teu nome bem mais abaixo, se calhar do merecido, na lista das Lendas do Rap em Português?

DC: Bem, eu não sou maning religioso, mas sou crente ao meu estilo e cada vez mais acredito mais que o trabalho árduo desagua na sorte Infelizmente faltou me alguma tenacidade em momentos cruciais, o diabo testou-me e eu cedi muitas vezes mas it is what it is A loss ain’t a loss is a lesson” Se não cheguei la foi pelas escolhas que fiz mas ainda dou carolos nos miúdos quando estou disposto eles sabem hehe, e os títulos também não me importam muito, na pratica não valem muito, são apenas isso, títulos.

CQC: Que rapper hoje passa a melhor imagem do que achas o ideal para o Rap Moçambicano?

DC: Acho que o Laylizzy e os primos são uma boa projecção de como deveríamos ter sido, eles trabalham muito, em equipa, organizam os próprios shows são seus próprios patrões, gramo disso.

BDC: Na entrevista anterior disse que chegou a interromper o andamento da gravação do Tondjemcee para voltar a Gpro, agora surges com a capa de um projecto novo e com um novo título. Tondjemcee já não sai?

DC: O Tondjemcee será  a minha aposentadoria.

CQC: O que se pode esperar do Tio Duas nos próximos tempos, passagem de testemunho ou dar “gás” a carreira?

DC: Ainda cuspirei por mais 5 anos provavelmente espero lançar o Tondjemcee  e atirar a toalha nesse período.

BDC: Mas para agora, essa capa quer dizer que teremos algo a sair em breve, o que tens a dizer?

DC: Como disse é um regresso as origens. Não tem nenhum trap so Barras de exibição e reflexão. com a previsão de lançamento para o dia 16 de Dezembro.

Retrospectiva 2025

2025 em 55 Minutos

2025 em 55 Minutos é a retrospectiva que conta, sem filtros nem atalhos, o que realmente marcou o ano da cultura hip hop em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Brasil, no programa radiofónico Mix Hip Hop. Mais do que listar acontecimentos, este episódio procura compreender o movimento:

Quem continua de pé, quem está a reinventar-se, quem chegou para ficar e como o hip hop lusófono está a viver esta nova década.

Pela primeira vez, o Mix Hip Hop ouviu intervenientes da cultura hip hop em Angola, Moçambique e Portugal, garantindo uma visão mais coerente, imparcial e profissional da informação — porque a cultura merece ser tratada com rigor e respeito.

Escrito, dirigido, editado e lido por Dino Cross, este episódio reflecte sobre a década de 2010: O início do fim de muitos grupos que consolidaram o hip hop angolano, o surgimento de novos talentos que hoje dominam o panorama, e a grande questão que fica no ar:

Os pioneiros reforçaram a sua presença ou ficaram para trás?

Boom bap ou trap?

Underground ou comercial?

Nova escola, velha escola… ainda fazem sentido estas divisões?

E afinal, o que esteve nos ouvidos dos amantes da cultura hip hop em 2025:

rap tradicional, trap ou drill?

2025 em 55 Min não é apenas uma retrospectiva.

É um retrato honesto do movimento.

E um espelho para o futuro do hip hop lusófono.