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SSP LIVE NO KUBICO

SSP brilham no live no kubico

Os SSP brilharam no live no kubico organizado e exibido pela Tpa e a Platina Line na tarde de domingo 27 de Setembro. Um show de angariação de bens a favor do Centro Neurocirúrgico de tratamento a Hidrocefalia

Donos de uma carreira de êxitos até então pouco vista em Angola, que levam os fãs a reviverem emoções dos anos 90. Os SSP provaram ter espaço na memória e no coração dos angolanos 29 anos depois da sua criação.

Bem vestidos ou seu estilo habitual, o quarteto vestiu Adidas, acto que representa força e majestade tragas à cultura hip hop pelos RUN DMC.

Por outro lado valorizando a arte de um jovem empreendedor, usaram camisolas brancas grafitadas pelo Sky.

Acompanhados por B.Boys, Jay Lorenzo, Ana e Jussy nos coros, o show começou com a energia do tema “Os Reis da Noite” do álbum Odisseia.

SSP LIVE NO KUBICO

Ainda do “Odisseia”, Paul G destacou-se pela sua habilidade ragga no tema Etu Mwangola, música que trás um esquema de dança bastante conhecido pelos fãs.

Jeff Brown e Kudy matam saudades dos Palcos

Seguiram-se “amiga” e “punidores da fofoca” músicas que revelaram que de igual modo os fãs tinham saudades da mestria de Jeff Brown, o rapper também carregava uma enorme vontade de subir aos palcos.

As músicas “Eu te confesso”, “luta pelo teu amor” e “miúda” antecederam a entrada de HeavyC, convidado a fazer o verso de BossAc em EveryWoman.

Como sempre acontece nos show dos SSP, Jeff Brown brinda os fãs com um freestyle, desta vez o tema foi o corona vírus, uma oração e mensagem de que dias melhores virão.

Aos nossos olhos o Kudy esteve bem como nos shows anteriores, mas se for a levar em conta as reações nas redes sociais, o rappers esteve “bem doce” ou seja bem melhor.

SSP LIVE NO KUBICO

Visiveismente emocionados Big Nelo lembrou que a idade não perdoa portanto esquecer letras ou não conseguirem fazer alguns passos de dança é natural. Por este motivo nenhum deles conseguiu cantar a música “sempre que o amor me quiser” ficando pelo fantástico coro na Ana.

Para além de lembrarem histórias engraçadas do seu percurso, igualmente mandarem “props” aos contemporâneos da velha escola na lusófonia acima de tudo os SSP no Live no Kubico conseguiram a proeza de entreter os fãs ao longo de três horas e vinte minutos numa viagem musical aos 5 álbuns do grupo.

Não faria sentido terminar esse texto sem referir o “adoço” do guitarrista, bem como a participação do Biura interpretando o Puto Chico na música não vale a pena e o facto de que o grupo conseguiu angariar valores altos de doações para o Centro Neurocirúrgico de tratamento a Hidrocefalia.

Táctica Lirica bis bis

Tidos como românticos, “Táctica Lírica” garantiu a aceitação dos SSP como grupo de rap pelos radicais do movimento hiphop angolano nas décadas 90 e 2000.

Por ser um tema difícil e por ter caído na graça dos fãs a sua boa interpretação é sagrada e o grupo desapontou no show de 2019 em Luanda e a reação dos admiradores refletiu isso.

Desta vez e a pedido de várias famílias o grupo compensou com um bis da música e conseguiram convencer.

vejam o video do show abaixo:

 

live com os SSP

Live com os SSP na TPA

O hip hop chega ao live no Kubico da TPA pelos SSP, um dos grupos pioneiros deste movimento cultural em Angola.

#LivenoKubico é um show musical com foco na angariação de cestas básicas para famílias angolanas, acima de tudo as com poucos recursos neste período de pandemia.

A iniciativa é da TPA em parceria com a Platina Line que garante a transmissão web ao vivo.

Vários artistas já subiram ao palco do #liveNoKubico e este gesto tem vindo a ajudar muitas famílias.

Depois do Live 3G do Semba (três gerações), com Yuri da Cunha, Paulo Flores e Bonga, muitos internautas presumiram que uma live de Rap teria o mesmo conceito.

A princípio o site Hip Hop Angolano chegou a fazer um inquérito sobre qual seria o 3G do rap ideal para o live no Kubico. Ao mesmo tempo, a TPA trabalhou sobre um critério diferente.

Live com os SSP em representação do Rap Nacional

Agendado para o dia 27 de Setembro, o live com os SSP acontece um ano depois do grupo ter-se unido e realizado 3 memoráveis show.

Composto por Big Nelo, Kudy, Paul G e Jeff Brown, o quarteto faz parte da história de Angola por terem sido os primeiros a lançar disco de rap.

Além disso, os SSP são do mesmo modo lembrados pelas maiores enchentes em show e por serem os donos dos maiores sucessos de rap.

Mambos Hip Hop da Banda no Kisom

MAMBOS HIP HOP DA BANDA NO KISOM

O Mambos Hip Hop da Banda produzido por Dino Cross para a Bantumen é o primeiro Podcast disponível no serviço de streaming angolano Kisom.

Disponível desde 17 de Janeiro de 2019 em outras plataformas, o podcast angolano chega a Unitel já na segunda temporada.

