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Relembrando a Long Beach

Sobre a chancela da Tome Nota Produções, DJ Damost realizou aos 28 de Maio, no África Bar em Maputo, a festa Long Beach Party para lembrar os bons tempos vividos na década da afirmação do hip hop moçambicano.

Lembrando que Long Beach foi um club que tocava só hip hop, e realizavam aos domingos matinés dançantes, isso entre os anos de 1993 a 1995, e a produção era uma parceria do Zema e com os Rapper Unit, vários nomes nasceram nessa fase entre eles Mr Arsen na altura integrante do grupo Fat Rappers, Simba e muitos outros.

Segundo Dj Damost a ideia da Long Beach party foi trazer de volta este bom momento vivido no hip hop moçambicano, dai que muitos aderiram a festa, os dj’s foram a alma da noite, DJ Beat Keepa, Dj Damost e EPM levaram o publico a um momento de loucura, e como representar hip hop não é só tarefa dos dj’s, alguns mc’s subiram ao palco pra mandar algumas barras, estamos a falar de Mr Arsen, Family G, micro 2 e do angolano Dino Cross, não houve muito tempo para uma reportagem fotográfica, mas acreditamos que as poucas imagens ilustram o momento vivido no África Bar.

Parabéns a Tome Nota Produções por essa iniciativa, esperamos que continue firme na realização de eventos dessa natureza.

Nem tudo é verdade! (Direito de Resposta)

A finalidade deste texto é repor a verdade, um debate sobre a divulgação da música moçambicana, exibido no programa Atracções da TV Record Moçambique, terá sido o incentivo para a elaboração deste artigo respondendo a afirmações de um dos convidados. Foram chamados a intervir Dj Mandito, Fabrício Sabate, Nuno Abdul, Dj Relâmpago e Romeu Pascoal, e estes criticaram o facto de que as rádio em Maputo não divulgam a música local e dão preferência a música internacional.

Muita verdade foi dita, mas não cabe a mim realçar aspectos internos, vou direccionar a minha atenção aos factos que me diz respeito como activista do intercâmbio cultural entre Angola e Moçambique, nem tudo é verdade sobre o que o DJ MANDITO disse – “…Nós temos que fechar, barrar estas músicas, barrar músicos, temos que arranjar uma maneira de tentar fechar, ninguém toca música, em Angola fazem isso, basta saberem que é Moçambique ninguém toca, eles barram, nós temos que ser assim”, ISSO NÃO É VERDADE “… em Angola fazem isso, basta saberem que é Moçambique ninguém toca” É MENTIRA ISSO, não tenho nada pessoal contra o DJ Mandito, nem estou a lançar nenhum “beef”, pelo contrario, é como disse no principio a finalidade é repor a verdade, e repetindo esta afirmação é infundada “… em basta saberem que é Moçambique ninguém toca” deixa dizer que de facto a música da Júlia Duarte foi bem recebida em Luanda e os ouvintes da Rádio Luanda chegaram a pensar que fosse a Yola Semedo ou a Ary a interpretar, isso porque o Almir Agria (ex-radialista da Rádio Luanda), enquanto tocava a música da Júlia Duarte, fez um concurso no seu programa a perguntar quem canta, é natural que os ouvintes confundam os artistas sobretudo quando não conhecem o interprete, a ideia foi mesmo promover a música, tal como a Júlia Duarte, também aconteceu o mesmo com a Dama do Bling onde os ouvintes até ligavam a pedir as músicas e sem medo de errar encerrou 2010 a tocar todos os dias na Rádio Luanda. A verdade é que não toca música moçambicana em Luanda como a angolana toca em Moçambique, mas toca, muito pouco mas toca, quem tiver dúvida pergunte ao Imo Cabir se ele não ouve “Damas do Hi5” nas rádio de Luanda, o Afonso Quintas não toca a música da Lizha James, mas a minha questão aqui não é se toca ou não toca, mas sim as as afirmações do DJ Mandito que não correspondem com a verdade.

A divulgação da música regional nas rádios não é só um problema em Moçambique, diz-se muito que em Maputo prefere-se a música angolana em detrimento da música moçambicana, em Angola vive-se a mesma situação, a música local toca em menos percentagem que a Cabo-verdiana e Brasileira e quando toca muito a angolana, o artista provavelmente entrou em acordo com os radialistas (infelizmente isso é uma realidade não só em Angola mas também em muitos outros países onde o mercado musical gera muitas receitas).

Há 10 anos atrás haviam muitos debates sobre a valorização da música angolana, não tendo efeitos positivos, os artistas procuraram perceber o que há na música cabo-verdiana que agrada mais aos angolanos em relação a sua própria música, dai investiu-se em fazer música que tenham o mesmo nível de aceitação, surgiram fenómenos que revolucionaram a industria musical angolana e internacional “a tarraxinha, o kuduro com rima e actualmente o novo semba” quanto a divulgação o meio usado não foi a rádio, mas sim os candongueiros (chapas em Moçambique), quer dizer o sucesso começava nas ruas e as rádio depois não tinham alternativa, tinham que tocar, porque os ouvintes pedem. Os candongueiros em Angola são o principal meio de transporte, os artistas oferecem as suas músicas que acabam sendo divulgadas todos os dias durante a viagem e chegam mais rápido ao público. A música windeck ganhou vida usando o recurso Bluetooth dos telemóveis e são essas as alternativas em pratica actualmente. É bem verdade que esta pratica pode não funcionar correctamente em Moçambique, mas o facto é que em Angola nunca se fechou a porta para a música cabo-verdiana e brasileira, aprendeu-se a conviver com ela, não agrada a todos mas Jhonny Ramos e Nelson Freitas ainda são encosto para muitos artistas angolanos que justiçam o insucesso no sucesso dos artistas que dedicam-se em apresentar um bom trabalho.