Nos episódio disponíveis podem encontrar-se as entrevistas a Young Family, Addy Buxexa, Paulelson, Riscow e Latino, Big Nelo, Jeff Brown e Mr Arssen, Duas Caras, Gutto, Dama do Bling, Naice Zulu e Bc, Phedilson, Okwami, Miguel Neto, Young Double, Lil Jorge, Man Killa, DJ Nkappa, Donna Kelly, Leonardo Wawuti, Girinha, Declive, e outros.

Você pode escutar Mambos Hip Hop da Banda clicando em 👉🏿 ESCUTE

The Source aponta SSP como um dos pioneiros do Hip Hop em África

Em artigo publicado a 11 de Fevereiro de 2020 na prestigiada revista/site The Source, o grupo de rap angolano formado por Big Nelo, Paul G, Kuddy e Jeff Brown na década 90, os SSP, foram indicados como um dos grupos pioneiros da cultura Hip Hop no continente africano.

The source SSP HIP HOP

Fundada em 1988, a The Source é uma revista mensal que aborda hip-hop, música e política e é a mais antiga em activo no mundo do rap.

Com cinco álbuns lançados, 99% de amor (1996), Odisseia (1998), Alta (2000), Amor e Ódio (2003), Momentos da Trajectória (2006), os três primeiros discos do grupo foram gravados no seu formato original e os seguintes por Big Nelo e Jeff Brown após o desmembramento dos demais integrantes.

Confirma a noticia no Link abaixo:

Clique para ler o artigo https://thesource.com/tag/s-s-p/
SSP 25 anos

“SSP 25 anos” discografia nas plataformas digitais,

SSP 25 ANOS – Para comemorar os 25 Anos de Carreira dos SSP, o grupo oferece aos fãs nessa quadra festival a possibilidade de adquirir toda a sua discografia nas Plataformas Digitais,.

Desta forma, Khuddy, Big Nelo, Paul G e Jeff Brown brindam o feito como um convite a reviver os anos 90, período ao qual as obras foram lançadas em formato fisico.

SSP é sem dúvidas uma referência do rap feito em português pela brilhante carreira de sucesso, pioneiros do movimento, é se calhar é natural que passados 25 anos, muita gente não tenha ou conheça algumas das suas obras.

Portanto é também uma oportunidade para que os mais novos tomem contacto com obras relevantes não só da historia do hip hop angolano bem como no contexto lusófono num todo.

É importante que ao falar-se plataformas digitais refere ao iTunes, AppleMusic, Google Play, TIDAL, Sportfy, Shazam e Deezer, não no conceito de as disponibilizar para download gratuito nos blogs.

Portanto visite uma destas plataformas e encontre os albuns 99% de Amor (1996), Odisseia (1998), Alfa (2000) e Amor e Ódio (2003) re-masterizadas para a qualidade dos dias de hoje

SSP 25 ANOS – Download

99% de amor – DOWNLOAD

Odisseia – DOWNLOAD

ALPHA – DOWNLOAD

AMOR E ODIO – DOWNLOAD

PURO STYLE – SE EU TE PERCO (VIDEO)


Puro Style é o grupo que juntou integrantes dos SSP e O2 (N’SexLove), este video tem como título Se Eu Te Perco, consta do album Life, e foi o primeiro video angolano a ser premiado no Channel O Video Music Awards. Seus interpretes marcaram com muito sucesso as décadas 90 e 2000, estando actualmente alguns deles a seguir com a carreira a solo, como são os casos de Jeff Brown, Walter Ananaz e Big Nelo esse último que até então tem vindo a ter um percurso abençoado no sentido de até então não ter conhecido o insucesso.

Show de Paul G e amigos

Sábado 21 de Outubro, O Cine atlântico em Luanda, foi palco do grande show em que Paul G, reuniu o seu leque de amigos de luxo para juntos abrilhantaram a noite, assim aconteceu. Previsto para começar as 19, o espectáculo começou as 21 horas e dos anunciados os grandes ausentes foram, o americano Omarion e os angolanos Kid Mc e Yannick Afroman, o show foi preparado ao pormenor para que nada desse errado, estivemos presentes aos ensaios e sentimos a energia positiva daquilo que seria o espectáculo e assim foi.

Quando eram 21h:07min, Almir Agria chama ao palco os BDD para abrir o show com a interpretaram 2 temas, igual numero para Mona NiCastro e BWG que actuaram logo em seguido respectivamente, em relação ao Mona NiCastro o público murmurou indignado ao perceber que o DJ Wall G interrompeu a sua performance, quando numa mistura nos apercebemos que o interprete já estava no terceiro tema, mas não foi essa a bandeira do show, nem o “Mano” zangou-se (julgamos). Com cada um tema seguiram-se as actuações da Click LV, Os 3 e Os Génesis, e chamou-nos atenção o facto de um integrantes da Click LV apareceu com a habitual performance de identidade de Action Nigga dos Génesis, calções jeans curto vulgo Txuna Baby, Action em palco não exteriorizou o seu desagrado pelo sucedido, mas em gesto de desabafo noutros fóruns chamou atenção a falta de criatividade do membro da click, falando em criar, o grupo Os 3, são bons de dança, mas é bom esclarecer aqui (antes que nacionalizem os seus passos de dança) que aquela coreografia apresentada pelo grupo é da música “facebook” de sulafricano Dj Cleo (youtube it).

Cage One como se diz nas ruas é “pai grande”, grande performance e merecidas foram as palmas de reconhecimento, não há como negar ele tem muitos fãs, depois entrou o Papetchulo para encerrar o primeiro bloco.


22 horas e por trás de um grande ecran salta para o palco Paul G que com a explosão de fogos de artificio da inicio a sua performance, a música era “Get Control”, segue-se a música “Bang it” e logo em seguida entra a ZONA 5, os primeiros convidados do segundo bloco de amigos, “vamos brincar de sipó” estragou com a casa, realmente a Zona Cinco está no top desta City, mas eles não estão sozinhos, a Army Squad mostrou a diferença que os distingue dos demais grupos, eles são imortais, ficou provado isso, bastante aplaudidos por todos, performance imprópria para insensíveis.

Há quem diga “lady first” é gentileza, então a bandeira do show foi essa, deu boom porque a Ary, única convidada feminina, não seguiu a estes critérios, mas na verdade isso pouco importa, ela deu muita karga com “isso vai dar boom” (e deu mesmo) e “Betinho”, Puto Prata veio ao palco depois da Ary e fez bonito sim senhor, num instante mágico Paul G conquistou a sensibilidade de todos com o tema “tem melaço” dos Kalibrados, grupo que interpretou um mix de sucessos do seu primeiro álbum.

“o grupo que vem a seguir, são kotas mais dão karga a artistas de 18 e 20 anos, é a supremacia da música angolana” foram essas as palavras usadas por Paul G para descrever os SSP, enquanto entravam em palco Kuddy, Jeff Brown e Big Nelo, foi aos nossos olhos o momento mais alto do show, (qual americano qual quê). 21 anos de carreira e um depois da ultima performance juntos, lá estavam mais uma vez reunidos os quatros meninos dos SSP, não há palavras para descrever o momento, a emoção tomou conta de tudo, foram recebidos com todas as honras, quem estava sentado levantou e com muitos gritos e aplausos, começaram mais uma vez a sua performance com a música “Sucesso” extraída do álbum alfa, eles dançavam no palco e o público nas bancadas, muita electricidade, deu para matar saudades de Kuddy e Jeff Brown, 3 temas depois deixam o palco da mesma maneira como entraram, cheios de aplausos e assobios.


Um pouco triste e humilde vimos Paul G, a lamentar a “facada” que foi a ausência do cantor Omarion, que não chegou a tempo de participar  do show, mas o público nem importou-se e concordou quando o cantor disse “é bem verdade que vocês estão aqui pelos artistas nacionais” e de facto tinha razão o espectáculo teria sido bom na mesma, só com os amigos angolanos, mais amizade não tem nacionalidade, e o último amigo convidado saiu do Soweto para palco do Cine Atlântico em Luanda, e com o sucesso que os levou a ser nomeados aos awards do channel O, Maezee e Paul G encerraram o show que teve a duração de uma hora e trinta minutos, grande espectáculo, toda a produção está de parabéns, ao Paul G fica aqui o reconhecimento ao valor que dá a família e aos amigos, foi lindo ver toda sua família e amigos a prestigiarem este momento importante da sua carreira.

REFLEXÃO A LUZ DO DIA (big show)

Descanse em paz Big Show Cidade
Geralmente reservo a minha opinião num balanço anual, uma retrospectiva das actividades relacionadas ao movimento hip hop, esta pratica virou moda, só que este ano não tenho como contentar-me com uma analise anual, a partir de agora os balanços em todos os blogs serão semestral (de 6 em 6 meses), e há uma razão especial para isso, o fim do Big Show cidade não poderia esperar o fim do ano.
Indo directo ao assunto, não é segredo para ninguém que e rap em Angola já viveu dias melhores, ou seja já foi bem mais divulgado, desde o ano passado que pouco se ouve e assiste rap nas rádios e tv, pior do que isso é não haver grandes espectáculos de hip hop, os que aconteceram até agora noutros tempos eram chamados de shows alternativos, só que infelizmente, estes até ao momento são as principais formas de manifestação desta cultura, bastante doloroso foi não ver no festival que celebrou a paz em Angola este ano nenhum grupo a representar a classe hip hop, já que em tempos de guerra o rap foi usada para suavizar almas e trazer uma mensagem de esperança, muitos rappers chegaram mesmo a ir cantar em locais de risco, muito surpreende que nesta altura o R.A.P seja posto de lado, até um distraído conseguiu perceber que passava-se alguma coisa de errado, não foi necessário alguém chegar e dizer que proibiram a divulgação do rap angolano nas rádios e TV por causa do que sucedeu no show do Bob da Rage Sense o ano passado, esta bastante claro que esta empatia há uma razão de ser e o único facto que nos apegamos é o discurso e a repercussão que tomou o show do Bob.
O Funeral do BIG SHOW CIDADE
Big Show Cidade, foi o programa de rádio criado e idealizado por Big Nelo no principio de 1999, na altura comentava-se que BIG do BIG SHOW era para associar ao nome do seu criador Big Nelo, mas a verdade que soubemos é que o nome e o formato foi inspirado no programa Big Show Sic, da SIC (Portugal), o primeiro apresentador foi o Big Nelo, que meses depois levou Khudy e Jeff Brown, que tinha um espaço que passava pente fino nos rappers angolanos, suas músicas e performances, como na altura os SSP viajavam muito em digressão, Kool Klever entrou ao programa para cobrir este vazio, o nome de Kiesse Kelly também marca o principio e a fase mais memorável do programa, e por conseguinte do rap nacional, ninguém discorda a importância e a boa influencia que o programa teve nos rappers de Angola, a rubrica Freestyle trouxe a cultura da rua para a rádio, Disco B, Phathar Mak, Rui Gomes, e a Yara e muitos outros também fizeram parte do elenco do programa que terminou em 3 de Junho de 2012, com José Etxenielo (o nome deve estar mal escrito), na apresentação.
PORQUÊ TERMINOU O BIG SHOW CIDADE?