Estes são os factos, ninguém em Angola tem indisposições em relação a música moçambicana, artistas como a Lizha James, Dama do Bling, Mc Roger, Neyma, Duas Caras, Azagaia, tem o mérito reconhecido em Angola e discos como da gprO, G2, Iveth, Dama do Bling e Azagaia foram comercializados e bem aceites em Angola.

Dino Cross

DYGO BOY – O QUE NINGUÉM ANTES PERGUNTOU

DYGO BOY

Numa destas sextas feiras do mês de Maio, apetecia-me ouvir rap, um rap assim com atitude e ao deslocar-me ao espaço Bahia no carro o disco que chamou-me atenção foi o “WE RUN MAPUTO” dos Magnezias, um álbum nada tímido, lembrei-me de como foi a fabulosa actuação deles no show do DJ Dabo no africa bar, e de música em música no cd a track 5 dava-me inspiração para fazer freestyle, gostei da vibe, mas a música com o titulo One incentivou-me a ligar para o Dygo Boy para fazermos esta entrevista que varias vezes a tentarmos marcar e como haviam muitos desencontros virtuais, num domingo destes de Junho encontramo-nos no facebook e aproveitamos a ocasião e o resultado é este:

Dino Cross (Texto)

Fotos: cedidas pelo entrevistado

BLOG: É notável o teu empenho em prol do hip hop, quem é afinal o Dygo boy?

Dygo Boy: Dygo Boy é um jovem que nasceu no bairro da Coop periferias da cidade de Maputo (Moçambique) onde é predominante o flor rap nas alturas de 1999 2000, entrei para a 360 graus, onde comecei a carreira como mc subindo palcos do tchova com rappers que no momento surgiam na praça.

BLOG: – E como surge os Magnezias?

DB: Magnezias surge em 2004 com membros de um grupo de rap street chamado B.O.C., (Masta Bad, Carbono, 3H, Denny O.G, Dynomite) eu como era dupla do dynomite, crescemos na mesmo zona, sempre fomos amigos, desde a infância, B.O.C. sempre via a minha presença, atitude e skill, convidaram a mim juntamente com o Bala de Prata para fazer parte de um grupo que veio a se chamar Magnezia, praticamente jovens de diferentes bairros, mas todos amantes de rap street, rap das ruas mesmo , nada de fofoquices e amores, é mesmo rap do bloco como se diz.

BLOG: Falou sobre a sua amizade de infância com Dinomite, o afastamento dele dos magnezias comprometeu a vossa amizade?

DB: Dyno é meu irmão, eu faço de tudo para nunca misturar amizade e o negócios, eu sou fiel a Dyno até a morte, crescemos como família e até hoje somos família, minha amizade com Dyno está intacta, nós antes do seu afastamento sentamos e pusemos as ideas em pratos limpos, ele tinha ambições no momento e eu tinha que respeitar e apoiar a isso como irmão, então negócios a parte e amizade a parte, Dyno é magnezia “4life”, ele ajudou a montar os blocos para o prédio crescer foi um dos arquitectos, apenas divergências de ideias dos demais membros e ai preferiu afastar-se e respeito isso dele “we good”

BLOG: Como tu defines os Magnezias? um grupo de rap? uma label? o que é exactamente os Magnezias?

DB: Primeiro antes de business é uma Family nós tratamos isto com lealdade, Magnezia foi registrada como empresa, dentro da Magnezia, tem Magnezia grupo musical, Magnezia Clothing Line que começou com camisetes , agora novos artigos, a Label Magnezia tem agora artistas para lançar como último nível , Tek solo, Hawayu solo, então é uma empresa que usamos o nome para fazer um bocado de tudo, show, roupa, música, vídeos, agenciamentos, mercado independente, temos de beneficiar de tudo. – acrescentou

BLOG: Onde Dygo Boy é? O que é o Dygo Boy dentro dos Magnezias?

DB: Ceo sou da último Nivel juntamente com carbono, nossa idea, nosso investimento, nossos contactos e tudo mais, a decisão final cabe ao carbono e a mim, na Magnezia sou o membro que cuida da imagem, CEO é Carbono e 3H, mas 3H em 2009-2010 teve de dar uma pausa para o grandioso retorno da gprO, então ficamos mesmo nós os 2, eu e o Carbobo a tomar conta da vasta equipe, neste momento Carbono e Dygo gerem o grupo, mas na Magnezia eu sou mais um membro que cuida da imagem, e relações publicas do grupo, normalmente dizem que me saliento mais pela energia e por acreditar no que a gente faz, porque a gente trabalha muito mesmo, não descansamos nem relaxamos é “work” é muito “work” mesmo.

Blog: É possivel Magnezias sem Dygo Boy?

DB: hehehehe… bem, isso cabe aos demais membros e fãs a decidirem, eu por mim diria que seria algo diferente sem mim, porque comigo é que vem aquela presença agressividade no marketing agora sem mim seria so vendo, eu sei o quanto contribuo para o grupo, dou 100 por cento e mais algum, luto pelos nossos ideais e me entrego pelo que ajudei a criar, então Dygo Boy = Magnezia, sou soldado da taem, amo o que faço, amo o que ajudei a criar e estou aqui para ficar se depender de mim não saiu mesmo

Blog: E o que se pode esperar dos Magnezias futuramente?