Especulou-se muito essa sucessão de problemas que rap angolano tem vindo a ter, mas segundo a direcção da Rádio Luanda o programa foi perdendo bastante audiência, sobretudo depois da entrada de José Etxenielo em cena, e assim sendo a necessidade de repor a audiência, levou ao fim do programa.

É bem verdade que o návio não teria afundado se o Kool Klever ainda estivesse a comandar, quanto a sua saída do programa diz-se muita coisa por ai, uma delas apontam a faltas injustificadas, mas a vida não é feita de ouvir dizer nem de se isso ou aquilo, o facto é que programa envelheceu e morreu, e no seu funeral destacaram-se alguns rappers que brilharam na rubrica Freestyle e que hoje estão unidos no projecto mercenários, que brincaram com os factos que mais os marcaram na sua vivência de big show cidade.

As imagens reproduzem os momentos finais do ultimo Big show Cidade (convívio enfrente a Rádio Luanda)
DEPOIS BIG SHOW CIDADE, O BEAT BOX

Em substituição ao BIG SHOW CIDADE na Rádio Luanda, nasce um novo programa, o BEATBOX, só que não é apenas de rap ou melhor é um programa de música ecléctica e alternativa, naturalmente o rap em Angola, assume-se como música alternativa.
BEATBOX é um programa criado, idealizado e apresentado por Vui Vui em parceria com a rapper Eva, o activista NK e blogger Cenas que Curto na produção, a primeira edição do programa abriu com a musica Celebrate de Common do álbum the dreamer/The Believer e foi ao ar as 13:40min do dia 24 de Junho de 2012, em FM 99.9, Rádio Luanda.
Desejamos longa vida ao novo programa e que por esta via o rap angolano conheça uma nova realidade.

Noticias

JEFF BROWN reeditou ONDAKA
Jeff Brown reeditou o seu álbum ONDAKA e levou-o a praça da Independência, ao Bellas shopping e a província do Bie, a reedição trouxe cinco novas músicas para além das treze anteriores, um álbum totalmente diferente daquele Jeff que conhecemos como membro dos SSP, não é um álbum de rap, mas no entanto temos um disco de um genuíno artista que merece sim todo o nosso respeito, alias todos concordam que o kota Culanda, não tem nada a provar a ninguém dentro do rap.
A música “a minha Policia” é a promocional e a única música que podemos oferecer para download. quer mais? só comprando o álbum, mais temos aqui um cheirinho, façam todos download para “ondakarem” um pouco
Jeff Brown – A minha Policia – Download



D&D (Dygo e Dinomite) juntos outra vez

A amizade entre Dygo Boy e Dinomite vem antes do tempo da Magnezia e dos 360 graus, é de mil novecentos e tal, moraram na mesma zona e começaram a repar juntos, o tempo traçou caminhos diferentes para ambos, só que o destino desta caminhada os uniu novamente em 2012, o reencontro musical destes manos, vai resultar em um álbum de rap previsto para o final do ano, e como estes manos não são de deitar conversa fora, 5 músicas já foram gravadas e serão brevemente apresentadas em single, conforme certifica as imagens do photoshoot acima, quanto ao videoclipe, dia 21 acontece a filmagem de um deles. Preve-se muitos show para este ano, e ambos foram unanimes em dizer que estão disponíveis para o compromisso de manter vivo as raizes do hip hop.
KALIBRADOS NOVO DISCO
KALIBRADOS escreve-se com letras maiúsculas como sinal de respeito ao grupo que entrou no mercado estremecendo a terra ao ponto de sair orbita, sempre no activo, recentemente o grupo esteve na África do Sul onde segundo Vui Vui a ideia era gravar-se 30 temas e escolher 15 para entrar no disco que preve-se para o segundo semestre de 2012, através das redes sociais, o rapper KLORO (@mightykloro) que encontrava-se em Pretoria, deixou escapar que foi convidado a ouvir e opinar sobre o album, ao que descreveu-nos como “muito nice! o single é um banger! Laton is back com beats fortes! tem participações de peso da música angolana, Great Álbum!” outra novidade é os Kalibradinhos, personagens de banda desenhada inspirado nos Kalibrados, quanto a isso existe um segredo de sete mil chaves, que ao seu tempo será desvendado, mas o que está a vista de todo mundo, são os Kalibradinhos nas t-shirts.

DJ BEAT KEEPA
não só do HIP HOP vive o homem

Beat Keepa a uma data altura era de opinião que artistas que sairam do rap para fazer pandza, deveriam deixar de chamar-se rappers, no processo do inicio da luta “armada” para a extradição do pandza, Beat Keepa foi o primeiro a disparar, pelo que representava na altura no movimento hip hop moçambicano, muitos seguiram o seu ponto de vista e o resultado disso foi o enfraquecimento do pandza. Recentemente fomos surpreendidos com duas músicas lançada pelo mesmo, BeatKeepa ou melhor Dj Beat Keepa levou-nos a pensar com os seus ideais que seria fiel ao rap, provavelmente estávamos enganados ou houve amadurecimento de ideais de sua parte, seja o que for, este DJ apresentou-nos duas track que provam a sua versatilidade na produção musical.