DB: bem, desde 2004 até 2010, nós, todos estes anos só evoluímos e mostramos seriedade no hip hop, em alturas que mc’s estavam no guarda-fato, nós continuamos a fazer isso, então planos da Magnezia é por a bandeira de Moçambique no patamar internacional, a gprO o fez, a cotonete também, nós queremos seguir esse rumo, já somos famosos a nível dos palopes ja recebemos telefonemas de labels de Portugal, Angola, África do Sul, isso é gratificante e o movimento não pode parar agora, entao mais gás, mais músicas, mais shows, solidificar a label, neste momento com Hawayu na label, queremos um patamar mais comercial, pop, passadas, etc então sempre a subir, queremos ser a futura rocafella, mais karga mesmo

BLOG: Como vocês são vistos dentro do hip hop moz?

DB: Eu acho que sem Magnezia o rap independente estaria fraco demais, porque da nova geração só nós é que não temos medo de tentar, tens old school labels que sempre estiveram ON, mas sem nós a nova geração do rap não seria respeitada porque ninguém acredita neles, é raro apanhares old school rappers a misturarem-se com novos rapers, raro mesmo, então nós somos a ponte do old e new school independente, nós mostramos que podes conseguir ser respeitado, Magnezia é simbolo de trabalho em equipe, sem nós o rap street não estaria a ser valorizado, mcs fazem muita musica para ter atenção e raramente fazem o que querem de coração, fazem para estar no palco para estar na tv e na rádio nós fazemos o que as ruas e massas ouvem, street rap.

Perguntas que nunca ninguém teve coragem de fazer:

BLOG: Porquê muitos acham que Dygo boy é arrogante e com isso está a afundar os Magnezias?

DB: bem isso são aqueles cantores que não tem onde cair, eu de natureza sou muito confidente, demais, se sei que somos capazes e provamos que somos capazes, eu digo de cara que sim, isso doi a muitos que não são capazes, agora eu na minha team sou um dos mais novos 3H, Carbono, dynomite, fabio etc, todos são mais velhos que eu, não seriam parvos me chamarem para um sitio, eu estragar e eles assistirem e deixarem, então isso são papo de djelous e artistas sem visão, tem mais tempo para assistir o dynomite que trabalhar, eu pergunto: 6 anos e magnezia está onde está, se tivesse eu a estragar porquê não me mandam embora? se de facto estou a estragar, porquê não mandam embora? se eles e que me meteram! e porquê não perguntam aos membros do grupo o que sentem em relação a isso? porquê só falam e ninguém da Magnezia comenta sobre isso? acho mais, bate boca de gente , é normal

BLOG: Porque o chamam de filhinho de papai e mamãe?

DB: bem eu sou filho de alguém hehehe isso todos somos (humorizando), olha é assim minha familia tem 3 dirigentes e figuras públicas em Moçambique de renome, minha tia foi ministra das financas, vice ministra e primeira ministra, minha mãe é ministra da função pública, meu tio vice ministro, então isso automaticamente trás aos djealous ideas de bla bla, nao podemos todos nascer iguais eu tenho orgulho da familia que tenho e agradeço a Deus por terem me educado e preparado para o mundo como fizeram, então eu sou isso mesmo, filho de uma boa familia com orgulho e graças a Deus

(A pergunta a seguir levou 27minutos a ser respondida)

BLOG: porque associam o facto de os teus pais terem posses com as suas actitudes? Consideras te egocêntrico?

DB: é assim mano, eu sou muito directo e muita das vezes intepretam mal, minha familia não tem nada haver com a minha carreira, eles associam isso pelo facto de eu talvez ter algo a mais que os outros, Dygo é Dygo, em casa eu sou o Hugo, filho, na música eu sou o Dygo o caracter que criei com o meu merito e meu esforço, minha familia não tem nada com isso, agora as pessoas que isso falam, falam porque vêm Dygo a vencer, logo só podem tentar arranjar uma desculpa, Dygo ganha sempre porque tem dinheiro ou porque tem familia, olha Carbono também tem familia no governo, Kuvas também tem e não associam-lhes assim porque não sabem, mas de mim sabem, por isso mencionam é tudo djealous djoni hehe, eu amo rap e não paro para distrações, faço por love e faço bem.

BLOG: Mudando de assunto, Qual é a responsabilidade que carregas na costas em prol do rap moz.

DB: Promotor eu diria isso, ajudo a desenvolver, sou um jovem com muito feeling e não gosto de ver mc’s na sombra da bananeira pensando que já são algo, nunca basta, eu promovo o rap nacional.

BLOG: Se pudesses mudar algo no rumo do rap moz o que mudarias?

DB: Mudaria o egoismo, há muito egoismo mc’s não conseguem admitir que gostam do trabalho do outro, então mais união, falta união, há muito egoismo só querem estar lado-a-lado de quem está no top no momento, o resto e só falsidade associam-se com interesses.

BLOG: Qual é o feedback que tens sobre o rap feito em moz na diaspora?