DAMA DO BLING está de volta
Durante alguns meses Dama do Bling esteve fora do palcos, e o motivo está bem justificado, o nascimento da sua princesa, ela é mãe da mais linda criança nascida em solo moçambicano, mas ainda assim não deixou de agradar os fãs, lançou recentemente três músicas que tem vindo a dar o que falar nas rádios, pudemos notar que de facto o público sentiu saudades da “Do Bling”, a mesma que também pode ser vista no DVD da Pérola, num dueto memorável com a mesma e que deixou o povo angolano com o coro “ou mãe onde é que estavas tu”.
Como qualquer celebridade o nascimento de um filho é sempre noticia e normalmente ha muitas especulações acerca, foi dai que as fotos da princesa da Dama do Bling, é uma exclusividades da revista Moz Celeb, que trás a “do bling e a blindada” na capa, para quem está em Moçambique pode procurar nas bancas, além fronteiras o facebook é a solução clique aqui para quem procura por musicas novas ai vão os links

OS FACTOS QUE MARCARAM 2011

ANGOLA

MANIFESTAÇÕES
Marcou a abertura do ano o show de Bob da Rage Sense no cine Atlântico, numa altura em que a crise que vivia-se em muitos países africanos foi a inspiração para a marcação de uma manifestação em Angola, alguns rappers analisaram os problemas sociais que o país vivia e advertiram a todos os angolanos que se identificavam com a mesma causa para aderirem a um acto pacifico reivindicando assim uma governação mais transparente. Assim aconteceu, alguns jovens saíram as ruas, e acabaram presos, a partir desta data muita coisa mudou, as portas que estavam encostadas não abriram, fecharam.
Segundo uma consulta a alguns rappers, ficamos a saber que diminuiu-se drasticamente a divulgação de música rap nas rádios e televisão, bem como entrevistas nos habituais programas de promoção da música angolana.

REDES SOCIAIS (BLOGS-FACEBOOK-TWITTER)
O problema da divulgação da música rap nas rádios e televisão elevou as redes sociais de fonte alternativa para fonte principal de divulgação da música rap. Bloguistas são bastante aliciados para publicar as músicas e tornaram-se peças bastante importantes dentro do movimento, nasceram muitos blogs de hip hop.
Sabendo do importante papel que desempenham no movimento, Bloguistas ou bloggers (como preferirem) sentaram para concertar ideias, dai surgiu a ideia de realizar uma actividade de beneficência, rappers e bloguistas levaram alegria a crianças necessitadas angariando donativos num jogo de futebol salão, realizado no campo da rádio nacional de Angola, isso foi o principio, até ao final do ano mais dois jogos aconteceram, um com a parceria do Movimento Faz Cultura e outro com a Masta Kappa.

SHOW DA LUSOFONIA

A ideia foi boa, resultado de alguma inexperiência, o primeiro arranque para a realização do show da Lusofonia falhou, 90% dos artistas convidados não confirmaram presença no show, na segunda tentativa ai sim arrancou o 1º festival hip hop da lusofonia em Luanda, no estadio da cidadela desportiva, no mesmo palco estiveram Boss Ac, Marcelo D2, Black Company, Azagaia, Duas Caras e Boy G, Gabriel Pensador, Extremo Signo, Ready Neutro e muitas outras estrelas que brilham no rap lusófono.

ALBUNS VS MIXTAPES
Em 2011 os álbuns perderam lugar para as mixtapes, ou seja mais mixtapes foram lançadas, e por trás de muitas destas obras destacou-se o nome de READY NEUTRO pelas participações, poucas foram as mixtapes que não tiveram a participação deste C.E.O. da YEBA Entretenimento. E as músicas com mais versões foram o Aleluya de NGA e a A Diferença do Sandokan.

UNIVERSIDADE DO HIP HOP
Uma iniciativa louvável, o espaço submeteu a debate muitos assuntos relacionados a cultura hip hop, bastante instrutiva, a universidade mesmo sem apoio contínua firme e a boa vontade tem sido a grande força de incentivo.

EXPLOSÃO DA ZONA 5
A pesquisa confunde-se entre dois factos, o sucesso das músicas do grupo e o uso das músicas nas publicidades da UNITEL, 43% dos inqueridos justificam o sucesso da Zona Cinco ao facto das musicas serem usadas no marketing da UNITEL, mas o facto é que a reacção do público aos shows é bastante positiva e não restam duvidas que foram o grupo que em 2011 mais sucesso tiveram.


KID MC CONQUISTA TERCEIRO LUGAR 
NO TOP DOS MAIS QUERIDOS DA RADIO NACIONAL DE ANGOLA

DJ SAMURAI o boss da MADTAPES, falou sobre a conquista do KID MC “Queria em primeiro lugar parabenizar o meu tropa Kid Mc pelo 3º lugaralcançado no Top dos Mais Queridos (RNA) 2011. Só o facto de ter estado entre os nomeados, já foi motivo de orgulho e satistação da minha parte, não só por ser da casa Mad Tapes, mas por ser sobretudo um grande amigo.
Um amigo que sempre soube partilhar as suas ideias comigo afim de contribuir para o crescimento da Mad Tapes, alguém que me reconmendou e disse para trazer o Fly Skuad, Lucassio e Balta P para dentro da label,…,
 …foi realmente emocionante o momento em que ao mano foi atribuido o 3º lugar neste Top, ficando apenas atrás de grande figuras do nosso Music Hall, no caso o Puto Portuguêse a lenda viva Paulo Flores”.