DB: mano sem querer por meu pais em cima neste momento rap moz ta no seu aús, we the best 2009-2010, moz está andar Magnezia, gprO, Cotonete, Tri Fam voltou em grande e muitos novos grupos temos Slim Nigga, Hernani, Laylow, D-Lon, Impro, artistas que se destacaram bem, dj dabo, mais karga em conjunto

BLOG: Tens muitos BEEfs?

DB: naaaaaaaa… Dygo naaa, tem muitos haters mas beefs naaa, Raio X, foi algo do momento com meu grupo, agora eu como solo naaaa, tenho é muitos invejosos e tou ciente disso, eu não perco time para beefar man, não é minha cena

BLOG: rapers a fazerem pandza encomoda-te?

DB: bem é assim, eu levo o pandza como uma música criada por jovens com muito talento e moçambicana, agora o que me encomoda é tu dizeres que és mais mc que muitos que fazem rap enquanto fizeste rap e já não estas a fazer. Tu vais fazes pandza e nessa altura surge um novo mc por exemplo, um Dygo e depois o que faz pandza vem e diz que é mc e aquele Dygo não é nada, não! Demostra, Eu não faço outros géneros, mc apenas rap, muitos gajos sujaram o nome do pandza porque só queriam mola, era um genero que predominou, então é frustrante nós a batalharmos pelo rap e alguem vir e dizer que rap não é nada, pandza e que da dinheiro, quando rap volta ele também volta e diz que rap eu sempre fiz e faço melhor que muitos mas agora mc’s ventania não, não concordo.

BLOG: Imitar americanos e traduzir letras o q te diz?

DB: frustrame, então não podemos exagerar e não ser originais

BLOG: ja presenciou uma situação em Moz onde traduziu-se uma letra ou punchline?

DB: já varias, nos damos shows a 7 anos, mais de 30 shows dados por nós e nós damos opurtunidades a muito rappers de mostrar trabalho, então ja ví muitos rappers a traduzirem linhas do Eminem, Lil Wayne, Drake, mesmo do hernani, 2 caras mas é assim… quando isso acontece ai é que vez o impacto do nosso rap, se alguem repete o que o Hernani ou Karaboss disse, eu gramo é gratificante, vê-se que estão a consumior moz, mas agora, emitar versos de Wayne, Drakes: epá isso é ser mesmo fotocopia, já imitamos estilo de ser e tal, letras não, seja criativo.

BLOG: Qual é o teu top 5 de mc’s Moçambicano?

DB: 5-azagaia, 4-asmall 3-real vice, 2- Flash, 1- Karaboss

BLOG: top 5 da lusofonia?

DB: 5-Dji Tafinha 4-Bonus, 3-karaboss, 2- valete 1- sam the kid, se perguntares da nova geração, cfkappa rebenta todos, CFKappa é o futuro, tiro chapeu para ele sem exitar, CFKappa is the truth.

BLOG: O que tu achas importante as pessoas saber sobre ti?

DB: bem deveriam saber que Dygo é um jovem que luta pela cultura hip hop em moz e sempre vou o fazer de coração aberto, queria aqui aproveitar dizer que hip hop lusofono depende de cada um de nós, menos beefs, menos inveja e mais trabalho, o que a gprO, Valete, Sam the kid, Kid mc, kalibrados fazem deve nos inspirar, vamos la por mão na massa e trabalhar com muita força, Magnezia é minha familia e eu a mobilia da casa.

Eu dou maning gás pela união da nova geração de hip hop e a old school, eu luto por isso a anos, nao tenho vergonha de me juntar a um new cat, porque o futuro do rap ta com eles. Epah, magnezia montei tudo desde imagens, shows, videos, songs, os 2 cds ajudei rappers como Slim Nigga, LW, LCD, Young Sixties a surgir.

PERFIL

Nome: Hugo Diogo Mendonça

Idade: 25 anos

O que mais ouve em casa: oiço mais house music e rap moz

Perfume: Polo Ralph Louren

Mc preferido: B.I.G. / 2Caras

Estado civil: não respondeu

Ocupação: gestor de segmentos do bci

O que mais gosta nas pessoas: gosto de sinceridade

O que menos gostas: odeio falabaratos (mentirosos)

Moçambique: Moçambique é meu espirito é o que respiro

Estuda: estudei em cape town, graduei-me no ano de 2008 em marketing comercial

Dança passada (Kizomba): Passada danço muito bem , sou fan de nelson freitas

Politica: politica não gosto porque vejo como familiares meus sofrem e nao têm, muito tempo para a familia.

OBRIGADO !!!

A Campanha Gpro Friends Angola é uma coordenação conjunta dos blogs Luso Hip hop e Blog Dino Cross, direccionada a amigos do rap lusofono em particular aos amigos da gprO em Angola.
No dia 28 de Maio fez-se a primeira venda pública do álbum na Linha da Frente, no Espaço Bahia em Luanda e os gprO Friends tiveram a oportunidade de adquirir o seu exemplar original.
A primeira fase da campanha foi uma actividade árdua ao qual envolveu-se divulgação em algumas estações de rádio e nos demais blogs de hip hop, chegou o momento de agradecer a todos que deram e continuam a dar suporte a esta iniciativa, não vamos adiantar nomes para não ofendermos a quem tenha ajudado e por erro humano nos esquecermos de mencionar, mas o pessoal sabe quem são.
Esta fase está quase concluída, o saldo é positivo, pois 85% dos discos foram distribuídos, os restantes outros discos serão entregues ao domicilio, para isso quem ainda não teve a oportunidade de adquirir o disco na Linha da Frente é só Ligar 923592486 e fique relaxado em casa que a nossa equipa vai ter consigo.
Criamos no facebook a comunidade gprO Friends Angola, todos os gprO Friends em Angola estão convidados a aderir, para que estejam sempre na Linha da Frente quanto a actividades e produtos gprO, falando em gprO, reservamos uma surpresa para todos os amigos em Angola, fiquem Ligados que em breve teremos novidades.

gprO reune amigos

A gprO conseguiu reunir amigos na venda do Álbum na Linha da Frente.