BIG SHOW CIDADE MENOS KOOL SEM KLEVER(*)
Big Show Cidade é o tradicional programa de hip hop da rádio Luanda, existe desde 1998, emitido aos domingos, e tem a duração de 1:30min aproximadamente, para além de ser o único da emissora, era a ponte (sim ERA) entre todos amantes da cultura, o actual facto é que a substituição do Kool Klver para um outro apresentador matou a natureza do programa, deixando indignado todos os ouvintes. O programa ainda existe mas é dado como morto. Independentemente dos motivos que levaram a esta decisão, a Rádio Luanda não tem noção de como ficou estragado o capim depois da luta dos Leões.

MC K VS DINO CROSS
Textos pesados de Dino Cross sobre o MC K levaram a uma resposta de Katró, deixando transparecer um clima de desarmonia entre ambos, quando na verdade tratavam-se divergências de opiniões, um escreveu e outro respondeu, tão simples como isso, apesar de que para a opinião pública tratou-se de um beef ou uma estratégia de Marketing para ajudar a promoção do álbum proibido ouvir isso, o que não corresponde com a verdade nenhuma das duas opções.

SHOW 20 ANOS DE CARREIRA DOS SSP
Um dos factos que mais marcou o ano de 2011 foi o grande show dos SSP no dia 3 de Setembro no Estádio dos Coqueiros, KUDDY, PAUL G, JEFF BROWN E BIG NELO, foram bastante ousados em escolher o estádio dos Coqueiros em Luanda para a celebração dos seus 20 anos de carreira como SSP.

O facto é que os meninos de ouro como carinhosamente são chamados, conseguiram depois de 20 anos de carreira encher um estádio de futebol num show sem precisar convidar outros artistas, provando assim a sua popularidade, Segundo Daniel Nascimento, SSP é uma parte importante da nossa historia.
Quanto ao show bloguistas e jornalistas foram unânimes em afirmar que foi sem sombra de dúvidas o melhor show de 2011, no capitulo hip hop e um dos melhores da carreira dos SSP sobretudo por ter sido com banda.

 (*) – BIG SHOW CIDADE MENOS KOOL SEM KLEVER – frase de Balumukenu hip hop


MOÇAMBIQUE

Bem Vindo 2011  

2011 começou com muitos exageros que enalteceram o nome de Dygo Boy e Guyzell, que mais tarde resultou na criação da label “Turma do Exagaro Music”,  mas o grande acontecimento que marcou o principio do ano está relacionado a DJ Dabo, o homem por trás do grupo Dabo Boyz e artista revelação pelo impulso cidade, (programa radiofónico da rádio cidade), o lançamento do videoclipe da música “sem travões” foi sem dúvidas um sucesso para os Dabo Boyz e em particular para a RAINHA DA SUCATA, que conheceu uma nova fase na sua carreira.


Musica Moçambicana

O programa televisivo Atracções, dedicou o ano apenas divulgando videoclipes moçambicanos, um incentivo para a valorização da música feita em Moçambique, o mesmo programa conseguiu provar  que as restantes estações não dão o devido valor a música local, instalou-se a partir dai uma serie de debates intermináveis que presume-se não ter tido o desfecho desejado.


SHOW DO ANO(hip hop)

Aconteceram inúmeros show durante ano, todos deram o seu melhor, mas a pesquisa atribuiu um reconhecimento carinhoso ao show da Iveth no franco moçambicano, a Cotoneth Records conseguiu encher a casa e melhor do que isso realizar um show que agradou a todos os presentes.

O REGRESSO DA LIZHA JAMES

Depois de um ano ausente dos palcos, Lizha James volta em grande num show realizado pela Bang Entretenimento, no Gil Vicente, foi o espectáculo a nível nacional que reuniu o maior numero de pessoas, diz a imprensa que Lizha James apareceu no seu melhor, e deixou claro que Rainha que é Rainha jamais perde a majestade.


AZAGAIA

Mano Azagaia brilhou dentro e fora de Moçambique, duas deslocações para Angola para o festival hip hop da Lusofonia, e algumas participações, mas nem tudo foi um mar de rosas, Mano Azagaia chegou a conhecer a prisão, e com isso passou a ser vitima de piadas, de manchetes dos jornais, mas nada disso abalou a sua carreira, continua com o mesmo palmarés precisando apenas de aparecer com novo trabalho para alimentar as ruas.

Hernâni da Silva
Na verdade não há nada que se diga deste jovem que as pessoas não saibam, bom punchliner e tido por muitos como o melhor rapper de Moçambique, 2011 Hernani não abrandou a karga, pelo contrario traumatizou no freestyle lights up com Hood Prof, com um desempenho fora daquilo que habituou aos seus fãs, provando a sua habilidade, fez sete participações para músicas de artistas angolanos, entre eles Vui Vui e CFKAPPA.

BANG O INOVADOR
BANG surgiu com a ideia inovadora de criar um canal televisivo exclusivo ao entretenimento, nasceu a ECO TV, televisão que emite para Maputo e arredores, videoclipes e tudo relacionado com o entretenimento, a ideia foi seguida por outras individualidades que tornaram competitivo a estreia e a divulgação dos videoclipes.
Sobre está iniciativa do BANG, André Manhiça falou a nossa reportagem o seguinte:
“boa iniciativa a abertura de um canal de tv só de entretenimento isto e, um canal temático dedicado a musica, vídeos porque já fazia falta dado que os outros canais passavam vídeos em horas especificas quando veiculavam programas de entretenimento. Este canal Ecco tv vem preencher uma lacuna que existia na midia no que concerne ao entretenimento. Era “chato” passe a expressão um musico produzir um vídeo gastar valores monetários e ver seu vídeo a passar raras vezes. Isto era aborrecido, quase só “deitar fora” o dinheiro. Agora sim já ha um canal que passe o produto do trabalho dos nossos artistas. Esta de parabéns o empresário Bang sim senhor uma boa iniciativa, agora só temos que apoia-lo porque beneficia a nós próprios.”
MIXTAPES
Tal como Angola, Moçambique também teve registou mais mixtapes do que álbuns, neste processo muitos artistas destacaram-se segundo a nossa pesquisa, não vamos citar nomes mais certamente desta lista o Green Revolution do Teknik e Becos e Ruas do Bilimbão constam entre os melhores a quantidade de download não deixa mentir.
OS DESCATADOS DE 2011