Depois de uma exaustiva campanha para a divulgação do Album na Linha da Frente, usando as mais inteligentes ferramentas e estractegias de Marketing, dia 8 foi de certeza o dia do juizo final, acreditamos q na noite antecedente os gprOs nao apanharam sono devido a tamanha ansiedade, mas qual rocha, qual heater o que, diz o ditado que o bem vence sempre o mal e assim foi, as pessoas de bem, aquelas pessoas que não fica bem os chamar de fãs, que carinhosamente são tratados por gprO Friends aderiram em massa e provaram a todos que é possivel sim valorizar o trabalho daqueles que dedicam o seu tempo em nos proporcionar boa música.

Também é verdade que muitos não conseguiram passar por lá por causa dos efeitos do dia do homem e por causa da crise economica, nos ausentes, falta vermelha para as figuras públicas, sobretudo as da classe artistica que não conseguiram dar aquela força, aquele abraço de irmão, mas ainda sim foi uma festa, a confirmação foi o ambiente colorido vivido na after party no Ice lounge.

NOVIDADE PARA ANGOLA

Os gprO Friends de Angola podem respirar aliviados, não precisam pedir a ninguem para enviar o disco por e-mail, os blog’s lusohiphop e blog Dino Cross já pensaram na necessidade que ter o disco da gprO, então apartir de agora começamos a marcha para o dia da venda do álbum em Angola, que será ainda neste mês e em duas actividades, última sexta-feira do mês e no show da Masta K produções dia 30 de Maio no Elinga Teatro. não perca tempo e reserve já o seu exemplar original , envie SMS para 923592486 ou 923561673 com o texto: reserva gprO, em seguida o seu nome. ex.: “reserva gprO, Jacinto”.

Desta forma a nação hip hop começa tornar-se mais forte, dê o seu contributo.

BEEFS DA BANDA

New Crew acusa Heavy C de roubo
New Crew tem no mercado um disco, e recentemente apresentou o single promocional do segundo álbum aqui neste blog, inicialmente composto por Big Hernâni actual X da Questão, Jorge o Rei da Selva e Dela Hélio, actualmente o grupo conta com novo elemento, o Nucho FAT e sem o Big Hernâni, neste momento em fase de acabamento do novo disco.

Acusam o Heavy C de os ter roubado uma música, o que se passou afinal? Segundo a New Crew eles pagaram ao Heavy C pela produção da música, pela participação e pela sua deslocação ao estúdio para gravar e este foi dando voltas e voltas e não chegou a lado nenhum, para alem de produzir a música.

Qual foi a surpresa da New Crew, Heavy C lança disco, e a primeira música tem o mesmo instrumental que lhes fora vendido pelo próprio Heavy C, o grupo ficou bastante indignado, afinal pagaram produção+participação+deslocação e foi igual a deslealdade.

Não há diss tracks, mais preocupados com o que os poderão vir a chamar, tanto nas rádios como nas ruas, caso metam a música com o mesmo instrumental no disco, uma vez que, embora Heavy C tenha produzido para New Crew, saiu primeiro a público no seu álbum, o grupo lesado resolveu recorrer ao espaço “Dicas e Dicas” do programa radiofónico Kialumingo, apresentado por Salú Gonçalves afim de repor a verdade.

Dicas e Dicas falou sobre o assunto duas vezes e prometeu meter frente a frente a New Crew e o Heavy C, assim que este último chegasse de Moçambique, local em que se encontrava na altura da acusação em shows.

O Show do Heavy C em Moçambique já aconteceu faz tempo, e posto em Luanda a caminho de duas semanas, e nenhum pronunciamento do Heavy C sobre o assunto no Dicas e Dicas, ficamos a saber que o mesmo ao falar num programa de rádio chegou a afirmar que a New Crew tem inveja do seu sucesso e dar estar a inventar conversa.

Em reacção a isto fomos procurados por “Jorge o Rei da Selva” um dos membros da New Crew que resolveu contar-nos tudo o que se passa, e em seguida vão gravar uma entrevista para o programa alto nível de Miguel Neto e no dia 27 de Setembro quem estiver sintonizado à Lac no programa RC poderá ouvi-los a falar sobre o assunto.

Normalmente quem acusa tem de provar que está certo, e a prova será a música de Heavy C VS música da New Crew, que deverão ficar disponíveis aqui no blog após a mistura do Elliei na música da New Crew.

É feio não dar oportunidade ao acusado de se responder, diz o ditado, assim sendo procuramos Heavy C por telefone para falarmos disso e de como foi o seu show em Moçambique, “Dino Cross, liga-me daqui a três horas, vamos nos escontrar e falar”, “Alô Dino, qual é o assunto mesmo?, muitas preocupações e tal, dá-me uns 30 minutos e ligo-te já ya” – disse Heavy C no primeiro e no segundo contacto respectivamente.

Vamos esperar para saber no que isso vai dar, a ideia aqui é informar, gostamos de beefs mais não estamos aqui para por lenha na fogueira, o blog particularmente é imparcial, dando oportunidade de resposta ao Heavy C, caso o interesse deverá ligar para o +244923592486

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DJI TAFINHA RESPONDE A BEEFS DE KID MC

DJI TAFINHA declarou-nos hoje que a sua última música posta a circular é sim a confirmação da existência de um entre ele e KID MC, Tafinha que não deu voltas a falar sobre o assunto abertamente esclareceu que tem escutado provocação indireitas de KID MC e não respondeu por nunca ter tido a certeza que eram direccionadas a ele, coisa essa que veio a mudar quando escutou o single promocional da mixtape BREVES CONSIDERAÇÕES de KID MC.

Tafinha afirma que quando KID MC diz “Ouço bocas de hardcore, se talento fosse cor, tu serias incolor“, na música furiosidade é sem dúvida um beef direccionado a ele, uma vez que sabe-se que o último album de DJI TAFINHA tel como título de capa “HARDCORE”, e diz ainda que seria conscidência demais ser apenas uma dica, já que na música breves considerações, Kid MC diz “Uns são comerciais no verão e hardcore no inverso” relatando que DJI Tafinha no ano passado lançou dois discos, sendo o último o Hardocore como dissemos anteriormente.

Procuramos por KID MC ao telefone (ligamos 6 vezes) até ao momento em que escrevemos este texto e não obtivemos nenhuma resposta, naturalmente se KID MC se tiver algum comentário a respeito pode usar o 923592486.

Faça Download e escute as duas musicas de KID MC e o novo som de DJI TAFINHA, não esqueçam de deixar os vossos comentarios no espaço “xuta ai o teu recado”, e não deixe de votar na pesquisa “Quem ganha este Beef”

DJI TAFINHA – RELATORIO – DOWNLOAD
KID MC – FURIOSIDADE & BREVES CONSIDERAÇÕES – DOWNLOAD
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BEEFS DE MOZ
MICRO 2 VS LCD
Faz duas semanas que fala-se muita nas rádios e nas ruas de Maputo o beef entre Micro 2 e LCD, poucos são os argumentos para alimentamos esta noticia mais podemos afirmar que a diss tracks e se formos a julgar pela preferência do público os LCD estão mal, maioritariamente os comentarios recaem a favor dos micro 2.
façam o download das tracks e cheguem a uma conclusão e não esqueçam de votar no espaço “Quem ganha este beef”
LCD – PAPI desculpa MICRO 2 – download
MICRO 2 – pediram um beef tomem um boy – download

Duas Caras de volta a Gpro

A Gpro avisou que Duas Caras iria voltar mais pelos vistos muitos não escutaram, pois bem ai está o Duas Caras de volta a casa, e desta vez para ficar, empalhem a mensagem, Sábado no África Bar, Duas Caras o KARABOSS ao vivo com a banda Ndyango. Convidados: -3H; -G2; -Azagaia; -Iveth e -Trio Fam Bilhetes a venda na Garagem (Loja Cotonete) a 150MT e no Local a 200MT .

 

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dino cross
Muitas musicas de muitos projectos chegaram a nós para fazer podermos partilhar com todos os leitores do blog, e sem muitos blá blás, ai estão disponiveis para download.
Sorge Na Hood – DOWNLOAD

Ace Nells – Não presto – DOWNLOAD
ell P – hate on me – DOWNLOAD
IVETH – AMIGA REMIX – DOWNLOAD
DJ Dabo – Apresenta Pedegrees – respeitem os gordos final ( DJ Dabo Mixtape) (download)
DJ Dabo Ft Bilimbao & Christal & Law Low & k9 – Sou um Rap Star (Download)
DJ Dabo Ft k9,Dygo Boy,Dice,Hernani,RoldB,ImprO – Ninguem m abusa ( the video edition) (Download)
Pedgress Ft F-Cash and Regulo (DJ Dabo Mixtape) (Download)

HIP HOP NOTICIARIO

O blog está de volta a novidades

Depois de duas semanas ausente do pais por motivos pessoais, estamos de volta ao nosso percurso normal, é importante salientar que algumas das noticias aqui apresentadas já perderam actualidade, mais não deixeram de ser de interesse público, vamos a eles.

VUI VUI com MAFIA KING

“Ele é o Vui”, nada deixou-me mais feliz com o telefonema do Vui Vui a permitir a divulgação de uma track da sua mixtape Mafia King, mas como eu não podia deixar os leitores com curiosidade até porque este kalibrado tem rimas e dicas zangadas, roubei do lusohiphop mais duas músicas que ficam desde ja disponivel para DOWNLOAD, e como bunus vai ai o video de uma das tracks