Este capitulo acaba sendo engraçado pelo facto de todos estes brilharem ja no fim do ano, imagine um trabalho árduo durante o ano todo ofuscado por outro apenas entre Novembro e Dezembro? Foi exactamente isso que aconteceu. 

O facto é que TRIO FAM com o A Caminho do Txova, Duas Caras com Charles e single e o K9 com facas foram os mais acreditados do ano de acordo com resultado de consultas publicas no facebook, twitter e por e-mail.
TRIO FAM apresentou uma mixtape que de mixtape só mesmo o nome que o grupo atribuiu, gentileza chamar aquela obra de arte mixtape, porque na verdade A Caminho do Txova soa mais a um álbum, com a diferença de ter sido distribuído gratuitamente, no entanto valeu a pena o tempo de espera, a repercussão do álbum é bastante positiva.

DUAS CARAS o brada arregaçou as mangas e trabalhou com mais empenho em 2011, começou o ano ainda com a ressaca do sucesso da compilação da gpro, sucesso este que arrastou-se ate ao fim do ano, em Setembro com Azagaia representaram Moçambique no festival hip hop da lusofonia, realizado em Luanda e para fechar o ano o vídeo clipe do Charles foi ao ar e trouxe de volta Duas Caras a actualidade noticiosa, dai só foi marcar, grande golo foi o show o Regresso do King e o lançamento do single do álbum. 

K9 teve um ano bastante agitado, factos que serão relatados numa reportagem aparte.

RELAÇÃO BILATERAL ANGOLA-MOÇAMBIQUE
Como sempre altos e baixos e por vezes competitivas, muitas paginas salgadas, mas o destaque vão para o processo de união.
LIZHA JAMES e CABO SNOOP – representaram Moçambique e Angola respectivamente, no Channel O Vídeo Music Awards, um dos mais importantes concursos que premeia  a música africana, realizado em Joannesburg, em 11 de Novembro, os cantores foram as grandes atracção da noite, e actuaram no encerramento da noite.

HERNANI DA SILVA E CFKAPPA
A cumplicidade destes dois rappers vem de longe, e cada vez mais CFKAPPA estreita laços de irmandade com Moçambique, para alem do Hernâni da Silva, o álbum um em um milhão teve também Kloro e Azagaia.
Papos do twitter acreditam num possível trabalho conjunto entre CFKAPPA e Hernâni da Silva, e os blogs já divulgaram uma musica dos dois, esperamos que 2012 o hip hop seja brindado por esta união.

DINO CROSS MIXTAPE FREE DOWNLOAD

Fases do Rap Angolano! FREE DOWNLOAD!!!!
Fases do Rap angolano é a proposta que Dino Cross apresenta em forma de mixtape para dar a entender o percurso que o rap angolano teve nos primeiros anos da sua afirmação. Este é o volume I de III ou IV, e nela constam nomes como SSP, Nelboy das Da Burdha, Simimi Ni Moyo, Coligação Forever, Donna Kelly, Bell B, Girinha, GP, Afrodity, Yong Squad, Esquadrão 8, Big Squad, Grito de Consciência, Hemoglobina, Phathar Mak, Kool Klever, Ikonoklasta, MC K, Gutto, Warrant B, Army Squad, Negro Bue, Heavy C, Man Killa, Kalibrados, Leonardo Wawuti, Jeff Brown, Lizha James, Mr Arssen, Vui Vui, Extremo Signo e The Magic MC.
Parte das músicas são antigas e conhecidas e as outras nem tanta pelo menos pela nova geração de consumidores do rap feito por angolanos, para alem do valor documental esta mixtape torna-se mais interessante pelos remixs e misturas feitas nas músicas.
O critério da selecção musical foi aleatória entre as músicas que marcaram uma época, baixem e divulguem, afinal isso é historia.

SSP – 20 ANOS DE SUPER SHOW EM PALCO

Texto: Dino Cross
Fotos: Nuno Marques
3 anos depois do ultimo show que reuniu os quarto elementos dos SSP, nos dias 29 e 30 de Maio de 2008, no Cine Atlântico, os meninos de ouro, como já foram chamados outrora, voltaram a unir-se, desta vez a festa foi no estadio dos Coqueiros, sábado 3 de Setembro do corrente ano em Luanda, num show que veio a celebrar os 20 anos de carreira do grupo.

A aderência foi em massa como previa-se, dai as enormes filas, o balanço foi S.S.P. (Super Super Positivo), 15 mil pessoas testemunharam e tiveram participação activa naquela que veio a tornar-se uma noite historica, o show teve a duração de um pouco mais do que 2 horas, e terá começado 30 minutos depois da hora marcada, e foram seleccionadas um total de 23 músicas do vasto repertório do grupo e a sua interpretadas deixou claro que o tempo não apagou os SSP do coração dos angolanos, que não pararam de cantar e dançar durante todo o show.