JÁ ESTA NAS RUAS o primeiro volume da Gpro Mixtape, novamente vale lembrar que esta iniciativa da gpro conta com a colaboração das demais labels, produtores e mcs de Moçambique, que abraçaram o projecto e gentilmente cederam os beats e seus artistas.
A mixtape é “made in Moz”, comporta 19 faixas (4 skits e 15 músicas), instrumentais de produtores moçambicanos e reúne 28 MC´s da praça entre eles 3 novos talentos.
Gpro é a produtora moçambicana cujo o elenco consta nomes como DJo, Duas Caras, Trez Aggah e G2, para este ano vários projectos estão já em curso, o primeiro de muitos é a Gpro-mixtape que foi oficialmente apresentado ao público dia 24 de Fevereiro, pelas 14Hrs, no programa radiofónico Impulso Cidade (Maputo 97.9 FM), apresentado pelo carismatico André Manhiça.
Também falamos que entre os instrumentais usados na mixtape a Cotonete Records destaca-se com alguns beats extraidos da compilação mais hip hop no teu ouvido, paralém de ter cedido a Iveth para a track “CAPULANA HIPHOP”, RAGE na musica “UM EM UM MILHÃO”, DINASTIA BANTU (Azagaia e Escudo) na música “CHAVE DE OURO”. mais não tem só “cotoneters”, 100 Paus dropou bem no instrumental dos DRP “So good, so right”, a cena da boa cena dos Queen ficou bem no beat da música “de volta à casa” de Duas Caras produzido por Stu, a Track Records enviou o Turaz do grupo Elex que desabafou na musica que concorda e discorda com Sandokan quando diz que não manda punch lines porque até mc’s burros mandam punch lines. DRP are back nesta mixtape, rap is back pela Gpro-mixtape, presidência aberta de Duas Caras é quente, “quente como Maputo e Luanda”, foi apenas isso que eu disse num skit de 35 segundos, não dropei manos, foi apenas shout out e dicas como disse o pitbull mau.
Façam download
gproMixtape vol.1 (SendSpace)

A 4ª EDIÇÃO DA REVISTA O TUNEL

A REVISTA DE HIP HOP MOÇAMBICANO “O TUNEL” coloca agora a sua quarta edição nas ruas, referente ao mês de Março e dedicado as mulheres, nisso surfando na ondas do Março Mulher a Dama do Bling aparece em grande estilo na capa. Outra grande novidade é que fomos convidados a fazer parte da equipa, desde estamos gratos, este projecto de irmandade cultural passa do mundo virtual que é a internet para a revista, e como isso esperamos que os êxitos venham a unir-nos mais ainda.

Assim, apartir da quinta edição da revista os leitores da revista, poderão contar com textos com a assinatura de Dino Cross falando do movimento hip hop angolano, já há um bruto trabalho preparado para o efeito, apenas esperando a hora certa.
(mais noticias em actulização)

Gpro mIxTaPe contagem decrescente

Contagem decrescente para o lançamento da mixtape da gPro, importa lembrar que esta iniciativa da gpro conta com a colaboração das demais labels, produtores e mcs de Moçambique, que abraçaram o projecto e gentilmente cederam os beats e seus artistas.

A mixtape é “made in Moz”, comporta 19 faixas (4 skits e 15 músicas), instrumentais de produtores moçambicanos e reúne 28 MC´s da praça entre eles 3 novos talentos.

Embora todos saibam, a Gpro é a produtora moçambicana cujo o elenco consta nomes como DJo, Duas Caras, Trez Aggah e G2, para este ano vários projectos estão já em curso, o primeiro de muitos é a Gpro-mixtape que ja esta finalizada, e foi oficialmente apresentado ao público dia 24 de Fevereiro, pelas 14Hrs, no programa radiofónico Impulso Cidade (Maputo 97.9 FM), apresentado pelo carismatico André Manhiça.

Estre os instrumentais usados na mixtape a Cotonete Records destaca-se com alguns beats extraidos da compilação mais hip hop no teu ouvido, paralém de ter cedido a Iveth para a track “CAPULANA HIPHOP”, RAGE na musica “UM EM UM MILHÃO”, DINASTIA BANTU (Azagaia e Escudo) na música “CHAVE DE OURO”.

Mais não tem só “cotoneters”, 100 Paus dropou bem no instrumental dos DRP “So good, so right”, a cena da boa cena dos Queen ficou bem no beat da música “de volta à casa” de Duas Caras produzido por Stu, a Track Records enviou o Turaz do grupo Elex que desabafou na musica não concordar com Sandokan quando diz que não manda punch lines porque até mc’s burros mandam punch lines. DRP are back nesta mixtape, rap is back pela Gpro-mixtape, cantem comigo: “assim como moz precisa do Guebas para governar, o juiz de um martelo para condenar, o recruso do sabão para se confiar, o game precisa de Duas Caras ele fez historia”, parece o som ja chegamos dos magnezia, mas não, é presidência aberta de Duas Caras. Muita coisa boa vem ai, muitas surpresas, Esse mambo esta quente, quente como Maputo e Luanda, queira Deus que entre os 4 skits seleccionados o meu lá esteje (Dino Cross).

Naturalmente quem não tem ouvido o rap moçambicano deste a muito, não esta familiarizado com alguns nomes e títulos de músicas, mas a mixtape é um veiculo que o levará a entender toda a historia. BREVEMENTE DISPONIVEL NAS RUAS E NO BLOG

Cotonete abre o ano com encontro fraternal

Iveth e Azagaia Izlo H A familia Cotonete Records esteve reunida num almoço fraternal nos primeiros dias do ano de 2009, em casa do Azagaia, bairro da Liberdade, em Maputo-Moçambique. O dialogo, a amizade e a dança uniu “cotonetes” e amigos, não houve tempo para intrigas e más disposição, o clima era bastante alegre todo o mais as fotos revelam o ambiente vivido deste dia. Romualdo, Azagaia e Dino Cross
Rage e Joe Helder Leoneol e Miguel Xabindza Azagaia animou com muita boa musica Helder Leonel

O Sopro da vida (reacção ao último suspiro)

De acordo com a resolução da sexta reunião anual da track records, Beatkeepa deu a conhecer pondo a circular na internet o e-mail “O último suspiro”, apontando assim o encerramento da label Track Records, constituida : BeatKeepa, Trio Fam, Elex, Nelson Nhachungue, First Class, The Dream, A2, Johnny, Amélia Conceição e Dj Junior. 
Atendendo a gravidade que é o assunto, tive a liberdade de escrever uma carta aberta para a Track Records e para toda a comunidade hip hop, e a publico mais abaixo e na primeira pessoa. Por favor a vossa atenção.
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VAMOS TCHOVAR ESSA CENA 


carta aberta para a TRACK RECORDS e a toda comunidade hip hop

Luanda, 04 de Novembro de 2008

Assunto: O sopro da vida (reacção ao “último suspiro”).

Deixa dizer que não recebi com agrado, o e-mail que anunciava o fim da Track Records, embora que todas as razões tenham fundamento lógico, é importante salientar e elucidar-vos que da mesma maneira que o graffite, o dj, o b-boy e o rap são elementos da cultura hip hop, a Track Records é um elemento fundamental para o hip hop moçambicano.
É bem verdade que precisamos todos de oxigénio para respirar, mas também não se decreta o último suspiro, quando se pode apelar por socorro. Normalmente como humanos, somos muitos teóricos e que podemos achar solução para tudo ignorando por completo a constatação da realidade.
E a realidade nesta altura é um monopólio versus falta de patrocínio, ao falar-se em patrocínio não é afirmar directamente que a “TRACK” só pode andar com muletas de quem pode ajudar, mas é necessário ou melhor é indispensável uma estrada quando se pretende caminhar, ninguém consegue andar durante muito tempo na lama, ninguém consegue nadar ou remar contra a maré, para ser mais prático, sustentar uma label e alimentar o mercado com video clipes com qualidade não só para fazer face a concorrência, mas também para poder melhor mostrar o seu trabalho colocando-o ao nível exigido pelo mercado, requer um certo investimento que possibilitará gerar frutos com os grandes espectáculos realizados a nível nacional.
Deveria te-lo feito no princípio, mas apresento-me dando o meu testemunho, sou um jornalista e activista hip hop, angolano, varias vezes desloquei-me a maputo para fazer reportagens sobre o hip hop moçambicano, para publicar na internet, com o objectivo de dar-se a conhecer o hip hop moz em Angola, como se sabe ninguem paga para entrar nos sites e nos blogs, um grupo de 4 elementos que são o team www.hipflickz.net por amor ao hip hop não viu caro estas despesas, para hoje como salário moral termos conseguido espalhar o hip hop moz dentro da comunidade hip hop angolano. Reconhecemos o nível que tem o hip hop moçambicano e incansavelmente temos feito esforço para partilhar com todos. Graças a Internet hoje expandimos o nosso trabalho alem fronteiras. 
É em nome do amor que temos ao hip hop que pergunto a todos: A vida anda como um carro e quando um carro não pega diz-me o quê que fazes? Tchova, Tchova xita duma!!!, então meus manos mc´s, B-boy, DJ´s, graffiwriters, patrocínadores, donos das molas, dos tacos, radialistas, público de um modo geral, VAMOS TCHOVAR ESSA CENA. Vamos dar as mão e não vamos deixar o hip hop morrer, vamos fazer do último suspiro a estratégia para 2009, há quem pense que isso é uma jogada de marketing, se fosse isso, ainda assim estaria estampada uma realidade que não é só desta label, mas também de todas outras dedicadas ao hip hop, perguntem ao pessoal da cotonete records, perguntem a Gpro, perguntem ao… deixem não perguntem mais a ninguém, porque de antemão todos sabemos a resposta.
Com o Kool Klever (pai do hip hop angolano) aprendi, a felicidade do poeta não se encontra na carteira, alias não se trata de prostituir a arte com diz o Duas Caras, NÓS PRECISAMOS ESPAÇO, nós precisamos de fazer aquilo que melhor sabemos fazer e isso não é brincar é ser profissional, temos a missão de afastar os jovens das drogas, temos a missão de passar mensagens cívicas e o nosso apelo ao patrocínio é para poder cumprir com a nossa missão dentro do hip hop. Rendo continência a todas labels que não estejam a passar por esses problemas sendo hip hop ou não, tenho a dizer que não se trata de inveja ou algum outro tipo de sentimento, mas a verdade é que podemos todos em nome da música, em nome da cultura partilhar o mesmo palco, podemos todos ser tratados por filhos e não como enteados, se assim for não estamos em particular a tchovar pra frente a Track Records, estamos cada vez mais a dar qualidade e identidade a música moz.
Por não ser moçambicano ao escrever esta carta alguém me disse, “não mete a colher na pánela do vizinho”, música não tem nacionalidade, viaja pelo mundo sem precisar de visto e sem restrições. Mas no fim a mensagem é a seguinte, tens como ajudar? então dê o sopro de vida a Track Records, VAMOS TCHOVAR ESSA CENA
Dino Cross
Se concordas comigo, escreva o seu nome em baixo e passe a todos os teus amigos, ou melhor envie para quem possa ajudar o hip hop moz a seguir em frente, (empresas, ong, boss, patrões, etc, etc)
01 – Dino Cross

02 – CFkapa

03 – Celia Macamo