Desculpem-nos, pela forma como começamos este texto, mergulhamos na envolvente emoção gerada pelo espectaculo que quase não conseguimos descrever com mais profissionalismo e em detalhes os factos de relevância importância, apesar de que tudo foi magico e teve bastante importância, a nossa avaliação atribribui ao show 99% de aceitação, mais vamos ressalvar o erro começando assim:

Kuddy, Paul G, Jeff Brown e Big Nelo, são os Meninos de Ouro e juntos formam os SSP, os pioneiros do hip hop em Angola, grupo fundado na década de 1990, seu papel foi fundamental conseguiram ultrapassar barreiras e preconceitos e seus primeiros passos deram vida aos 3 primeiros discos de rap feito em Angola, nomeadamente “99% de Amor”, “Alfa” e “Odisseia”, isso em 10 anos de carreira, altura em que registou-se um sucesso jamais visto na decada e por conseguinte na historia do hip hop angolano, os 10 anos seguintes não foram tão saborosos como os primeiros, mas o grupo já com apenas Big Nelo e Jeff Brown, após a saída de Paul G e Kuddy, em 2000, nao intimidaram-se e mais 2 álbuns lançaram “Amor e Ódio” e “Momentos da Trajectória.

Para celebrar os 20 anos de estrada “Tell me baby”, “Miúda”, “Sim ou não”, “Eu só quero te amar”, “Os Reis da noite”, “Pitanga boa”, “Olhos café”, “Etu mwangola”, “É bom”, “Táctica lírica”, “Abandalho”, entre outras músicas foram os temas escolhidos para trazer de volta um passado bem vivo no seio da juventude que como dissemos não deixou de cantar deste o principio do show, falando em principio, finalmente, quando eram exactamente 20h:30 entravam em palco os SSP com a música “Não vale a pena”, tema que descreve o grupo e hino do percurso historico dos quarto rapazes em palco, música que tem o esquema de dança mais bem conhecido no pais, lembrando que é nesta música em que Big Nelo pisa nas mãos de Paul G e salta, não há quem não conheça este esquema, e também a música com a participação do Puto Chico, interpretada por Fabious da Zona 5.

Seriamos bastante injustos se não falassemos do DJ Wall G, que por muitos, fora chamado de o homem na noite, que com o seu traquejo com os discos, fez muitas misturas, tornando agradável o tempo de espera para o inicio do show, na sua arte viajou em vários estilos de música incluindo mesmo o kuduro e teve do público bastante aceitação.

Os gritos e assobios do público que manifestava satisfação ao ver em palco novamente os meninos de ouro, para quem teve a infelicidade de nao conseguir os ver ao vivo, terá a oportunidade de viver este momento em DVD, já que o show também serviu para a captação de imagens e som que o grupo pretende colocar à disposição dos seus fãs.

Para quem teve saudades das brincadeiras que o grupo normalmente faz quando está em palco, foi fácil notar a interactividade com os fãs, não só do Jeff Brown mais sim de todo grupo, os quatro artistas fizeram questão de, durante o espectáculo, manterem uma conversa bastante animada com o público, juntando música e dança no mesmo cardápio.

O tema para fechar a noite foi igualmente bem escolhido, “canta comigo essa keta”, música que destaca uma outra fase marcante do grupo, pelos prémios adquiridos dentro e fora de Angola, em particular em Moçambique que pela Vidisco chegou a levar o prémio de disco de prata com 10 mil cassetes vendidas, coisa rara até aos dias de hoje no referido pais, bastante emocionante e alegre para que estava no palco e na plateia, assim terminou o show em Luanda, ficou a promessa de tudo fazerem para levar o mesmo espectáculo às demais províncias do país.

FACTO MARCANTE:

Na década de 1990 muito criticou-se o facto de que os SSP não actuavam com banda, muitos chegaram mesmo a dizer que eles nunca o fariam porque não são capazes, ou porque hip hop com banda não é a mesma coisa, mas este show foi o grande tira-teima, o grupo saiu-se bem e bastante versátil conseguindo casar a dança e canto, e nota mil para a banda composta por instrumentistas portugueses que os acompanharam até ao show, depois de 2 meses de ensaio, actividade que permitiu manter a fidelidade e a originalidade das canções.

Retirada da Imprensa:

Deputada considera espectáculo

do grupo SSP apaixonante

A segunda vice-presidente da Assembleia Nacional, Joana Lina, considerou de muito apaixonante o espectáculo musical realizado pelo grupo SSP, na noite de sábado, no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, que reuniu milhares de fãs.

“Creio que o show foi muito bonito e fiquei bastante alegre ver tanta juventude entusiasta”, observou a deputada em declarações à Angop, no final do concerto, acrescentando que o SSP não perdeu a sua característica, apesar de cada um dos quatro integrantes ter o seu disco a solo.

Os pioneiros do rap angolano foram felizes na escolha dos temas, porque cada música foi cantada em uníssono pela enorme plateia presente no estádio. Por outro lado, o grupo mostrou que ainda tem muito a oferecer aos angolanos, notou ainda.

Joana Lina assinalou que o show foi memorável, porquanto terminou de forma agradável, com uma juventude alegre e enérgica.

“Esta forma de transmitir a música de modo contagiante deixa sempre marcas e 20 anos do SSP significa que todos acompanharam a vida do conjunto e de cada um”, frisou, rematando que a juventude precisa de muito mais.